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A Nova Qualidade Do Trabalho Na Era Da Informação

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Por:   •  18/9/2013  •  1.043 Palavras (5 Páginas)  •  490 Visualizações

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Falar em globalização sem associa-la às novas tecnologias da informação, geraria uma contradição quando falássemos em automação industrial e perda do emprego, já que entramos em uma nova era, a era da informação, que está trazendo novas perspectivas sócio-econômicas e novas formas de relacionamento entre mercados e culturas diferentes.

Desta maneira, a internet aliada à informática, são sem sombra de dúvida as velas propulsoras da globalização, que possibilita a geração de negócios feitos com muito mais rapidez. Empresas podem ter seus parques industriais distantes de seus escritórios administrativos, muitas vezes em países diversos. Basta ver que muitos produtos de empresas do primeiro mundo são feitos em países do terceiro, onde a mão-de-obra é mais barata, o que possibilita menos custo na produção, melhorando suas chances de sucesso no mundo competitivo. Quem ganha também com isso é o consumidor que tem preços mais acessíveis e produtos melhores.

A Internet começa a mudar também as relações no trabalho, tornando as relações formais então existentes em informais, pois o novo empregado passa a ser um detentor da informação que coloca a disposição do empregador. Os vínculos passam a ser muito mais de participação e colaboração do que de subordinação. Os antigos, tradicionais e acomodados empregados que tinham o emprego como definitivo e estavam estagnados e passivos, muitos apenas esperando a aposentadoria, têm agora que passar por um processo de reciclagem tecnológica, adaptando-se às novas exigências do emergente mercado virtual, sob pena de ficar à margem do desenvolvimento. Agora, cada um terá que investir em si mesmo, em sua capacidade de adaptação e na obtenção de informações para acompanhar os novos tempos. Em contrapartida ao enxugamento do quadro de funcionários, surgem milhões de pequenas e médias empresas que gravitam em torno das grandes, vendendo-lhes prestação de serviço qualificado. Estas também devem estar afinadas às tendências da nova forma de relação de trabalho.

Essa automação quebrou paradigmas da produção fordista, onde o sistema de produção em massa, onde funcionários realizavam uma única tarefa simples e repetitiva, para um modelo caracterizado como pós-fordista, onde a organização da produção aliada ao desenvolvimento tecnológico gera uma mão-de-obra multifuncional e qualificada que interage com a fábrica e seus companheiros de trabalho.

Essas transformações tecnológicas e econômicas levam a uma financeirização do capital, que como padrão sistêmico de riqueza é uma forma específica pela qual há décadas se faz a definição de riqueza, onde temos o aumento das forças produtivas, ultrapassando a capacidade de modernização do sistema monetário; uma dinâmica de endividamento, através de um “capital monetário fictício”; e por último a crise financeira caracterizado pelo poder de compra limitado pelas capacidades produtivas. Estes “estágios financeiros” através dos grandes monopólios e dos cartéis, que criam grandes impérios econômicos a níveis Estatais (Países) e corporativos (Transnacionais), nos mostram na globalização grandes concentrações de capital e de poder na mão de poucos que possuem o poder político e gerencial mundial.

Muitos advogam que o Pós-Fordismo representa o fim do Fordismo e da economia de escala como regime de acumulação predominante. Ao discutir o Pós-Fordismo, parece apresentá-lo como o grande paradigma vigente a partir dos anos oitenta, talvez, superando o Fordismo, e preenchendo os espaços vazios que este apresenta.

Por outro lado, pode-se apresentar fatos de modo a explicar racionalmente a dinâmica econômica dos países capitalistas durante o século XX. Pode-se afirmar que essa teoria preenche alguns dos espaços vazios deixados pelas teorias que a antecederam. Entretanto, essa teoria também explica os fatos a posteriori, sob a luz de uma organização lógica de elementos que justifiquem o crescimento e declínio das economias nacionais, não permitindo nenhuma previsibilidade sobre o desempenho das economias. Ela não explica ou orienta como uma nação pode se aparelhar para obter melhores resultados ao longo do tempo, uma vez que os modos de regulação e de produção

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