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O Capitalismo e processo político no Brasil: a via brasileira para o desenvolvimento do capitalismo.

Por:   •  15/12/2017  •  Resenha  •  732 Palavras (3 Páginas)  •  156 Visualizações

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Saes, D. A. M. Capitalismo e processo político no Brasil: a via brasileira para o desenvolvimento do capitalismo. Boletim Campineiro de Geografia, v. 6, n.1, 2016.

         Décio Azevedo Marques de Saes possui graduação em graduação em Direito pela USP (1965), graduação em Ciências Sociais pela USP (1968), mestrado em ciência política pela Universidade Estadual de Campinas (1971). Tem experiência na área de Ciência Politica, com ênfase em Estado e Governo. A obra tem como objetivo analisar a dimensão política do processo de constituição do capitalismo no Brasil. A tese defendida é a de que a transição se uma formação social escravista moderna para uma formação social capitalista.

        O autor organizou sua obra em cincos sessões, para auxiliar na interpretação do texto em si, a maneira que foi divida as sessões foi bastante conveniente, de modo que leva o texto a ser coesivo e explicativo.

        Décio Azevedo ressalta que a transição do capitalismo se deu em dois processos políticos históricos, e estes compõe a Revolução Política Burguesa: a Abolição da escravidão (1888) e a Proclamação da República (1889). E se faz num quadro econômico marcado pelo baixo desenvolvimento das forças produtivas, portanto, desde seu início é marcada por fortes limitações sociais e políticas. O caráter predominante escravista da economia rural inviabiliza a eclosão de um processo capaz de criar bases materiais amplas e profundas para o capitalismo: a reforma agrária.

A primeira tarefa que a Revolução Burguesa foi incapaz de executar foi a repartição da grande propriedade de terra, que sempre foi pouco viável na economia escravista, por que desse modo colocava as condições de vida e de trabalho num patamar muito baixo, só um segmento camponês seria capaz de envolver uma dinâmica reivindicatória , por que o camponês passaria a comercializar sua produção pessoal, que poderia levar a revogação dos direitos senhoriais.

No Brasil, a revolução burguesa não se fez acompanhar de uma reforma agrária, por conta da dinâmica social do campo, portanto, não se pode contar com uma reforma agrária redistributiva, e a consequência histórica foi a indisponibilidade de um mercado interno de massas e de um contingente de força de trabalho treinado no artesanato rural. Essa foi a segunda tarefa que foi incapaz de se executar.

A fraqueza da burguesia não foi só econômica, como também política. A luta das massas só se intensificou graças ao MST, a ação econômica e política do MST se revestiram em grande valor social e econômico. A reforma agrária passa a ser vista como um instrumento proletário de conquista da e de condições de vida e de trabalho mais seguro e menos precário.

Pode ser dizer que o Brasil teve seu processo de transição tardio, e por ter sido retardatário eles transitam mais rapidamente para o capitalismo, por se envolver em relações econômicas comerciais e financeiras com países pioneiros, que tendem incorporar tecnologia industrial na produção.

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