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A Chegada dos Europeus a África

Por:   •  21/6/2017  •  Trabalho acadêmico  •  2.455 Palavras (10 Páginas)  •  4.165 Visualizações

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INTRODUÇÃO

No presente trabalho, irá abordar sobre a chegada dos Europeus em África.

Os europeus chegaram a África aos pouquinhos. Não foi uma invasão única, como muitos pensam. Os europeus já tinham relações com a África desde muitos séculos antes da invasão europeia. Essas relações eram estritamente comerciais, em contactos de compra e venda comuns, como existem até hoje entre os países.

   Os europeus ofereciam o que tinham em troca dos artigos africanos, que iam desde o marfim e minérios até artefactos em geral. Entretanto, já no século XV, os europeus passaram a desejar a conquista das áreas litorâneas do continente, em seu primeiro processo de expansão, em busca das riquezas que já sabiam que existiam e da mão-de-obra africana.

A CHEGADA DOS EUROPEUS A ÁFRICA

A primeira expansão europeia em África, no século XV, permaneceria apenas no litoral, sendo este o princípio da ocupação europeia no continente. Entre o período de liberdade comercial e a partilha do continente africano houve uma fase intermediária marcada pelas “companhias de carta-patente, as quais tiveram curta duração, mas desempenharam importante papel como agentes de poder antes da efectiva entrada em acção dos Estados”.

  • Política

Muitas das sociedades possuíam um sistema patriarcal, ou seja o líder da aldeia era pertencente ao sexo masculino.

No entanto existiam algumas sociedades matriarcais.

O líder eram geralmente os mais velhos, por tal possuíam maior conhecimento e respeito dos demais.

  • Economia

A economia era baseada principalmente no cultivo de alimentos, na criação de animais e no comércio, tanto a curta como a longa distância.

  • Religião

As religiões eram o cristianismo e o islamismo. O cristianismo foi introduzido no Egito e se espalhou pelas regiões do rio Nilo, porém, logo perdeu alguns adeptos para o islamismo que foi introduzido pelos árabes que invadiram a região em VII.

  • As Sociedades

Algumas sociedades africanas que cresceram e se destacaram, foram Marrocos, Império Otomano, Etiópia, Benin, Monomotapa.

Comércio na África

     No século XVIII ainda ocorria em África a primeira expansão europeia, que se encerrou com a tomada da Colónia do Cabo, holandesa, pelos ingleses, durante a Revolução Francesa (1789). A partir daí os europeus começaram a adentrar o continente africano, através de expedições científicas e pela evangelização cristã, com a entrada de missionários na África, e essas expedições missionárias e científicas permitiram o conhecimento do interior do continente. As expedições científicas são fruto das sociedades geográficas do século XIX, e tiveram início no final do século XVIII.

O tráfico de escravos

 Durante os primeiros quatro séculos - do século XV a metade do XIX - de contacto dos navegantes europeus com o Continente Negro, a África foi vista apenas como uma grande reserva de mão- de-obra escrava. Traficantes de quase todas as nacionalidades montaram feitorias nas costas da África. As simples incursões piratas que visavam inicialmente atacar de surpresa do litoral e apresar o maior número possível de gente, foi dando lugar a um processo mais elaborado.

  Conforme aumentava a procura por mão-de-obra escrava, motivada pela instalação de colónias agrícolas na América, os comerciantes de escravos se associaram militarmente e financeiramente com povos africanos, que viviam nas costas marítimas, dando-lhes armas, pólvora e cavalos para conquistassem a maior quantidade de território possível.

  Os prisioneiros das guerras tribais eram presos em “barracões”, em armazéns costeiros, onde ficavam a espera da chegada dos navios tumbeiros ou negreiros que os levariam como carga humana pelas rotas transatlânticas.

COLONIZAÇÃO EUROPEIA DA ÁFRICA

No período da expansão marítima europeia, no século XV, os portugueses tentavam contornar a costa africana para chegar nas Índias em busca de especiarias. Muitas áreas da costa africana foram conquistadas e o comércio europeu foi estendido para essas áreas.

Na África existiam muitas tribos primitivas (segundo a visão etnocêntrica europeia) que viviam em contacto com a natureza e não tinham tecnologia avançada. Havia guerras entre tribos diferentes, a tribo derrotada na guerra se tornava escrava da tribo vencedora.

No período de Colonização da América, ocorria o tráfico negreiro, em que eram buscados negros da África para trabalhar como escravos nas colónias como mão-de-obra, principalmente nas plantações. Os escravos eram conseguidos pelos europeus por negociações com as tribos vencedoras, trocando os escravos por mercadorias de pouco valor na Europa, como tabaco e aguardente, e levados para América como peças (mercadorias valiosas).

Pode dizer-se que a colonização recente da África iniciou-se com os descobrimentos e com a ocupação das Canárias pelos portugueses, no princípio do século XIV.

O processo de ocupação territorial, exploração económica e domínio político do continente africano por potências europeias tem início no século XV e estende-se até a metade do século XX. Ligada à expansão marítima europeia, a primeira fase do colonialismo africano surge da necessidade de encontrar rotas alternativas para o Oriente e novos mercados produtores e consumidores.

No século XIV, exploradores europeus chegaram à África. Através de trocas com alguns chefes locais, os europeus foram capazes de capturar milhões de africanos e de exportá-los para vários pontos do mundo naquilo que ficou conhecido como a escravidão.

No princípio do século XIX, com a expansão do capitalismo industrial, começa o neocolonialismo no continente africano. As potências europeias desenvolveram uma "corrida à África" massiva e ocuparam a maior parte do continente, criando muitas colónias. Entre outras características, é marcado pelo aparecimento de novas potências concorrentes, como a Alemanha, a Bélgica e a Itália.

A partir de 1880, a competição entre as metrópoles pelo domínio dos territórios africanos intensifica-se. A partilha da África tem início, de fato, com a Conferência de Berlim (1884), que institui normas para a ocupação, onde as potências coloniais negociaram a divisão da África, propuseram para não invadirem áreas ocupadas por outras potências. Os únicos países africanos que não foram colónias foram a Etiópia(que apenas foi brevemente invadida pela Itália, durante a Segunda Guerra Mundial) e a Libéria, que tinha sido recentemente formada por escravos libertos dos Estados Unidos da América. No início da Primeira Guerra Mundial, 90% das terras já estavam sob domínio da Europa. A partilha é feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribui para muitos dos conflitos atuais no continente africano, tribos aliadas foram separadas e tribos inimigas foram unidas. No fim do século XIX, início do XX, muitos países europeus foram até a África em busca das riquezas presentes no continente. Esses países dominaram as regiões de seu interesse e entraram em acordo para dividir o continente. Porém os europeus não cuidaram com a divisão correta das tribos africanas, gerando assim muitas guerras internas. Os seguintes países dividiram a África e "formaram" países africanos existentes ainda hoje.

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