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Análise do livro "O que é o Brasil", autor Roberto Damatte

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Por:   •  19/2/2014  •  Resenha  •  841 Palavras (4 Páginas)  •  208 Visualizações

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Roberto DaMatta foi professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dirigiu o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Mestre e doutor pela Universidade de Harvard, também chefiou o Departamento de Antropologia e foi professor de Antropologia da Universidade de Notre Dame (EUA). Em 1995, começou a escrever crônicas para o Jornal da Tarde, de São Paulo, e a partir de 2001 passou a colaborar com o jornal O Estado de S. Paulo. É autor de Carnavais, malandros e heróis e A casa & a rua, universo do carnaval, O que faz o Brasil, Brasil?, Relativizando, Torre de Babel, Explorações: ensaios de antropologia interpretativa, Conta de mentiroso, e Águias, burros e borboletas, Tocquevilleanas - Notícias da América e Crônicas da vida e da morte, todos publicados pela Rocco. No livro “O que é o Brasil?” o Autor Roberto DaMatta nos leva a pensar sobre a identidade brasileiro nos mínimos detalhes nos aspectos mais populares: Comida, carnaval, religião, relações entre homens e mulheres,vida domestica, trabalho e racismo. Na introdução Roberto DaMatta destaca que o Brasil não é só feito de números ou estatísticas, principalmente negativas, mas que existe lados positivos que não interessa e por isso deixam de ser enfatizados. Essa obra é dividida entre oito capítulos. No Primeiro Capitulo um resumo de todo o livro, chamando a atenção sobre a distinção entre um “brasil” com b minúsculo – nome de um tipo de madeira de lei, uma população doentia que, em contato com uma natureza exuberante e um clima tropical, estaria fadada a degeneração e a morte. E um “Brasil” com B Maiúsculo, um pais com cultura, local geográfico e território reconhecido internacionalmente. No segundo capitulo o autor destaca a diferença entre a casa e a rua, enfatiza a casa como não simplesmente uma residência, mas um espaço dotado de emoções, sentimentos, história e personalidade. E a rua como um lugar onde as pessoas não tem “rosto” e alma, mas, sim “caras” e corpos, onde é só mais um no meio as multidão. Define a rua como um lugar de “batente” e perigoso, em contraste com a casa, um lugar de aconchego e segurança, e termina falando sobre o trabalho e as marcas que trás da escravidão, onde o patrão acha-se dono do trabalhador. No terceiro capitulo, o autor fala das teorias racistas européias e a norte americano do século XIX que não era contra o negro e o índio e sim contra a sua mistura ou miscigenação. Entende-se que a diferença de raças não era o problema, desde que essas “raças” ficassem no seu lugar e não se misturassem. Destaca o “racismo a brasileira” um racismo que nós cremos que não é racial, mas social, o que tecnicamente é a mesma coisa. No quarto capitulo, Roberto DaMatta faz uma comparação entre a mulher e a comida, o feminino e o doce, associando o salgado e o indigesto a tudo que representa coisas difíceis e cruéis que se referem ao mundo da rua e do trabalho, ligados à masculinidade, longe da generosidade e da doçura da cozinha, dos temperos e das boas camas e mesas. Destaca ainda a culinária brasileira como recuperadora da auto-estima e ao mesmo tempo reflete para a sensibilidade e a vergonha por existir no Brasil tenta gente faminta. No quinto capitulo, o autor aborda o carnaval e o caracteriza como o mundo de sonhos de prazer, onde as pessoas saem da rotinha de trabalho, de responsabilidade, e se desprendem e fazem

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