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Crise na história do capitalismo de 1929

Por:   •  8/4/2014  •  Artigo  •  1.185 Palavras (5 Páginas)  •  87 Visualizações

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A Crise de 1929

Introdução - O ano de 1929 pode ser considerado o marco de uma das maiores crises da história do capitalismo. Foi o ano em que os Estados Unidos foram abalados por uma grave crise econômica que repercutiu no mundo inteiro.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918),os Estados Unidos, foram os principais fornecedores dos países europeus, exportando grandes quantidades de produtos industrializados, alimentos e capitais (sob a forma de empréstimos).

No pós-guerra, os Estados Unidos, tornaram-se a maior potência econômica do mundo. Em 1920, a indústria norte-americana produzia quase 50% de toda a produção industrial do mundo. Por quase toda a década de 20, a prosperidade econômica gerou nos norte-americanos um clima de grande euforia e de consumo desenfreado, gerando o modo de vida americano (American way of life), como modelo de progresso. Viver bem significava consumir cada vez mais.

Porém, no final da década de 20, a produção norte-americana atingiu um ritmo de crescimento muito maior do que a demanda por seus produtos, gerando umacrise de superprodução.

Em 1929, os Estados Unidos conheceram uma profunda crise econômica, com a queda da Bolsa de Valores de Nova York, que gerou uma grave crise interna, um alto índice de desemprego e que acabou afetando vários países do mundo.

Causas - Até por volta de 1925, os países europeus lutavam com dificuldades para reconstruir a Europa, arrasada pela guerra. À medida que a reconstrução da Europa foi se reorganizando, Inglaterra, Alemanha e França procuraram atualizar seus parques industriais e tomaram uma série de medidas protecionistas para reduzir as importações norte-americanas.

Ao se aproximar o ano de 1929, os Estados Unidos produziam uma enorme quantidade de mercadorias para as quais não existiam compradores. Os preços das mercadorias despencavam e mesmo assim, não encontravam consumidores. A queda no comércio interno ocorreu porque os trabalhadores, que eram boa parte da população, recebiam baixos salários e não tinham recursos para comprar muitos produtos.

Os industriais perceberam então, a necessidade de reduzir o ritmo da produção. Para isso precisavam demitir milhões de trabalhadores. No decorrer da crise, o número de desempregados nos Estados Unidos atingiu mais de 15 milhões de pessoas.

A agricultura também enfrentava dificuldades devido à superprodução. Os fazendeiros norte-americanos foram obrigados a pagar altas taxas para armazenar seus produtos agrícolas e para evitar a queda do preço dos alimentos, no mercado interno. Mas, a simples existência desses estoques provocou o barateamento dos gêneros de primeira necessidade. Muitos fazendeiros endividados junto aos bancos, foram obrigados a entregar-lhes suas propriedades em pagamentos da dívida.

A superprodução provocada pelo subconsumo, a queda geral dos preços e a especulação geraram uma crise sem precedentes: a quebra da Bolsa de Valores, foi o início da Grande Depressão.

O governo procurava manter a ilusão de que tudo ia bem para, com isso, criar novas oportunidades de negócios fáceis. Membros do governo, políticos e outras pessoas influentes, através dos jornais e rádio, mantinham a imagem de prosperidade. As manifestações dos desempregados e as greves por melhores salários eram reprimidas com violência.

A crise atingiu o mercado de ações e em 24 de outubro de 1929, a "quinta-feira negra" ocorreu o crack ("quebra") da Bolsa de Valores de Nova York.

Era na Bolsa de Valores que as grandes empresas americanas negociavam suas ações. Com a crise, muitas empresas foram à falência e o valor das ações na Bolsa caiu assustadoramente de um dia para outro.

A desvalorização refletia a estagnação do parque industrial norte-americano, cujas empresas faliam cada vez mais. Bancos faliram e milhões de trabalhadores americanos perderam seus empregos.

A quebra da Bolsa de Valores de Nova York repercutiu na maioria dos países capitalistas.

Muitas pessoas perderam grandes somas de dinheiro com isso. Houve pânico, desespero, tendo ocorrido até mesmo numerosos casos de suicídio.

O desemprego aumentou em todo o país: a miséria atingiu grande parte da população, pois a economia como um todo ficou profundamente desorganizada. Com a crise em 1929 e 1932, a produção industrial americana foi reduzida em 54%. Os 13 milhões de desempregados, em outubro de 1933, representavam 27% da população economicamente ativa no país.

A Crise no Mundo

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