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Resenha - Formação Econômica Do Brasil De Celso Furtado

Por:   •  2/6/2014  •  3.628 Palavras (15 Páginas)  •  1.458 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ – UECE

CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS – CESA

SERVIÇO SOCIAL

ECONOMIA BRASILEIRA

PROFESSOR: EPITÁCIO MACÁRIO

ALUNA: ANDRESSA PONTES ARAÚJO

RESENHA DO LIVRO

Formação Econômica do Brasil – Celso Furtado

FORTALEZA

2014 

Título: Formação Econômica do Brasil.

Autor: FURTADO, Celso.

Editora: Companhia Editora Nacional.

Número de páginas: 238

Resenhista: Andressa Pontes Araújo

Palavras-chave associadas a este documento:

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Celso Furtado foi um grande economista brasileiro. Seus estudos foram importantes para as políticas econômicas intervencionistas no Brasil. A obra “Formação Econômica Brasileira”, a qual vai ser destacada, pode ser lida como uma história das possibilidades de intervenção do Estado no processo de desenvolvimento. Celso separa essa obra em cinco partes que transitam entre os séculos XV e XVI – extensão do mercado português e a colônia agrícola – até o fim da era colonial e o início de uma maior autonomia que estava sendo desenvolvida ao longo do século XX.

Na primeira parte, podemos perceber a importância da expansão comercial da Europa em relação à ocupação econômica da América pois, em busca da acumulação de capital (sistema mercantilista), a Coroa Portuguesa e a Coroa Espanhola tinham como objetivo chegar às Índias. Entretanto, suas primeiras embarcações chegaram em território americano. No princípio enfrentaram as terras escassa, ou seja, elas não tinham nenhuma utilização econômica que, devido o início da exploração agrícola, especificamente nas terras brasileiras, “a América passa a constituir parte integrante da economia europeia, cuja técnica e capitais nela se aplicam para criar de forma permanente um fluxo de bens destinados ao mercado europeu” (pág. 18).

O sistema mercantilista exigia que a Europa encontrasse metais preciosos havendo grande necessidade de êxito, pois ainda não haviam sido encontrados ouro e prata no território americano. Por isso que no Brasil, o que se deu, principalmente, foi a exploração açucareira na tentativa de praticar a agricultura comercial nas Américas.

Os portugueses já tinham experiência com a plantação canavieira nas ilhas atlânticas (Madeira, Acores). Os equipamentos tinham sido baseados na produção do Chipre, também na ilha, um dos grandes produtores açucareiros da época. Por isso que Portugal não sofreu com os problemas técnicos relacionado com a produção do açúcar. Assim, as empresas de Portugal passam a ser mais uma em comum com os flamengos – eram responsáveis pelo recolhimento do açúcar, seu refino e distribuição. A solução escravagista africana para o problema da mão-de-obra nos canaviais acrescentou forte extra de renda para ambas as partes.

A Espanha tinha as melhores terras e mais próximas do Europa. Essa característica era de suma importância para o sucesso açucareiro. Contudo, não concorreu com Portugal por está orientada na busca de metais preciosos sendo possível o monopólio português.

Com a morte do rei português e ascensão de Filipe II, o rei da Espanha, em Portugal foi posto a União Ibérica. Ele assegurou que os navios portugueses controlassem o comércio com a colônia no que resultou no afastamento dos holandeses no qual adquiriram conhecimentos técnicos que foram posteriormente utilizados em suas colônias quebrando o monopólio e diminuindo o preço do açúcar das terras portuguesas americanas transformando as colônias de povoamento do Hemisfério Norte em grandes plantações de açúcar.

A atividade imperialista cresceu tendo como consequência a aliança entre Portugal e Inglaterra, pois as colônias portuguesas estavam em decadência decorrente da concorrência açucareira. Assim diversos acordos foram realizados possibilitando, ainda mais, o crescimento da riqueza da Britânica. Esses acordos com os ingleses significou para Portugal renunciar todo desenvolvimento manufatureiro além de transferir para a Inglaterra o impulso criado pelo ouro. Por isso foi possível

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