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A abordagem gramatical dos vestibulares da UEM

Por:   •  21/5/2016  •  Artigo  •  1.702 Palavras (7 Páginas)  •  322 Visualizações

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A abordagem gramatical nos vestibulares da UEM

MARQUES,  ANA  .

        Na presente investigação, buscamos justamente perceber como o uso das gramáticas é aplicado em vestibulares da UEM. As provas do vestibular são consideradas difíceis por terem uma abordagem subjetiva. Em suma, ao avaliar as provas, contatamos que a gramática aplicada é baseada em textos e é direcionada a gramática normativa. A CVU sempre criticou o uso de uma gramática tradicional, e em suas avaliações aplica a gramática normativa relacionada a textos.

        A gramática normativa, considera apenas fatos da língua padrão, da norma culta de uma língua, norma que se tornou oficial. Em geral, reconhece alguns fatos da língua escrita e classifica pouco importante as variedades orais. Ou seja, esta gramática considera apenas uma variedade da língua como verdadeira e válida. A gramática é concebida como um conjunto de regras por aqueles que querem expressar-se corretamente. Franchi(1991) diz que para essa concepção, que normalmente é rotulada de gramática normativa “ gramática é o conjunto sistemático de normas, para bem falar e escrever, estabelecidas pelos especialistas, com base no uso da língua consagrado pelos escritores.” Já a Gramatica descritiva, que é a que se usa nos vestibulares, trabalha com todas as variedades da língua,  não apenas com a culta.

        A gramática pode ser caracterizada de inúmeras formas, Segundo gramáticos, como BRITTO (2002), em somente um livro didático de Português pode-se encontrar aproximadamente treze tipos de gramáticas diferentes com as mais diversas orientações teóricas que geram uma confusão na aprendizagem do aluno de ensino fundamental, por exemplo, a gramática reflexiva, que também tem importância neste caso, pois nela, observa as atividades na linguagem; Observa-se as unidades, reflete regras, procura explica-las e coloca-las em evidência. A gramática reflexiva, trabalha com a discussão de sentidos inerentes ao conhecimento intuitivo,  e visa à ampliação da capacidade de uso da língua no cotidiano. Esta gramática induz o aluno a formatar o seu próprio conceito sobre um determinado conteúdo, e o professor é o maior contribuinte para a realização de pesquisas que despertam a aquisição da habilidade de produzir conhecimento. Um livro que abarca esta gramática é o de William Cereja e Theresa Cochar - Gramatica Reflexiva, que aborda diversos gêneros textuais e valoriza tanto os textos verbais e não verbais, literaturas e outras, sempre com o objetivo de mostrar o uso da regra no cotidiano e companha ainda cadernos com exercícios de revisão e dá direito a dois simulados aos alunos por ano.

        Essa gramática surge da reflexão com base nos conhecimentos da língua. O falante adquire e internaliza a língua que predomina o meio em que vive. Dessa forma, o objetivo de se ensinar gramática não é fazer com que os alunos aprendam uma nova forma de linguagem e passem a utilizá-la, esquecendo-se da que lhes é própria, o objetivo é ampliar a capacidade de uso, e desenvolver a competência comunicativa através de atividades com textos de diversos gêneros.        

        Através desse tipo de trabalho gramatical buscamos, por meio de levantamento de diversas hipóteses, verificar se essas correspondem ao funcionamento da língua ou não.Existe ainda uma confrontação entre o conhecimento que o aluno traz com os recursos linguísticos que ele ainda não domina e é difícil para internaliza-lo com as novas habilidades e conceitos linguisticos que ele vai usar sem mostrar ao aluno onde se vai utilizar aquele recurso, se não o aluno vai apenas memorizar. Como postula Travaglia (1997), a gramática reflexiva serve “aos objetivos de ensinar sobre como é a língua, de levar a conhecer a instituição social que a língua é e ensinar a pensar”.

        As atividades de gramática reflexiva podem levar o aluno a explicitar fatos da estrutura e do funcionamento da língua, através da observação dos efeitos de sentido que os elementos linguísticos podem produzir. Segundo Marquardt e Graeff (1986):

 

                                      “ A vantagem de fazer o aluno descobrir aspectos significativos do conteúdo, em vez de o professor dizê-los, é que, além de o aluno adquirir uma habilidade que crescerá dentro e fora do âmbito escolar, a aprendizagem se tornará mais resistente ao esquecimento. Ensinar a pensar seria, em última análise, possibilitar ao aluno condições de solucionar problemas de sua vida particular, social, por meio do levantamento de soluções alternativas, da testagem de cada um delas e da decisão pela mais conveniente.”

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