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AS CONCEPÇÕES ACERCA DO CONHECIMENTO E DA APRENDIZAGEM

Por:   •  31/3/2016  •  Artigo  •  5.167 Palavras (21 Páginas)  •  122 Visualizações

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AS CONCEPÇÕES ACERCA DO CONHECIMENTO E DA  APRENDIZAGEM.

RESUMO: Apresentar diversas concepções sobre o desenvolvimento da criança que têm influenciado as práticas dos alfabetizadores. Analisar estas concepções de ensino-aprendizagem: inatista, ambientalista e interacionista que conduzem a prática dos educadores em sala de aula, sendo assim, importante analisa-las juntamente com as próprias práticas dos educadores. O objetivo é a reflexão da alfabetizando infantil sob o olhar de como se dá o conhecimento segundo as teorias, inatista, ambientalista e interacionista.

Palavras-chave: Inato. Conhecimento. Meio Ambiente. Interação social. Aprendizagem.

Introdução

As distintas práticas adotadas pelos professores alfabetizadores no Brasil, baseiam-se em concepções de aprendizagem que assim as  norteiam. Levantar e analisar algumas das concepções mais conhecidas é de suma importância para que os alfabetizadores, possam  reflitir e mudar a sua prática a partir de estudos que trazem à tona as concepções destas diferentes práticas. Todo o professor, mesmo que inconscientemente possui uma concepção de alfabetização, assim se justifica este artigo. A metodologia aplicada a esse estudo foi de  revisão bibliográfica empírica e  analítica, por meio de leitura de livros, monografias, revistas cientifícas e sites de editoras. Os estudos foram sobre as concepções inatista, ambientalista e as duas vertentes da concepção Interacionista Construtivista e Sociocultural  conforme seus precursores Jean-Piaget e Vigotsky respectivamente.

Na concepção inatista, as capacidades são inatas ao sujeito. Todo sucesso e fracasso na aprendizagem se dão pelo dom ou não que o sujeito apresenta. Fatores externos, como o contexto social, ambiental e o método de aprendizagem não interferem neste processo, O problema é culpar sempre a criança por não aprender, ou afirmar “já nasceu sem essa pré-disposição”.

Na concepção ambientalista (behavorista, comportamental ou empirista), muitos professores por muito tempo forma influenciados por  essa concepção, acreditando que o aluno é uma “folha em branco” e que o professor por meio de métodos transmite os conhecimentos. Essa concepção valoriza a “empiria”, a criança aprende conforme a experiência que ela vive.  Pode-se então afirmar, que o conhecimento vem de fora, do professor, dos livros e de todas as estimulações oferecidas.  Estas teorias não deram conta em explicar o desenvolvimento da criança. A partir do século  XX, a teoria interacionista surge e afirma que o homem pela interação com parceiros  mais experientes a criança vai se desenvolvendo  e incessantemente ela interage com o meio. A concepção interacionista divide-se em duas teorias. A concepção fundada por Jean Piaget afirma que o desenvolvimento decorre do amadurecimento do sistema nervoso e das experiências com o ambiente-físico e social e os estágios são consequentes e as crianças não podem deixar de vivênciá-los. Já na concepção sociointeracionista defendida pelo pesquisador educacional Lev Vigostsky, afirma-se que o pensamento da criança vai se desenvolvendo à proporção que esta criança interage com seu meio e potencializa a linguagem e o pensamento. A metodologia aplicada a esse artigo foi de  revisão bibliográfica empírica e  analítica.

1-A Concepção Inatista

O precursor desta teoria foi Platão (427-347-a.C) que firmou posição a favor das ideias congênitas. A tese defendida é que a alma precede o corpo e que, antes de encarnar, tem-se acesso ao conhecimento. Sócrates, discípulo de Platão afirmou que conhecer é relembrar, pois a pessoa já domina determinados conceitos desde que nasce. Para os inatistas, cada ser humano já traz consigo características básicas, definidas desde o nascimento, só precisando que essas características sejam desenvolvidas ao longo do tempo, com a maturação.

Essa perspectiva sustenta que as pessoas naturalmente carregam certas aptidões, habilidades, conceitos, conhecimentos e qualidades em sua bagagem hereditária. Tal concepção motivou um tipo de ensino que acredita que o educador deve interferir o mínimo possível, apenas trazendo o saber à consciência e organizando-o. "Em resumo, o estudante aprende por si mesmo", escreve Fernando Becker, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no livro Educação e Construção do Conhecimento.  Essa concepção não encontra lugar na Ciência Contemporânea, mas infelizmente, ainda encontramos em sala de aula, professores que justificam as dificuldades dos alunos no processo de aprendizagem, afirmando que “eles não tem habilidades para aprender”. Nesta teoria, valoriza-se somente os valores internos (biológicos). Algo preocupante, é a isenção total do professor, da escola, dos métodos de ensino, e é claro, não é levado em conta, o contexto social em que os alunos estão inseridos. É classificar os indivíduos fadados ao sucesso ou a derrota. O hereditário ou o biológico é que define o sujeito na sua relação de aprendiz. Assim, para o Inatismo, o ambiente em que a criança vive não interfere naquilo que ela vai aprender, pois suas características inatas vão se desenvolver naturalmente em várias etapas predeterminadas. Deste modo, acredita-se que as características individuais da criança, como agressividade, sensibilidade, falta de interesse ou dificuldade de aprender, por exemplo, são vistas como traços inatos (de nascimento) que, portanto, dificilmente poderão ser modificados pela educação escolar.

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