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Meu Primeiro Dia De Aula No Jardim De Infancia !

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Por:   •  31/8/2014  •  1.713 Palavras (7 Páginas)  •  542 Visualizações

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Meu primeiro dia de aula no Jardim deInfancia !

Ano de 1959,lembro-me como se fosse hoje, foi meu primeiro dia no Jardim de Infancia. Pela manhã, meu pai me levou de bicicleta para o grande dia, e ao chegar na escola, lembro-me bem, era na Casa Paroquial, uma casa grande e branca, baixa de aquitetura colonial com as portas de madeira pesada e sem pintura. Fui recebido por uma freira, não lembro o nome da mesma e fiquei apavorado, pois foi a primeira vez que eu ia ficar sozinho com uma desconhecida. Me senti abandonado,como se estivesse sido jogado fora, descartado, eu não tinha a percepção do que estava acontecendo,a freira toda de branco, parecendo uma “Alma penada”, pegou na minha mão e me puxou para dentro, onde funcionava a “escolinha”. Meu medo foi grande e detestei a idéia de ficar sozinho, então começei a chorar, gritava, esperneava, mas não tinha ninguem para me socorrer, pois não fui preparado para tal situação. Meu pai deu-me as costas montado em sua bicicleta preta, GULLIVER, e me deixou ali . Naquela hora meu mundo desabou e se existe pavor ,foi aquilo que passei. A madre tentou me sentar em uma mesinha onde tinha umas lapiseiras coloridas, papeis em branco e de imediato tentaram me entreter fazendo com que eu desenhasse alguma “coisa” mas que não teve acordo e o choro continuava.Tinha outras crianças sentadas em suas respectivas mesinhas rabiscando seus papeis,mas eu não queria nenhum acordo. As freiras, coitadas, não sabiam o que fazer, pois so pediam para que eu calasse e parasse com o choro, mas tudo em vão.

Depois de muito tempo, foi hora do recreio, minha mãe tinha preparado uma merenda ,mas não lembro o que era e tambem não quis o lanche, todos alunos desceram uns batentes para os fundos da escola,...talvez umas duas salas anteriores e, cada batente que desciamos, parecia que eu estava sendo levado para um matadouro. Foi horrivel! Não merendei, e ao voltar para a classe, tinha alguma coisa escrita ou desenhada na “LOUSA” e os pequenos que já tinham passado por esta terrivel experiencia estavam tranquilas, só eu fazendo aquele papelão, mas inocentemente. Eu achei que se eu chorasse cada vez mais, meu pai ou minha mãe ouvia e iria me salvar daquele martirio, mas tudo em vão.Depois desse espetaculo mesmo sem terminar a aula, meu pai tinha sido avisado da situação e foi ao meu socorro. Pensam que acabou? Quando avistei meu “Herói”, o choro foi maior ainda e lembro que a madre, uma senhora já idosa, com uma cara cadaverica, falou para meu pai. Esse “culumim tá pricisando de pêia ,isso é dengue”. Hoje vejo que não era bem isso, os educadores não tinham uma preparação pedagogica para tratar o aluno no seu primeiro dia de aula,era uma educação tradicional e arcaica sem nenhuma preparação para tratar uma criança e assim criando um trauma psicologico, só sei que minha mãe não consentiu que eu fosse para tal escola.Era uma escola catolica, de padres e freiras e lembro-me das imagens de “santo” que tinha nos corredores sombrios daquele “campo de concentração”imagens grandes, como se estivessem vivas de olhos arregalados e para todos os lados que eu me virava a “coisa” estava olhando nos meus olhos”e de dentro da escola eu via o teto das casas em frente, com aquelas telhas de barro amarelo e lodentas que de tão velhas me assombrava cada vez mais,eu as via através das janelas, pois a parte superior era de vidro e lá fora tinha uns pés de OITÍS, tornando o ambiente sombrio e gélido, os bem-te-vis cantando, tornava o ambiente como se fosse à casa da bruxa da Branca de Neve, da porta da escola via-se a igreja matriz de Santo Antonio, o calçamento feito de paralepipedo esculpido e quadrado, e quando montei na bicicleta do meu pai e olhei para trás, vi aquelas figuras na porta, de manto branco, túnicas com uma faixa azul claro e um enorme terço com uma cruz dependurada na cintura daquelas freiras que se diziam educadora. Meu pai me levou para casa e nunca mais eu quis saber de tal escola.

Hoje vejo o quanto à escola mudou, e quão as escolas são diferentes, não tem aquelas figuras fantasmagóricas que me assustaram o bastante para até hoje eu me lembrar de todos os detalhes e até do cheiro das salas úmidas, sou capaz de sentir. Uma experiência como essa não quero para o meu pior inimigo, mas que serve para um estudo do que não deve acontecer numa escola transformadora!

No Grupo Escolar “Leopoldo Pacheco”

Os anos 60 como muitos dizem, foi uma época inesquecível, minha mãe me matriculou no Grupo Escolar Leopoldo Pacheco, uma escola da rede publica e que era dirigida por minha madrinha de batismo de nome Ises Raulino Raposo Castelo Branco, uma senhora muito amável com todos os alunos, más minha primeira professora foi a Dona Creusa, ela era diferente; alta, magra, com vestidos coloridos, cabelos pretos e feito cócó, óculos gatinho, pois na época era “moda” e eu sentia uma segurança quando ela estava por perto, sabia que me protegia assim como protegia a todos meus coleguinhas, e eu adorava ir para a escola. Era uma escola, de estrutura sólida, alta, e com telhas de barro com suas salas amplas e muito claras, pois todas tinham janelões o que facilitava a entrada de luz e ar, pois o clima no Piauí e muito quente e seco. Tinha dois campos de futebol de terra batida, mas que todo adorava brincar, mas que de vez em SEMPRE tinha algum dos meus colegas com os joelhos ou cotovelos esfolado devido às quedas no meio as pedrinhas próprias do terreno, na época nem se pensava em grama. Tinha brincadeiras de pega-pega, e corríamos ao redor do colégio, imaginem a cor dos uniformes quando chegávamos em casa, era uma ”felicidade para minha mãe”. Nossas aulas era bem divertida,antes de irmos para as salas de aula, formávamos no pátio e cantávamos o Hino Nacional o Hino à Bandeira e o Hino do

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