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Relatorio

Por:   •  9/10/2012  •  5.133 Palavras (21 Páginas)  •  836 Visualizações

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HISTÓRIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NO BRASIL

Analisando a Resenha:”História do Ensino de História no Brasil: uma retomada plural'',de Helenice Aparecida Bastos Rocha, referente a obra: “História e ensino de história'' de Thais Nívea de Lima e Fonseca,compreenda-se que a autora procura revelar a parte importante da problemática da história do ensino de história no Brasil e trata do tema apresentado o percurso da História como disciplina escolar e sua realização como pesquisa até o final do século XX. A autora aborda a interdisciplinaridade dos conhecimentos sob vários ângulos, dentro de uma dimensão histórica; definindo a disciplina escolar num sentido amplo e atual; mostrando que no decorrer do século XX, os estudos das disciplinas escolares giraram em torno da Sociologia e da História da Educação. Ela também destaca a importância do aprofundamento didático dessa disciplina de história a partir de vários autores,com suas respectivas concordância/divergência.

A autora atenta aos pesquisadores do ensino de História que até 1970 houve uma tendência de inserir a escola, as políticas educacionais e pedagógicas no contextos explicativos da metodologia de ensino,esta tradição esferográfica via o Estado como centro do processo histórico. O texto mostra que a trajetória da história que é ensinada nas escolas não corresponde a um saber histórico,e sim, a uma história determinada e tendenciosa. A autora adverte que o Ensino de História apresenta um recuo temporal, dando pouco valor do estudo e a pesquisa, apoiando-se apenas em referências teóricas, vagas e contraditórias. No próximo capítulo II, trata o Ensino de História no Brasil, abordando traços da educação escolar antes do século XIX. Thais faz uma análise extraordinária das fontes do período pombalino, apresentando o espaço entre os séculos XVIII e XIX, como uma lacuna da pesquisa de área a ser preenchida. A partir dos anos o texto da autora mergulha em diversas fontes, como materiais de ensino, legislação e livros didáticos etc. Refere-se do período anterior ao regime militar,como uma '' época de ouro'',e que mesmo havendo meu Estado autoritário, ele não era o único processo histórico do qual o Ensino de História fazia parte. Caminhando para parte final do século XX, a autora aponta a década de 80 como momento de elaboração de proposta curriculares nos Estados e Municípios. Passando este período, da disciplina termina sem fato e sem sujeito de forma abstrata. No ultimo capítulo, a autora faz uma análise acerca da escravidão, entre o século XVI e XIX, tentando identificar como o conhecimento histórico foi adquirido e se manteve vivo na memória coletiva. A riqueza apresentada pela obra, abrangendo aspectos do ensino de História e de sua pesquisa, com uma gama de exemplos e análise de obras e temas regionais de época e em outras regiões proporciona assim,a rescrita da História do Ensino de História,sob uma perspectivas plural,portanto mais complexa.

A SALA DE AULA COMO LUGAR DE PESQUISA

Segundo o autor Paulo Knass, a escola tem sido um lugar onde os educadores exerce seu papel social por meio de um saber já pronto, acabado. Porém, de maneira acrítica e pouco comunicativo, ornando a sala de aula e a escolas como lugares sociais da normalização do saber do livro didático. O autor para romper tais elos ele sugere que o conhecimento aconteça a partir da relação da experiência dos homens com o mundo em que vivem. Nessa perspectiva, o conhecimento histórico deve indagar as relações sujeito-objeto do conhecimento e as formas de existência humana, visando provocar um posicionamento. A partir daí, a e produção do saber histórico evidenciando-se como instrumento de leitura do mundo e não mera disciplina. Para isso, se recorrer ao conhecimento científico racional da consciência, por meio da linguagem e dos procedimentos próprios da ciência, tornado a comunicação a dimensão determinante do processo de conhecimento científico . O Autor salienta que a pesquisa é o caminho a ser trilhado por aqueles que a construir a sua própria leitura de mundo. Com efeito, a escola e a sala de aula,apresenta-se como lugares autênticos para a produção de conhecimento coletivo de aprendizagem,ambiente comunicativos e dialógicos favoráveis à comunicação entre sujeito de conhecimento e espírito racional e investigador. Pressupostos indispensável à dinâmica de pedagogia de animação, conduzindo a pesquisa à condição de aprendizagem, sob formas de

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