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Transtorno Bipolar

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Por:   •  14/5/2014  •  1.039 Palavras (5 Páginas)  •  256 Visualizações

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Um, dois, três... abri os olhos. É frustrante como o espelho revela a melancolia da gente! Meus olhos são tão fundos! Prefiro quando estou eufórica, converso com todos, admiro, idolatro, me sinto “a simpática”. É quando surgem as manias e, delas, me esbaldo! Simples assim! Mas as pessoas preferem quando estou deprimida. De acordo com elas, fico menos vulnerável a fazer besteiras. Aí me peguei imaginando: e se fosse o oposto?! Se alguém com as minhas características me procurasse para ser amigo, ou amiga?! Correria para bem longe, de maneira que essa pessoa não encontrasse meus buracos pelo caminho! Logo, percebi que eu devia ficar sozinha, que era melhor para todos! Então, eu escolhi a solidão, na verdade, eu me impus a ela! Mas as pessoas insistem em ficar próximas de mim quando estou eufórica, quando estou estupidamente sarcástica. Isso me dá medo. É quando as ideias se confundem em minha cabeça e volto a ficar deprimida. Simples assim!

Descascar esse abacaxi dentro da cabeça não é fácil em pessoas como eu. Lembro-me de uma vez que me peguei sonhando com vários amigos, alguns inimigos e um ou dois que não estavam nem aí comigo. Nessa divagação, eu me explicava! Para cada loucura que eu fazia, eu tinha uma explicação. Aí, agora sim, eles poderiam sentir compaixão, revolta, teriam mais paciência, seriam meus parceiros nessa guerra pela vida. Mas nunca passou de imaginação.

As pessoas não tem confiança na gente porque nossas opiniões e emoções são osciláveis. Isso não é bom para quem tenta melhorar, pois, a esperança de melhorar diminui. É uma luta constante, contra o mundo, contra a família e contra si mesma. Então quem estiver lutando pela melhora tem que saber que o mundo e até mesmo a sua família vai estar de pé atrás contigo. Você deve lutar para você mesma, preocupando com todos ao seu redor e sem esperar que eles confiem em você, porque isso não vai acontecer. Se você esperar algo de alguém, vai se magoar.

Todas as nossas vontades são exageradas. Às vezes tentamos resolver tudo de uma única vez, isso quando não estamos a fim de nada e simplesmente deitamos, ficamos inertes, a mercê da própria vontade de ficar quietos. As pessoas enxergam isso como preguiça. Não é preguiça. A vontade de fazer algo diminui e afeta nosso físico de tal maneira que nos deixa doentes, inertes, sem forças para lutar. Ninguém gosta de ficar perto de pessoas assim como eu. Nós ferimos as outras pessoas emocionalmente por sermos assim. A maior dúvida é como não transformar essa doença em algo coletivo, ou seja, se tiver que sofrer, ou ficar inerte, ou eufórico, que seja sozinha. Como fazer isso?

Sumir não é a solução para ninguém. Vai por mim, já tentei! Ficar sozinha é pior. A probabilidade de fazer besteira é maior quando estamos na faze da mania, aquela em que vem a euforia. Pessoas sem escrúpulos podem chegar até você e propor algo indecente. Eles não vão precisar te convencer, você simplesmente vai aceitar, pela euforia. Tudo vai ser possível. E você vai fazer para mostrar que pode, ou porque vai achar engraçado, mas nunca vai fazer pelo motivo certo. Depois que a euforia passar você vai enxergar a verdade e vai inventar desculpas para ter feito aquilo. A verdade é que você foi pego pela sua falta de critérios, enquanto estava na euforia da doença. TUDO O QUE VOCÊ TEM QUE FAZER É DESCOBRIR ESSAS FAZES DA SUA DOENÇA E FICAR LONGE DE ENCRENCAS.

Quando penso que estou melhorando, faço planos, até aí é normal. Faço planos de acordar cedo, almoçar melhor, fazer algum exercício físico, estudar mais. Coloco muita esperança naquilo

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