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"Vamos Ver Quem Tem O Poder Da Palavra",

Por:   •  26/2/2015  •  490 Palavras (2 Páginas)  •  533 Visualizações

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Analisando o texto de Deborah Tannen “Vamos ver quem tem o poder da palavra”, publicado na EXAME, nos deparamos com um tema que muitas vezes passa despercebido por pessoas que não são especialistas ou não se atentam para as sutilezas linguísticas presentes na interação social. Peculiaridades de gêneros podem nos trazer algumas confusões e até mesmo julgamentos equivocados acerca de uma personalidade. Tannen apresenta seu estudo sobre a interação verbal, considerando, além do gênero, aspectos culturais. Fragmentando seus exemplos em tópicos para uma melhor ilustração, a escritora analisa desde a sinalização de um diálogo ¬¬— no qual os integrantes da conversa definem de quem é a vez de falar, até a questão do reconhecimento de seus trabalhos e ideias, tudo mantendo relação com o discurso.

Segundo Sarah McGinty , em sua entrevista “Meça suas palavras”, publicado também na EXAME, McGinty ressalta quão importante é o estilo linguístico de uma pessoa. O modo como uma pessoa se expressa e até mesmo se posiciona diante de uma rede de interação social, pode ajudar ou prejudicar sua carreira. Sarah, diferentemente de Deborah Tannen, não atribui ao sexo as peculiaridades linguísticas de uma pessoa, mas ao poder que a pessoa exerce ou em alguns casos à proporção de insegurança que esta pessoa tem. Sarah considera um erro grifar marcas da linguagem feminina ou masculina, mas acredita que essas diferenças se dão entre pessoas confortáveis ou desconfortáveis com o contexto no qual estão inseridas.

Podemos concordar com a ideia de Sarah tomando por base a declaração de Focault em seu livro “A ordem do discurso”.

“O discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo porque, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar.”

Michel Foucault (5a edição: setembro de 1999)

Quando Focault fala do poder do discurso ele trata o próprio discurso como o objeto do poder. É como um círculo, quem tem poder fala com poder. Falar com segurança e autoridade significa ter de fato ambas as armas em seu favor.

De certa forma, Deborah e Sarah chegam a um denominador comum quando ambas reconhecem que o discurso deve se adequar à situação. Independentemente do sexo ou da posição social, todo falante deve saber adequar seu discurso e aprimorar seu estilo linguístico de acordo com cada situação e usá-lo sempre em benefício próprio. Conforme afirma Sarah,o estilo adequado muda de cultura para cultura e é importante estar preparado para adaptá-lo a cada situação. Não muito diferente desta vertente, Tennen conclui, em seu artigo, que o jeito de falar pode variar dependendo da situação ou da cultura e inclui ainda o aspecto da posição social.

De fato há uma grande lacuna entre dizer que o estilo linguístico se diferencia

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