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A HISTORIA DO LÚDICO NO BRASIL

Por:   •  12/8/2019  •  Trabalho acadêmico  •  607 Palavras (3 Páginas)  •  7 Visualizações

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HISTÓRIA DO LÚDICO NO BRASIL

O lúdico no Brasil deve-se principalmente a herança herdada da cultura dos índios, negros, portugueses e demais povos que vieram para cá ao longo da colonização.

Essa miscigenação de hábitos e costumes que herdamos de nossos antepassados contribuíram para nossa formação.

No início da idade moderna, a Igreja católica através dos jesuítas, tentaram catequizar os filhos dos índios e escravos, introduzindo a cultura europeia a esses povos, mas não se perpetuou e em meados de 1758 eles foram expulsos e o Brasil ficou sem nenhum sistema organizado de ensino. A partir da segunda metade do século XIX, um novo cenário educacional começou a se organizar em nosso país. Impulsionado pelo avanço da organização política, econômica e social (abolição da escravatura, migração da população para a zona urbana das grandes cidades, Proclamação da República são exemplos). Surgiram movimentos sociais como o da “Escola Nova”, baseavam-se nas ideias de estudiosos europeus e norte-americanos surgiram então os primeiros jardins de infância, que prestavam atendimento aos filhos de burgueses, enquanto as creches e asilos assistencialistas atendiam às crianças pobres e filhos dos operários.

Segundo Kishimoto (1993), “as primeiras escolas à prestar esse atendimento foram fundadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, que eram mantidas por entidades privadas. Mais tarde, no ano de 1896, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo foram  fundados os primeiros jardins de infância públicos, mas o atendimento era direcionado às crianças pertencentes às classes mais afortunadas.

A metodologia de ensino nos jardins, embasava-se principalmente na pedagogia de Fröbel, que utilizava o lúdico como ferramenta de ensino, sobrepondo-se à tradicional rígida e controladora dos tempos imperiais, onde tinham as brincadeiras infantis à manifestação do mal. Já as creches e asilos continuavam sendo divididas pela igreja, onde permanecia a mesma metodologia opressora e disciplinadora que sempre reprimia o sentimento de infância das crianças atendidas.

Muitas críticas em torno dos jardins foram criadas,pois associavam o “brincar” à ideia de  futilidade, ao prazer momentâneo, que não contribuía para a formação de um indivíduo para a formação de um indivíduo equilibrado e responsável para atuar na sociedade.

Mesmo diante da resistência demonstrada pela maioria, a expansão dos jardins aconteceu ao longo dos anos 20 e 30 no Brasil, incorporando a proposta frobeliana às ideias dos escolanovistas que embasavam-se nas propostas de teóricos como: Dewey, Montessori, DeClary e Claparéde, que defendiam o uso do lúdico na educação, por ser uma manifestação natural de interesse e necessidade da criança.

Kishimoto ressalta:

“A criança procura o jogo como uma necessidade e não como distração [...]. É pelo jogo que a criança revela suas inclinações boas ou más, a sua vocação, as suas habilidades, o seu caráter, tudo que ela traz latente no seu eu em formação, torna-se visível pelo jogo e pelas brincadeiras que ela executa (Kishimoto,1993,p. 106).

Ao longo da história até os dias atuais, encontramos resistências principalmente por parte dos pais ao uso dos jogos e brincadeiras na escola, pois enxergaram a ludicidade de como atividades que não favorecem aprendizagem. Para eles, a escola é lugar de “estudo” e tem que ser encarado com seriedade, como forma de “trabalho” das crianças. Já muitos professores utilizam os jogos e brincadeiras muito direcionados ao ensino de conteúdo, onde comanda todas as ações, enquanto a criança torna-se sujeito passivo e meramente reprodutor dessa ação, deixando de lado a possibilidade de explorar, descobrir, inventar, construir que a espontaneidade do lúdico proporciona a ela.

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