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A inclusão do aluno surdo no ensino regular

Por:   •  27/11/2016  •  Resenha  •  1.518 Palavras (7 Páginas)  •  465 Visualizações

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A inclusão do aluno com deficiência auditiva na classe regular: reflexões sobre a prática pedagógicas.

Gabriela da Cruz Couto

Isabella Herculano de Almeida

Introdução

Antes de começarmos a traçar os desafios que envolvem a prática docente na busca diária pela inclusão de alunos com deficiência no ensino regular, é necessário entender que temos muita vontade de o fazer, mas por diversas vezes ficamos paralisados frente às políticas públicas que o envolvem, ora por não a conhecer ora por não serem colocadas em práticas tornando a inclusão deste aluno cada vez mais difícil.
        A maior preocupação de alguns professores quando chegam a uma turma de ensino regular e se deparam com um aluno com deficiência é, como vou agir perante esta dificuldade, alguns professores se sentem paralisados frente a esta situação, pois podemos dizer que a grande maioria dos profissionais de educação do ensino público regular, não tem nenhum tipo de experiência ou preparação para trabalhar um aluno com deficiência.

Com o ensino regular totalmente despreparado, professores que não sabem como agir, um currículo educacional que não é adequado ao uso de um aluno com deficiência, muitas vezes nos deparamos com a segregação desse aluno. Quantas vezes já ouvimos casos de alunos que foram separados de o restante da turma com a desculpa desse aluno não conseguir acompanhar o conteúdo que estava sendo passado? isso não é motivo para que haja exclusão desse aluno, quando discutimos acessibilidade, queremos também que o ambiente escolar seja de acesso igual para todos.
        O que queremos discutir neste trabalho é, de que forma o professor pode contribuir com uma prática pedagógica adequada para o melhor aproveitamento deste aluno em sala de aula, e como uma escola de ensino regular pode se adaptar e quais são as medidas legais que podem ser tomadas para receber esse aluno, é claro que não temos receitas prontas, porém a busca por essa adaptação deve ser contínua, até conseguirmos uma educação acessível e igual para todos.

Educação Inclusiva

“...escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras. Aquelas deveriam incluir crianças de origem remota ou de população nômade, crianças pertencentes a minorias linguísticas, étnicas ou culturais, e crianças de outros grupos desvantajados ou marginalizados.” (Declaração de Salamanca,1994).

A educação inclusiva, visa que o acesso à educação deve ser de igualdade para todos, mesmo que haja deficiência ou transtornos, a educação básica deve oferecer um ambiente de ensino para todos os indivíduos sem distinção, seja de qualquer natureza.

No art. 1° do decreto n° 7.611 de 17 de novembro de 2011, diz que é dever do Estado garantir o acesso de pessoas com deficiência no ensino regular gratuito e de qualidade por toda a vida, sem qualquer tipo de exclusão ou descriminação, garantido as adaptações necessárias para cada tipo de deficiência, garantia de atendimento individualizado, no caso de alunos com deficiência auditiva, se garante a presença de um interprete quando comprovada a necessidade.

A educação inclusiva veio para desmistificar a ideia de que um indivíduo com algum tipo de deficiência, não pode frequentar a escola com os ditos “normais”, pois inicialmente os alunos com algum tipo de deficiência eram levados para organizações específicas, fazendo com que eles não tivessem o convívio com outros alunos sem deficiência. Já na época do império surgiu algumas organizações de apoio como, a Fundação do Instituto dos Meninos Cegos em 1854, hoje conhecida como Instituto Benjamim Constante, já em 1857 foi criado a organização de surdos mudos, hoje conhecida como INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos -  os alunos considerados deficientes intelectuais, inicialmente, eram atendidos nas Pestalozzi (1926) e nas APAE (1954), onde eram realizadas atividades de AVD (atividades de vida diária).

Inicialmente a educação inclusiva não possuía uma função pedagógica, isto foi acontecendo ao longo dos anos, as organizações tinham uma função mais assistencialista, deixando a prática pedagógica bem distante de ser alcançada, mas com a área em constante crescimento, foi sendo pensada, e hoje conseguimos incluir alguns desses indivíduos em classes regulares, mas é claro que o caminho ainda é longo.

Características da surdez

A surdez tem quatro níveis de classificação por decibéis, onde se classificam, surdez leve, moderada, severa e profunda.

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