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A Contribuição Do Psicólogo No Trabalho Do Fisioterapeuta Envolvido Com Reabilitação De Pessoas Com Deficiência: A Importância Da Família Para Adesão Ao Tratamento

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Por:   •  28/8/2013  •  1.117 Palavras (5 Páginas)  •  472 Visualizações

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1- Sociedade e Deficiência

Ao abordar o tema da deficiência, é relevante tratar a questão inserida no contexto social, pois é a sociedade, em grande parte que define a deficiência como uma incapacidade, e é o indivíduo quem sofre as conseqüências dessa visão preconceituosa.

As atitudes preconceituosas para com as deficiências ocorrem nas diversas camadas sociais. Reações inadequadas para com a situação são freqüentes, uma vez que existe um desconhecimento e conseqüente despreparo das pessoas para com as deficiências.

2 – Família: Conceito e Formação

Ter um filho com deficiência pode ser vivido com frustração, porém ainda é necessário que aos pais desenvolvam um trabalho de parceria junto a seus filhos deficientes tornando menos prejudicial o seu ingresso na sociedade. Os pais devem descobrir também que fato de terem um filho com uma deficiência não lhes tira o direito de sorrir, de reclamar, de chorar, de serem humanos e de necessitarem de auxílio nessa caminhada para fazerem adaptações criativas. Segundo Buscaglia (1977), “o papel da família estável é oferecer um campo de treinamento seguro, onde a criança possa aprender a ser humana, a amar, a formar sua personalidade única, a desenvolver sua auto - imagem, e a relacionar-se com a sociedade mais ampla e mutável, da qual e para a qual nascem”. Assim como o indivíduo, a família também passa por vários estágios de desenvolvimento e precisam de apoio para enfrentar as mudanças a fim de se ajustar a diferentes situações do cotidiano, como por exemplo: a entrada dos filhos na escola, na puberdade no trabalho, etc.

2.1. O nascimento da criança e a deficiência

Ter uma criança com deficiência significa enfrentar o estigma, o preconceito imposto pela sociedade. Assim, o medo de não ter um filho saudável e perfeito é um sentimento comum de todas as pessoas. A notícia que o filho é portador de deficiência gera um momento de reflexão, de conflito, tristeza, angústia e de desapontamento. A família como um todo terá que aprender sobre a condição especial do filho, irmão, isto é, aprender a ser mãe, pai, irmão de uma criança especial.

2.2. Estabelecimento do Vínculo mãe-criança

Segundo Silva (1988), a partir do nascimento da criança, os comportamentos da mãe e do filho se complementam mutuamente em vários sistemas sensoriais e motores, o que aumenta a probabilidade de ocorrer à interação entre o par. Uma das principais vantagens da interação inicial é que ajuda os pais a se adaptarem com maior rapidez a individualidade do filho, percebendo as suas necessidades.

3. Processo de adaptação e aceitação. A condição de ter um filho com deficiência.

As famílias têm dificuldades em lidar com mudanças na estrutura familiar, principalmente quando esta exige novos objetivos e expectativas e valores que divergem dos assimilados pela sociedade, (Amiralian, 1968). Por isso, podemos dizer que “A notícia de uma ‘anormalidade’, nos primeiros momentos, soa como uma pancada, um acidente, um baque, um choque de grande proporção, que fere e que machuca” (Cavalcante 2001).

Segundo Petean (1985), o momento subseqüente ao diagnóstico da deficiência do filho é sentido como o mais difícil para a família como um todo, a qual tem que buscar a sua reorganização interna que, por sua vez, depende de sua estrutura e funcionamento enquanto grupo e, também, de seus membros, individualmente e freqüentemente as famílias buscam o restabelecimento de seu equilíbrio de maneira variada, utilizando os recursos psicológicos disponíveis.

4. A busca do atendimento especializado

Para suprir ou amenizar os déficits da deficiência, a família necessita ir em busca de atendimentos especializados, como fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia.

Esses profissionais precisam compreender as condições emocionais dos pais, e encontrar uma maneira de orientá-los a realizar as adaptações que irão facilitar o dia-a-dia dessa família. Com isso essa família passa a conviver melhor com a criança, conhecendo e observando as suas potencialidades se sentem mais seguros e a adquirem maior confiança em si e na sua própria criança.

O envolvimento dos pais na busca de atendimento para o filho é muito importante, pois o interesse e o conhecimento sobre a deficiência

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