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A Psicologia Social

Por:   •  9/10/2020  •  Ensaio  •  1.360 Palavras (6 Páginas)  •  10 Visualizações

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Ensaio Reflexivo:

Psicologia Social, o homem em movimento.

Identidade: Colonização do mundo da vida e os desafios para a emancipação.

A psicologia social acredita no homem, como agente de transformação social, um ser histórico-social. É preciso entender as especificidades de cada pessoa para construir um sujeito íntegro consciente de seu papel na formação e transformação da vida individual e coletiva. Ou seja, ela olha para a relação entre o individuo e a sociedade, ou individuo e diferentes grupos e a partir desse olhar relacional, consegue perceber a determinação social dos comportamentos individuais.

“Porém o homem fala, pensa, aprende e ensina, transforma a natureza; o homem é cultura, é história”. (Lane 1984, p.12)

O ser humano é um produto e produtor da história, parti do domínio dos instrumentos de linguagem do trabalho e desenvolvimento da linguagem, “linguagem e grupo”, pois é a partir desses dois processos que o individuo cumpre características peculiares que dizem respeito na maneira de cada um se relacionar com os outros, sendo características que foram sendo apreendidas nas relações grupais, sejam familiares, amigos, através do desempenho de papéis diversificados, a consciência individual do homem só pode existir nas condições em que existe consciência social. E com isso podemos compreender o comportamento de cada ser humano a partir dessa relação com o outro, e esse comportamento não pode ser estudado de forma fragmentada, uma vez que esses indivíduos são indivíduos de relações sociais. A Psicologia Social em cada estado é diferente, as condições sócio-históricas são diferentes. Ela não é única. Está em mudanças constantes por que a história não para.

“Segundo Lane (1984, p.19), “[...] a clareza de que não se pode conhecer qualquer comportamento humano isolando-o ou fragmentando, como se este existisse em si e por si”.

A Psicologia Social ela é Libertadora, ajuda o indivíduo a sair de sua própria caverna, do conformismo de viver sem arriscar-se. Por ser um indivíduo de relações e inserido em um contexto social moldado muitas vezes por um líder ditador, o indivíduo dentro de um grupo onde sua identidade social é constituída, o indivíduo tem um papel determinante diante de qualquer contexto de violação dos seus direitos a partir de sua inserção, quer na sua apropriação para realizar a mudança e sair da condição de manipulado.

Quero, portanto enfatizar que a Psicologia Social tinha um tripé de categoria de analise, atividade, consciência e personalidade que era a proposta soviética de trabalhar. Só que Lane começou a compreender que a categoria, personalidade, mesmo pelos soviéticos não era tratado como uma instancia no Brasil e com a influencia Americana, etc. Lane propôs uma Psicologia Social no Brasil critica, atento ás demandas da Psicologia Brasileira e com isso os trabalhos de Ciampa vieram sustentar essa transformação e a partir de então Lane começou a propor, novas categorias, manteve a atividade, consciência e transformou personalidade em identidade que foi decorrente dos trabalhos que Ciampa já vinha fazendo.

Ciampa trata o conceito identidade não como estática mais como algo em movimento, o homem em movimento, sempre em transformação que ele vai chamar de metamorfose, e aí o conceito de personagem veio para que a gente consiga apreender a manifestação da identidade na materialidade. É preciso olhar o sujeito em sua totalidade, quando olhamos para o individuo, podemos enxergar ali, a luta de classe, exploração, gênero, a questão racial, você olha o tudo naquele sujeito. Quero trazer uma reflexão:

[…] é do contexto histórico e social em que o homem vive que decorrem, as possibilidades e impossibilidades, os modos e alternativas de sua identidade (como formas histórico-sociais de individualidade). No entanto, como determinada, a identidade se configura, ao mesmo tempo, como determinante, pois o indivíduo tem um papel ativo quer na construção deste contexto a partir de sua inserção, quer na sua apropriação. Sob esta perspectiva é possível compreender a identidade pessoal como e ao mesmo tempo identidade social, superando a falsa dicotomia entre essas duas instâncias. Dito de outra forma: o indivíduo se configura ao mesmo tempo com o personagem e autor – personagem de uma história que ele mesmo constrói e que, por sua vez, o vai constituindo com o autor (JACQUES , 1998, p. 1 40).

A identidade do individuo vária de acordo com o lugar, realidade

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