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Atps Psicologia Social

Por:   •  2/9/2013  •  3.789 Palavras (16 Páginas)  •  681 Visualizações

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INTRODUÇÃO

Esse trabalho foi feito com o objetivo de compreendermos o significado social da profissão e de seu desenvolvimento sócio-histórico, empenhando as possibilidades de ação contidas na realidade, e também nos auxiliando na identificação das demandas presente na sociedade, com a visão à formulação de respostas profissionais para o enfrentamento da questão social, levando-nos a refletir sobre a importância da compreensão dos mecanismos sociais que podem influenciar a vida tanto social como psíquico dos indivíduos na sociedade.

Também serão apresentados dois conflitos sociais, retirados das cenas do filme Tropa de Elite, na qual terá em destaque a importância do Serviço Social na resolução desses conflitos e também serão interrogadas as medidas de intervenção, ou seja, como o trabalho do Assistente Social é importante para intervir na realidade social, a qual produziu estes conflitos.

Para entendermos a definição de cultura dentro do filme tropa de elite é necessário definir quais são as características gerais de cultura.

A cultura popular é o resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinadas regiões e recobre um complexo de padrões de comportamento e crenças de um povo. Surgiu da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, idéias, hábitos, tradições, usos e costumes, artesanatos, folclore, e abrange um modo de vida. A cultura popular aparece das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral. O conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que espalham o material cultural, como por exemplo, as indústrias do cinema, televisão e editorais, bem como os meios de comunicação. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias, mas sim é o resultado destas.

O mais importante na cultura popular, ou arte popular, não é o objeto produzido, mas sim o artista, o povo, a periferia, isso faz com que a arte popular seja contemporânea ao seu tempo.

Além de o filme ser uma obra de ficção que se passa no Rio de Janeiro em 1997, vê que o que é retratado é uma realidade extremamente atual, pois mostra com muita verdade alguns dos problemas sociais graves vividos não só nas grandes metrópoles brasileiras como também nas pequenas cidades, são assimilados como cultura da pobreza, da marginalização e da exclusão e suas manifestações culturais apresentados de uma forma violenta, porém realista é, pobreza, crime, tráfico, milícia, abono familiar por parte não só dos criminosos, mas também por parte das autoridades policiais pelo peso do ofício, polícia punitiva e ostensiva, corrupção na polícia, armamento pesado, por parte dos traficantes e carência de recursos por parte da polícia.

A cultura relatada no filme Tropa de Elite mostra que pobreza e falta de recursos financeiros não são sinônimos de criminalização generalizada, da mesma forma que a cultura de que a polícia também se altera, e ainda há a exclusão racial que vê o negro pobre como um criminoso.

Mas a maior lição que tiramos é que podemos romper com os pesos e manchas impostos pelo meio, e redefinir a nossa maneira não só de ver, mas de viver, romper com a transformação que nos é imposta por uma forma errada de ver a cultura, não trazendo para a nossa vivência a máxima popular que diz “eu nasci assim, vou ser sempre assim”.

O círculo vicioso que se desenvolve em torno das manifestações culturais não se define no papel de uma só camada da sociedade, pois a omissão de quem pode dar uma basta na corrupção seja dentro do sistema penal ou na própria sociedade se curvam diante da corrupção ativa e passiva, mediante baixíssimos salários dos policiais além da falta de estrutura para ação efetiva do policiamento, acrescentando-se a isso ainda há a falta de punição para os criminosos fardados, que se transformam em policiais ou políticos, mas são verdadeiramente criminosos potencialmente perigosos porque estão escondidos atrás de uma farda ou de um poder que a sociedade consente, mas vemos ainda que mesmo em meio a toda sujeira de um sistema corrompido há ainda algumas sobras que não vendem sua honra e acreditam que podem fazer a diferença acreditando na justiça, ou ainda o menino pobre que mora em uma favela ou subúrbio, porque não tem oportunidade melhor, se acomodam ao sistema da violência que a meio dita e se torna um criminoso, quando poderia romper com o estigma, romper com os padrões comportamentais e saber que mesmo diante

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