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A Saúde Mental e Atenção Psicossocial

Por:   •  13/9/2020  •  Resenha  •  1.143 Palavras (5 Páginas)  •  4 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

MBA EM SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Resenha Crítica de Caso

JANAINA DE SOUSA MONERETTO

Trabalho da disciplina Atenção Psicossocial ao uso de álcool e outras drogas

                                                                     Tutor: Prof. Aline Monteiro Garcia  

Porto Alegre/RS

2020

CASO FAMÍLIA FLORES

O texto apresenta a história de vida de uma humilde família que se encontra em uma situação social precária e a maioria seus membros possuem transtornos psicológicos ou vícios. Ela se constitui por Vilma, 62 anos, que possui três filhos: Sérgio, 27 anos; João, 30 anos e Rony, 35 anos. Desta maneira, o texto começa explicando como a família chegou aos cuidados do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e como é tratada pelas redes de atenção à saúde.

A família flores não procurou espontaneamente o CAPS, a ajuda dos vizinhos foi o que levou ao conhecimento da equipe as condições da família. O primeiro momento da equipe com a família foi baseado na negação da necessidade de auxílio do CAPS por parte de Vilma. A equipe também constatou a precariedade em que vive a família, primeiro por habitarem uma pequena residência isolada, localizada em cima de um morro. Segundo, pela falta de higienização e organização dentro e fora de casa. Sérgio, o filho mais novo, abusa de substâncias como: cachaça, maconha e cocaína. Por isso, o mesmo costuma apresentar crises que abrangem confusão mental. Seu pai faleceu e deixou uma pensão devido ao cargo de oficial de justiça que exercia, por este motivo, Sérgio diz que a família vive em condições precárias por escolha. Sérgio também sabe tocar violão, terminou o segundo grau e prestou o ENEM, com vistas a cursar uma faculdade. Já sua mãe, Vilma, às vezes, apresenta delírio de cunho místico religioso, também apresenta episódios de mania e depressão. João, o filho do meio, trabalha e é muito inteligente, no entanto, abusa de substâncias e coloca sua vida em risco devido ao abuso de substância, tem dificuldade em manter o seu trabalho. A família frequenta a Unidade de Saúde da Família. Um dia, Dona Vilma, sentindo-se energizada, dirigiu-se até a unidade em plena crise de delírio místico religioso para verificarem sua pressão, observando a situação, a técnica de enfermagem checa sua saúde física e por estar tudo certo, manda Vilma para casa. Dona Vilma, não se sentindo acolhida, fala que nunca mais volta na unidade. Sérgio, também se dirigiu a Unidade para tirar um bicho de pé, e seu atendimento foi negado, devido ao seu hálito estar com cheiro de álcool. Sérgio confuso, no dia seguinte, relata o ocorrido ao CAPS. João, diferente do seu irmão e de sua mãe, frequentou o Hospital Geral do município com quadro de intoxicação por drogas. João estava muito desesperado e com vários sintomas físicos, sendo assim, o hospital ficou apenas 3 horas com o paciente até os sintomas cessarem, e mandou para casa, sem realizar exames, sem tratamento e sem contatar o CAPS. Apenas um tempo depois do fato, é realizado exames e descoberto uma cirrose hepática.

O caso apresentado carece de informações acerca da história de vida da família flores. A família é situada de forma simples e objetiva, sem muitos detalhes. A forma como a família é tratada pela rede de atenção à saúde causa bastante angústia ao leitor, pois, ela não é acolhida de acordo com as normas das políticas de atenção à saúde. Pode-se observar a negligência da técnica de enfermagem quando Vilma frequentou a Unidade de Saúde da Família estando em pleno surto místico religioso. Por se tratar de atenção básica, a Unidade deveria ouvir e acolher Vilma, dando o encaminhamento necessário para tratamento do problema em todas as suas dimensões. No caso de Dona Vilma, quando envolve saúde mental, o encaminhamento correto, é marcar uma consulta com o psicólogo da Unidade ou então direcionar ao CAPS, por ser um local de referência ao acolhimento e tratamento de indivíduos com transtornos mentais. Outro fato abordado no texto, é o desrespeito por Sérgio, a qual procura o Posto de Saúde para tirar um bicho de pé, e o seu atendimento é negado apenas pelo cheiro de álcool em seu hálito. Entende-se que o indivíduo que abusa de substâncias psicoativas não pode ser discriminado, possui diretos e deveres, devendo ser respeitado em sua totalidade. Nesse caso, negar o atendimento, não é uma conduta correta aos profissionais que trabalham na atenção básica. Sérgio deveria ser acolhido e sua demanda tratada, e posteriormente, encaminhado ao CAPSad, local ideal para o tratamento de indivíduos que abusam de substâncias, lá os profissionais deveriam enxergar a condição do usuário, como provisória, então realizam um projeto terapêutico singular para o seu tratamento. Por último, João, também filho de Vilma, é negligenciado quando procura o Hospital Geral, pois, também não é acolhido e não recebeu o tratamento adequado, a equipe não o respeitou e o tratou como um vagabundo, devido a sua condição física de saúde, decorrente do abuso de substância. A negligência da equipe, de certa forma, teve sua parcela de culpa no agrado futuro da doença, devido à falta de cuidado da rede de atenção à saúde. A equipe de profissionais de saúde, devem valorizar o contato dos usuários em todos os níveis de complexidade, acolher e realizar o tratamento adequado, realizando reuniões para dialogar sobre o mesmo caso em seus mais diversos âmbitos, tendo em vista que, o mesmo usuário pode frequentar, desde a atenção básica até a especializada. Com essa postura, as equipes fortalecem as estratégias de cuidado, tratamento e também de prevenção a saúde do indivíduo. As novas políticas de atenção ao cuidado a saúde mental do indivíduo devem pensar em manejos de trabalho a qual possibilitam a reabilitação e reinserção do indivíduo em seus mais diferentes meios sociais, tendo como núcleos principais a família e o trabalho. Os profissionais podem também trabalharem em cima de um programa de redução de danos e programas educacionais, conscientizando os comportamentos de riscos e suas consequências e treinando habilidades para lidar com situações de risco, facilitando então comportamentos que promovam a saúde e reduzem riscos, observando a história de vida de cada indivíduo. Infelizmente, no caso da família flores, pode-se observar que nada disso foi feito, não foi aplicado de forma humanizada e correta a nova política de atenção à saúde, as condutas dos profissionais apresentadas, além de serem inadequadas, podem prejudicar e até mesmo agravar as condições de saúde física e psicológica dos indivíduos, comprovada pela cirrose hepática, no agravamento do caso de João.

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