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E Sobre Ansiedade

Por:   •  8/6/2019  •  Trabalho acadêmico  •  982 Palavras (4 Páginas)  •  20 Visualizações

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Sobre a ansiedade

A ansiedade é um sentimento com sintomas e níveis de intensidade diferentes, que são

influenciados pelo contexto em que o sujeito está inserido. As sensações identificadas no

corpo ocorrem para preparar o organismo para o enfrentamento de situações que são aversivas

para o sujeito, em outras palavras, permite que o sujeito esteja mais atento às situações de

ameaça. Portanto, a ansiedade, em níveis que não impedem o sujeito de realizar suas tarefas, é

considerado normal e até mesmo benéfico, pois pode motivá-lo a preparar-se mais para uma

determinada situação ou impedir de fazer algo prejudicial.

Nesse ponto, vale ressaltar a diferença entre o medo e a ansiedade. O medo está

relacionado ao presente, sente-se no momento em que o perigo é evidente. Enquanto que a

ansiedade está relacionada ao futuro, ou seja, percebe-se que há a possibilidade de se correr

um risco, no entanto, a probabilidade de ocorrer é baixa.

É muito difícil identificar quando uma reação de ansiedade ultrapassa os limites da

"normalidade" e passa a ser patológica, mas, considera-se um transtorno de ansiedade quando

a intensidade é muito elevada, acredita-se veementemente no perigo e por um longo período

de tempo, ou seja, a reação não condiz com o estímulo desencadeador. Esses sintomas podem

incapacitar o sujeito, desencadeando um sofrimento, devido a impossibilidade de realizar suas

tarefas profissionais, acadêmicas e sociais.

Toda ansiedade envolve sintomas cognitivos como o receio de perder o controle ou ter

algum dano; emocionais, o sujeito sente-se angustiado, assustado, nervoso, inseguro ou

apreensivo e comportamentais, como agitação física, redução nas habilidades sociais,

dificuldade de concentração e evitação de situações ameaçadoras. Outros fatores podem

influenciar a ansiedade e sua intensidade, por exemplo, a existência de casos na família, a

cultura, as interações sociais, os eventos traumáticos e uso de substâncias, como drogas. Desta

forma, é necessário verificar os aspectos filogenéticos, ontogenéticos e culturais do sujeito.

Os fatores psicológicos possuem um papel importante na manutenção das cognições

de ameaça e da ansiedade. A avaliação dos estímulos potencialmente ameaçadores provoca

alterações fisiológicas e biológicas, que promovem a excitação e comportamentos de

fuga/esquiva, que entregam segurança ao sujeito, impedindo a desconfirmação que mantém os

sintomas.

Os transtornos de ansiedade possuem uma característica em comum, que é a esquiva

fóbica, ou seja, uma resposta que ameniza, elimina ou adia um evento aversivo, contudo, são

várias as classificações dos transtornos de ansiedade existentes, como o Transtorno Obsessivo

Compulsivo (TOC), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno de Estresse

Pós-traumático (TEPT), Transtorno do Pânico, Agorafobia, Fobia Social e Fobias Específicas.

O que difere estes transtornos um do outro é o estímulo e a resposta emitida.

O TOC é caracterizado pela presença de obsessões, que são ideias intrusivas, sem

sentido, recorrentes e persistentes, sendo as principais: medo de contaminação, dúvidas

patológicas e preocupações com o físico, necessidades de simetria e precisão de ordem,

agressividade ou obsessão sexual e obsessões múltiplas. Em outras palavras, a obsessão está

relacionada ao pensamento. O TOC pode ou não ser acompanhado de compulsões, que estão

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