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Grupo em Hospital Geral

Por:   •  7/9/2017  •  Resenha  •  1.237 Palavras (5 Páginas)  •  176 Visualizações

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            Processos Grupais II  

Prof: Betina Beltrame

Resumo: UMA INTRODUÇÃO AOS GRUPOS OPERATIVOS:  TEORIA E TÉCNICA

                                                                                                                          Karina Machado

O trabalho de grupo hoje em dia é muito difundido em nossa prática, principalmente na área de Psicologia social. O grupo operativo se institui para a finalidade de não terapia, mas de bem estar psíquico, operando em uma determinada tarefa objetiva, como por exemplo, ensino-aprendizagem. Representa uma condição dialética que leva o grupo ao desenvolvimento pelo pensamento de situações estereotipadas gerando novas compreensões.

Tais concepções sobre as teorias e sobre o dispositivo grupal foram desenvolvidas pelas ideias de Pichon-Rivière, que também se referenciou em outros estudiosos, fazendo um diálogo entre correntes de pensamento.

Pensando pela psicanálise, Rivière propôs um olhar duplo sobre o sujeito e o grupo, pelo eixo vertical (o que diz respeito a cada elemento do grupo) e horizontal (o grupo em sua totalidade). Lembrando a ideia de que o grupo seja algo diferente da soma dos indivíduos que o compõe. 

Fazendo um link com esta ideia, Rivière também se apoiou nas teorias da Gestalt que diz que o todo é mais do que a soma das partes e que elementos podem ser suprimidos  ou adicionados à percepção em função de leis de formação da figura  percebida. A maneira como os conceitos da Gestalt se aplicam aos grupos, é muito variada, de acordo com os autores. Por isto foi uma parte do artigo, que para mim, não ficou muito clara.

Surge então a questão: Como trabalhar com o grupo? Entre todos os membros, parece que há um papel que se destaca como sendo talvez o mais importante para a mobilização do grupo, que é o Porta- Voz, quem dá voz ao grupo.

Rivière traz o conceito de porta-voz como, devemos ver que as manifestações no grupo têm um plano horizontal e vertical. Não é acidental que se emerge um tema no grupo, mesmo que seja apresentado de outra forma, o que seria devido às particularidades de cada integrante (plano vertical). Seria alguma dificuldade do grupo para lidar com uma situação da qual apenas aquele indivíduo, sujeito porta voz, comunicou a todos.

É interessante como é trazido a ideia de quando uma pessoa no grupo fica doente.  Pichon-Rivière traz isto como: a doença mental é o emergente (aquilo que surge de um conjunto) de um grupo familiar, e o doente, o porta-voz de uma problemática desse mesmo grupo. O que isto está nos dizendo sobre o grupo?

Logo depois traz o porta voz, não somente como expressão pela voz, mas por toda forma de conduta, indicando que uma estrutura grupal sustenta um acontecimento individual, arte mesmo um adoecimento.

Rivière também traz como se dá a dialética em grupos operativos, diferente da ideia original de dialética introduzida por Platão, em um grupo é um lugar de possibilidade de conversa, escuta e aprendizagem, que se produz no encontro com o outro.

É a dialética materialista que se faz presente no discurso de Rivière, o termo “materialista” deva ser visto antes de tudo como uma referência ao homem em situação. Trata das relações que se estabelecem no dia a dia e que tomam forma devido a uma infinidade de elementos, dentre os quais os papéis que são atribuídos à linguagem, à cultura e à história de um povo, à situação econômica, à história pessoal etc .  Há 3 leis da dialética:

A lei fundamental da dialética, que diz que a realidade é contraditória em si, não sendo possível dividir uma unidade e eliminar a contradição.

A lei da negação da negação diz que aceitar o caráter universal da contradição não significa abrir mão de elaborar manifestações particulares.

Pichon-Rivière diz que sempre há um aprendizado do grupo no momento da superação dialética. A contradição continuará a surgir e a exigir elaborações sempre diferenciadas, no entanto, a capacidade do grupo em lidar com essas situações vai sendo ampliada.

A lei da transformação de quantidade em qualidade diz que a superação pode aparecer na mudança de qualidade, não só de quantidade. Por exemplo, o aumento da quantidade seria o aumento da intensidade ou variedade de elementos vividos no grupo, mas a mudança de qualidade está ligada a ideia de superação dialética. Uma mudança de compreensão e vivência da situação que poderíamos chamar de insight.

‘’ A dialética é movimento, a enfermidade é a negação desse movimento.’’ Ao falar de saúde, remete a saúde psíquica, neste contexto, a qual será vista dentro de um grupo operativo, no momento em que se faz com que os papéis circulem dentro do grupo, superem as estereotipias, gerando novas possibilidades de compreensão.

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