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Importância de falar sobre sexualidade com crianças e adolescentes nas escolas e na família

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Por:   •  13/4/2014  •  Pesquisas Acadêmicas  •  2.963 Palavras (12 Páginas)  •  335 Visualizações

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Sexualidade na infância e adolescência: um assunto que deve ser abordado nas escolas e, principalmente, em casa.

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento do corpo humano está regulado e se processa numa sequência invariável, embora seja contínuo, nem sempre é suave e gradual. Há súbitos impulsos no crescimento físico e no funcionamento psicológico. Além disso, existe uma probabilidade de interferências no desenvolvimento normal, que pode resultar em deficiências e disfunções permanentes (MUSSEN, 1969).

Com o desenvolvimento sexual, tais características não são diferentes. Kaplan (1983) diz que o impulso sexual humano sofre definidas alterações através do ciclo da vida. Ele existe desde o nascimento até a morte, mas não com a mesma intensidade. Todas as outras funções humanas (memória, visão, paladar, audição) mostram uma ascensão e queda, relacionadas com a idade, quer em homens ou em mulheres. Para esta autora, a sexualidade, os ciclos de vida sexual masculina e feminina se diferem em significativos aspectos.

Uma pesquisa feita recentemente pelo hospital da Universidade Federal do Amazonas mostra que cada dia mais cedo crianças se iniciam na atividade sexual e isso pode nos levar a dados preocupantes. A pesquisa revelou que meninas entre 11 e 15 anos estão tento uma vida sexual ativa ou já tiveram alguma experiência com rapazes mais velhos.

Meninas cronologicamente consideradas crianças e que deveriam ter uma vida de criança estão se tornando mães precocemente e o que era pra ser uma simples brincadeira infantil como brincar de casinha se transforma em realidade cada dia mais cedo. A grande falta de informação de algumas delas é tamanha que elas chegam a relatar aos 11 anos “é eu já estava pensando assim, em fazer um filho, dai eu fiz”.(Profissão Repórter, 2011)

Temas que remetem à sexualidade infantil ainda são pouco discutidos entre pais, filhos e professores mostrando que falta informação a essas crianças que com tão pouco tempo de vida já estão se tornando pais. Os responsáveis pelos jovens não sabem como tocar nesses assuntos porque não tiveram esses diálogos com seus pais, repetindo a mesma história. Muitos desconhecem que a criança começa a desenvolver a sua sexualidade desde quando nasce até a vida adulta. Falar sobre sexualidade com crianças e adolescentes dentro das escolas e no seio da família ainda é um tabu. Esquecendo-se que o desenvolvimento físico e psicológico destas crianças esta se processando precocemente, e de repente, têm em sua frente adolescentes cheios de indagações, anseios, e não sabem lidar com tal situação.

Acredita-se que criança cujos responsáveis discutiram sexualidade abertamente em seus lares se tornam adultos mais confiantes e seguros diante da sexualidade (MAISTRO, 2006).

SEXO E SEXUALIDADE

Conforme o tempo vai passando meninos e meninas acabam se masturbando sem saber o que realmente é isso, estimulando seus órgãos genitais por curiosidade ou por sentirem prazer. Mas quando uma criança é acariciada isso pode ser considerado uma experiência sexual. Mesmo que algumas dessas “brincadeiras” ocorram apenas por curiosidade, as mesmas podem acabar acarretando em um aprendizado durante a infância e a adolescência.

Durante a pré-adolescência – período entre 8 e 12 anos – o interesse sexual é mais intenso porque é nessa época que a descoberta da sexualidade e de seu próprio corpo está aflorada.

Tiba (1986) diz que a puberdade é a idade em que surgem os pêlos genitais, e é utilizada para denominar o início da adolescência. López e Fuertes (1992) salientam que não pode haver uma confusão entre adolescência e puberdade. A puberdade consiste em mudanças biofisiológicas que produzem a maturação sexual, e a adolescência, além destas, inclui uma ampla variedade de exigências psicossociais.

Durante a pré-adolescência é que as crianças ganham mais experiências com a masturbação e durante esse período existe pouca diferenciação entre a homossexualidade e a heterossexualidade. Nesse período meninos e meninas são separados socialmente; então nesse período é mais natural ocorrer descoberta sexuais homossexual do que heterossexuais. Freud afirma que é nessa época que se define e se consolida a identidade sexual. Pode haver relacionamentos e fantasias homossexuais que não implicam uma homossexualidade futura e sim uma experimentação sexua l.

A sexualidade é uma construção social muito polêmica na escola pela sua multiplicidade de valores, visões, crenças e tabus que são impostos e que as crianças estão inseridas nelas.

A infância não é mais estudada com conceitos universais e sim como sujeitos que vivem em lugares diferentes. A sexualidade é exposta a uma criança mesmo antes de sua concepção. (SSCHIDHELM,2011)

O que poderia ser considerado natural para crianças, como a sua dependência social, material e emocional dos adultos, são apenas resultados de tipos de relacionamento social, político e econômico e não aspectos fundamentais, necessários ou naturais para esses sujeitos infantis (JAMES, 2009, p. 33)

A sexualidade, quando relacionada à infância,

ainda hoje, é pouco falada e explicada e por

isso, permanece como uma tenra incógnita

(CONSTANTINE, MARTINSON, 1984)

Segundo Foucault (1977), nos últimos séculos, ao contrário de uma sistemática repressão sexual, o que ocorreu foi uma produção massiva sobre o sexo. Uma proliferação de discursos de diferentes áreas (medicina, pedagogia, psiquiatria, etc.) incorporou a sexualidade como objeto de análise. As relações de poder, a regulação, então, passam a se projetar sobre o corpo, sobre o prazer e suas manifestações. A sexualidade como construção social acerca da sexualidade infantil com a criança e seu corpo em desenvolvimento não foi pensada e nem prescrita, mas se faz presente no cotidiano das escolas.

As crianças trazem para a escola situações inusitadas relativas à sexualidade, provendo em alguns educadores um certo desconforto e questionamentos sobre o tema.

A escola tem papel fundamental na formação de crianças e adolescentes, mas a base de tudo vem de casa; é proveniente da família e do diálogo entre pais e filhos.

A sexualidade faz parte da vida do ser humano, do cotidiano

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