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Psicanálise e Saúde Mental Universidade Candido Mendes Disciplina: A Construção da Sexualidade

Por:   •  9/10/2018  •  Trabalho acadêmico  •  1.559 Palavras (7 Páginas)  •  19 Visualizações

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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

INSTITUTO SÃO ZACHARIAS DE ESTUDOS E PESQUISAS - SEPAI

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU

PSICANÁLISE E SAÚDE MENTAL

JOSÉ ALEXANDRINO SARAIVA FILHO

Trabalho acadêmico de Pós-Graduação em Psicanálise e Saúde Mental Universidade Candido Mendes Disciplina: A Construção da Sexualidade ministrada pela Prof.ª. Drª. Ondina Machado.

Rio de Janeiro

2018

O presente trabalho é apresentado como tarefa que tem como referência a escolha do filme “Garota Dinamarquesa” combinado com os artigos, apontamentos e debates em sala. “A Garota Dinamarquesa” narra a história de Lili Elbe protagonizado pelo ator Eddie Redmayne. Trata-se de uma história real, em que a narrativa em que nasceu Einar M. Wegener, considerado a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. O enredo do filme gira em torno do relacionamento do pintor e sua esposa e o processo de transformação dele em Lili Elba Einar ele antes, casa-se com Gerda, a atriz coadjuvante Alicia Vikander, como Gerda (sua esposa), esta então sugere vestir o marido Einar de mulher para servir como modelo substitutivo para pintura de quadros. Einar, “sugestivamente” muda sua aparência, transformando-se em uma mulher, ao qual passará a chamar-se de Lili Elbe.

Este apoio ainda que “confuso” da esposa, Einar, que se encontrava num estado depressivo, passa por uma das primeiras cirurgias de mudança de sexo da história. O desejo de Einar era tentar se transformar por inteiro em Lili e resgatar o viver a vida. Aqui começa o sentido do filme está na bela história de amor, o companheirismo e cumplicidade do casal protagonista e no desejo e coragem de Einar em se tornar o que ele acreditava já ser por dentro há muito tempo: mulher. Numa das passagens do filme ele afirma: “Eu penso como a Lili, tenho os sonhos dela. Ela esteve sempre lá.” Eis, aqui a conexão do desejo: a aceitação e apoio de Gerda.

Logo, ao mesmo tempo em que Gerda dá sustentação e o apoio a Einar, ela no altruísmo de sua atitude também precisa superar seus próprios conflitos dessa perda do marido, navegando na própria solidão e, na angústia e dificuldade em se adaptar a situação que vive, a aceitação está na essência, o seu amor ultrapassa o gênero, o sentimento hostil e as vicissitudes. Gerda, ensina-nos uma lição e mostra-nos que para que o amor exista, muitas das vezes para amar é deixar o outro partir; Gerda abdica, ela deixa Einar ter o seu começo, deixou-o partir para que Lili finalmente pudesse viver. Este é momento é que inaugura “diante do espelho”, não mais a representação, mas a verdadeira identidade. E sabemos que na sociedade atual, temos o paradoxo com duas balizas antagônicas e uma delas reside a Diversidade (aqui há a operação do tudo possível onde o não opera). Muitos modelos que derivam do núcleo familiar (todo fálico) como a relação de gêneros, um rompimento no paradigma da cultura como identidade, diferenças e o embate nessa relação de gerações.

A família é um ponto de encontro onde o ser humano partilha um ideal de dignidade e felicidade. Essa identificação de entrelaçamento de amor, fecundidade constitui a máxima latina que "ninguém pode comportar-se contra seus próprios atos”. Para tanto, a configuração dessas relações com o declínio do regime patriarcal, com o advento da globalização, somados à reconfiguração sexual do trabalho e a evolução do conhecimento científico, foram ingredientes que trouxeram uma grande transformação da família.

O pensamento contemporâneo ampliou-se; desde Freud, que revelou a existência do inconsciente, observou-se que a sexualidade é mais da ordem do desejo que da genitalidade. Este entendimento, trouxe a compreensão sobre as mudanças que atravessariam o futuro sobre as diversas formas de se constituir uma família. Os indivíduos possuem anseios e as práticas culturais simbolizam em um embate que vai além do psicológico, ou seja, o conflito viria à tona, internamente entre as instâncias conhecidas na organização do id, do superego com a mediação do ego. Freud (1995, p. 240-241) aponta a descrição de um ponto de inserção de uma gênese de uma submersão para o ato fantasioso, de acordo com os ditames do funcionamento psíquico por ele demonstrado, senão vejamos: “Com a introdução do princípio da realidade, uma das espécies de atividade de pensamento foi separada; ela foi liberada no teste de realidade e permaneceu subordinada somente ao princípio de prazer. Esta atividade é o fantasiar”.  Oras, o raciocínio é que a fantasia no inconsciente é percebida por uma das balizas rígidas da neurose. Aqui indaga-se: é possível pensarmos em Einar enquanto um “indivíduo neurótico”? Será que o a subjetividade, a sua maneira de agir inconsciente de sua “fantasia” seria inferido nas possibilidades exclusiva, numa configuração de sua personalidade?

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