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Transtorno Bipolar

Por:   •  10/11/2014  •  1.234 Palavras (5 Páginas)  •  202 Visualizações

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Ainda hoje, muita gente não acredita que as doenças psicológicas realmente existem. Tratam como se fosse desculpa para irresponsabilidade, negligência, chamar atenção e para comportamentos fora do comum, tratando o doente com descaso e discriminação por pura falta de informação e conhecimento. De acordo com IBGE de 2010, aproximadamente 21% da população brasileira sofre algum transtorno mental, 4% (7.629.307 pessoas) são Bipolares.

Até pouco tempo, este transtorno era conhecido como Psicose Maníaco-Depressiva. Pejorativo, não? Esse nome deixou de ser usado pois a pessoa bipolar não apresenta necessariamente sintomas psicóticos; na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Além de que se analisarmos cada palavra do termo: psicose carrega a conotação de estigma, associando-se popularmente com maldade; maníaco é derivado do grego e significa loucura; depressiva, porém faz sentido.A mudança da nomenclatura tem como objetivo diminuir o estigma e para estabelecer distinção entre esse tipo de transtorno e as depressões unipolares que nunca evoluem para a fase de euforia, de mania ou hipomania. O transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.

O Transtorno Bipolar é caracterizado por alterações extremas de humor. É normal ficar triste às vezes ou muito alegre também, acontece que nos indivíduos bipolares, essas alternâncias além de extremas são muito intensas. Essas alterações se manifestam como episódios depressivos alternando-se com episódios de euforia (ou mania) em diversos graus de intensidade. Veja o infográfico de Sintomas:

Durante a mania ou euforia a pessoa apresenta modificações na forma de pensar, agir e sentir e vive num ritmo acelerado, assumindo comportamentos extravagantes como sair comprando compulsivamente às 4 horas da manhã, experimento do aumento da libido, a pessoa pode comer compulsivamente ou pode deixar de comer por acreditar que precisa fazer coisas mais importantes e envolvendo-se em experiências perigosas sem levar em conta o mal que podem causar. Na fase depressiva é o oposto, uma apatia muito grande, melancolia e até pensamentos suicidas. De acordo com a ABTB (Associação Brasileira de Transtorno Bipolar) entre 30% e 50% dos brasileiros portadores do transtorno tentam suicídio e 20% conseguem o objetivo.

Causas

A causa do Transtorno Bipolar ainda não foi determinada. Acredita-se que haja um conjunto de fatores genéticos (considerada principal causa), alterações em certas áreas do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores.

O pintor holandês Vincent van Gogh (1853-1890) seria diagnosticado hoje como um caso grave de bipolaridade. Quando estava feliz, passava temporadas pintando obsessivamente obras de encher os olhos. Quando estava triste… bem, bastou se desentender com o amigo e colega Paul Gaugin para cortar fora a orelha esquerda. Ele tinha a quem puxar: seu pai sofria de uma doença psiquiátrica não definida, assim como dois de seus tios paternos. Da mãe não se sabe, mas a tia materna provavelmente era epilética. Dos 4 irmãos Van Gogh, 3 apresentaram distúrbios psi- quiátricos. Assim como o irmão pintor, Theo era bipolar. Sua irmã Wilhelmina viveu por mais de 30 anos em hospícios, e o irmão Cornelius cometeu suicídio. (http://super.abril.com.br/cultura/mais-ou-menos-616490.shtml)

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é clinico, geralmente entre os 15 e 25 anos de idade, podendo levar anos.

O tratamento é uma combinação de psicoterapia, com medicação (geralmente estabilizadores de humor) e uma organização de rotina para prevenção de crises.

O Estudo

O estudo de caso foi realizado dentro de um hospital com uma paciente de 61 anos (diagnosticada a apenas um ano e meio), viúva, religiosa, dona de casa, semianalfabeta e de nível socioeconômico baixo.

A primeira impressão que eu tive do texto foi negativa ao ver a nomenclatura Psicose Maníaco-Depressiva (sim esse nome me incomoda bastante, provavelmente por conta das minhas vivencias pessoais com bipolares). Só depois notei o ano do estudo, 1999. Apesar dessa nomenclatura ser considerada pejorativa desde os anos 80, ela ainda vem sendo usada por muitos profissionais. Entre tanto, o texto é bem escrito, de rápida leitura e informativo.

Achei muito curioso o estudo ser com uma paciente em idade avançada. O diagnóstico foi tardio, isso não significa que ela tornou-se bipolar aos 60 anos de

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