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Impacto Ambiental Devido A Falta De Tratamento De Esgoto

Por:   •  7/11/2013  •  1.032 Palavras (5 Páginas)  •  1.324 Visualizações

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Impacto Ambiental devido à falta de tratamento e esgoto

Em geral nos países em desenvolvimento o maior problema que causa a contaminação é a falta de tratamento para os esgotos domésticos, agrícolas e industriais, incluindo os agrotóxicos, o que deixa a água em total contaminação. Outro fator causador da contaminação é o contato da água com produtos químicos tóxicos e ainda pela presença de microrganismos patogênicos que devido aos tratamentos de esgoto não serem de excelente qualidade resistem e permanecem na água.

Esses produtos e substancias poluente podem ser classificadas de duas maneiras, Biodegradáveis e Persistentes, sendo que a primeira contêm substancia que em determinado tempo ela se decompõe, por exemplo, inseticidas, detergentes, fertilizantes, petróleo, etc; e a segunda, as substancias presentes em sua composição permanecem por um prazo indeterminado. No Brasil, 47,8% dos municípios não têm esgoto, o que afeta diretamente a qualidade das águas de rios, mares e lagoas das cidades brasileiras (segundo relatório do IBGE, 2000).

Segundo dados da Organização Mundial de saúde (OMS), 80% das doenças que ocorrem nos países em desenvolvimento são ocasionados pela contaminação da água, e que a cada ano, 15 milhões de crianças de zero a cinco anos de idade morrem direta ou indiretamente pela falta ou deficiência dos sistemas de abastecimento de águas e esgotos. Ainda hoje, no Brasil, 55,5% da população não são atendidos por rede de esgoto, sendo 48,9% da área urbana e 84,2% da área rural (segundo relatório IBGE, 2000). No Brasil, 47,8% dos municípios não têm esgoto, o que afeta diretamente a qualidade das águas de rios, mares e lagoas das cidades brasileiras (segundo relatório do IBGE, 2000).

Esse grande número de águas contaminadas ocasionam graves problemas de saúde, como já mencionado, doenças como, por exemplo, as causadas por bactérias, vírus, vermes e protozoários como amebíase, febre tifoide, giardíase, hepatite tipo C e outras.

Para o Sistema de Controle Ambiental, poluir é lançar substâncias em quantidade acima da capacidade de autodepuração ou dispersão do meio, ou de qualidade que não possa ser absorvida pela natureza.

No Brasil os rios mais poluídos se encontram em áreas urbanas.

Consequências da poluição

A principal fonte de poluição dos corpos hídricos superficiais é, segundo Nelson Menegon da CETESB, o esgoto doméstico não tratado. “Quanto aos aquíferos, além dos resíduos aplicados no solo, temos os esgotos domésticos que são infiltrados e atividade agropecuária que também pode contaminar a água subterrânea por meio da aplicação de produtos orgânicos e inorgânicos diretamente no solo”.

“As ações humanas geram vários poluentes, que podem ser divididos em grandes grupos de acordo com sua composição e seus impactos sobre os corpos d’água”, explica Ney Maranhão da ANA:

-Matéria orgânica biodegradável: (esgoto doméstico) no seu processo de decomposição ocasiona o consumo de oxigênio dissolvido da água, podendo causar mortandades de peixes;

-Nutrientes: (fósforo e nitrogênio presentes nos esgotos e fertilizantes), quando em altas concentrações podem causar a proliferação excessiva de algas;

-Organismos patogênicos: (vírus e bactérias presentes nos esgotos domésticos) causam doenças de veiculação hídrica;

-Poluentes químicos orgânicos e inorgânicos: (agrotóxicos e metais) provocam efeito tóxico nos organismos aquáticos e podem se acumular em seus tecidos;

-Sólidos em suspensão: (sedimentos gerados pela erosão) aumentam a turbidez da água afetando os organismos aquáticos e causando assoreamento do corpo d’água;

-Poluição Térmica: (lançamento de águas utilizadas em sistemas de refrigeração) causa o aumento da temperatura da água do rio, o que afeta a solubilidade do oxigênio, diminui sua concentração e impacta os organismos aquáticos.

Segundo Maranhão, “as alterações na qualidade das águas tem reflexos econômicos que se traduzem no aumento de custos

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