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A Atuação do Nutricionista na Atenção Básica

Por:   •  21/3/2020  •  Trabalho acadêmico  •  3.631 Palavras (15 Páginas)  •  7 Visualizações

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  1. Introdução

O presente trabalho elaborado no âmbito da disciplina Nutrição em Atenção Básica na turma do quinto período de nutrição, do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), tem como objetivo relatar a importância do nutricionista na atenção básica a saúde.

A atenção básica a saúde tem como objetivo se aproximar da população através de todo um trabalho envolvendo uma equipe multidisciplinar como foco principalmente em promoção e prevenção a saúde.

A unidade básica é integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS), que tem por meta “Prestar serviços por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta ou indireta e das fundações, mantidas pelo poder público e complementarmente pela iniciativa privada.”(Lei 8.080/90.)

Agraciado por programas incentivados pelo governo como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), por exemplo, o nutricionista é incluído ao programa auxiliando no diagnóstico, tratando agravos e principalmente ensinando indivíduos a terem autonomia no âmbito alimentar.

  1. A atenção primária de saúde e o contexto epidemiológica atual do Brasil

A Atenção Primária é o primeiro nível de atenção em saúde e se caracteriza por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte positivamente na situação de saúde das coletividades.

A Atenção Primária à Saúde (APS) deve ser orientada pelos seguintes princípios (STARFIELD, 2002): primeiro contato; longitudinalidade; integralidade; coordenação; abordagem familiar; enfoque comunitário. Onde o primeiro contato é que ela seja o serviço de saúde mais acessível à população, em todos os sentidos e que, por isso mesmo, seja o primeiro recurso a ser buscado a cada novo problema ou novo episódio de um problema recorrente, a longitudinalidade é lidar com o crescimento e as mudanças de indivíduos ou grupos no decorrer de um período de anos, a integralidade exige que a APS reconheça as necessidades de saúde da população e os recursos para abordá-las e a coordenação é, portanto, um estado de estar em harmonia numa ação ou esforço comum.

No Brasil, há diversos programas governamentais relacionados à atenção básica, sendo um deles a Estratégia de Saúde da Família (ESF), que leva serviços multidisciplinares às comunidades por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por exemplo: consultas, exames, vacinas, radiografias e outros procedimentos são disponibilizados aos usuários nas UBSs e também Saúde na Hora, Médicos pelo Brasil, Conecte SUS, Previne Brasil, entre outros programas, ações e estratégias como incorporações para a qualificação e a garantia da integralidade da atenção à saúde ofertada à população brasileira.

Atualmente, o Brasil tem vivido nos últimos anos uma acelerada transição demográfica, epidemiológica e nutricional. A transição demográfica é caracterizada pelo ritmo de crescimento populacional provocado por mudanças nos níveis de fecundidade, natalidade e mortalidade.

Já a transição epidemiológica é caracterizada por mudanças nos padrões de morbimortalidade relacionados principalmente à redução da mortalidade precoce, aumento da expectativa de vida ao nascer tornando a população mais idosa, processo intenso de urbanização e mudanças socioculturais. O conceito de transição nutricional, que se configura dentro do modelo de transição epidemiológica, refere-se à mudanças nos padrões de nutrição, devido à modificação da alimentação, consequente de transformações demográficas e epidemiológicas.

Especificamente, entende-se a Transição Nutricional uma mudança nos padrões de problemas nutricionais de uma população, em geral uma mudança da desnutrição para a obesidade que está apresentando um agravo nutricional associado a doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, câncer e diabetes.

As transições demográfica, epidemiológica e nutricional manifestam-se em conjunto devido à agravos de saúde resultantes do mesmo problema, que é a alimentação inadequada e má nutrição. A presença de desnutrição, obesidade, anemia e diabetes, principalmente numa mesma família, comprovam a insegurança alimentar e nutricional que no Brasil está associada à negação do direito ao acesso a alimentação necessária à vida e alimentação inadequada.

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