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A genética de populações e as manifestações craniofaciais

Por:   •  7/4/2021  •  Trabalho acadêmico  •  2.143 Palavras (9 Páginas)  •  9 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA –

CAMPUS UVARANAS

O uso da genética na Odontologia,

 aplicações e conceitos

Introdução

Esse texto acadêmico vai abordar a utilização de células tronco, a associação da hipomineralização dos molares e incisivos, e a relação das cáries dentárias com a genética na odontologia.

As células tronco estão sendo muito utilizadas como importantes ferramentas para o auxilio no combate de doenças, como câncer, degeneração neuronal, em pessoas paraplégicas e tetraplégicas. As células são muito utilizada na odontologia, no tratamento de cáries, endodontias, periodontites, implantes dentais, dentre tantos outros. O grande diferencial das células tronco são a capacidade de auto renovação e a competência de se produzir em pelo menos um tipo celular especializado. As células-tronco embrionárias são derivadas de embriões que se desenvolvem de óvulos fertilizados in vitro, e são chamadas de totipotentes tendo a capacidade de se diferenciar de qualquer tipo celular. As células tronco originadas da mesoderme, ectoderme e endoderme são chamadas de pluripotentes e conseguem dar origem a qualquer tipo celular. As células tronco adultas são denominadas multipotentes, não especializadas, são encontradas em órgãos e tecidos, como a córnea, medula óssea, fígado, sangue, retina, entre outros, elas tem alta capacidade de plasticidade, onde estão presentes tem a função de manter e reparar os tecidos. As células da polpa dentária estão sendo extremamente utilizadas por pesquisadores. Vários estudos e pesquisas apontam que a utilização de células tronco para a regeneração e formação dentaria estão perto de se concretizar, esse acontecimento seria um novo começo para as pessoas que são desdentadas e que por algum motivo não conseguem utilizar próteses ou implantes.

Quando se fala de cáries, normalmente se associa a falta de higiene bucal e a ingestão de muitos doces, no entanto, estudos mostram que existem outros fatores que estão relacionados à propensão de cáries, pesquisas averiguaram marcadores genéticos específicos do DNA para comprovar que as caries também estão relacionadas com a genética. Dependendo da situação, as lesões podem ser graves e caso as cáries não sejam tratadas adequadamente, o individuo pode ficar com várias sequelas como não conseguir mastigar os alimentos, problemas na hora de falar, no pior dos casos o paciente pode ter seus dentes extraídos. Pessoas com menores condições financeiras sofrem mais para terem acesso a uma boa rede de informação, muitas vezes não conseguem fazer consultas frequentes com dentistas, por isso, o número de pessoas com cáries é tão alto, além desses fatores externos como a condição socioeconômica, a suscetibilidade das cáries também depende muito dos fatores genéticos. A alimentação das pessoas também é um fator que se deve observar, ela pode alterar o biofilme dentário ocasionando bactérias e favorecendo o surgimento de cáries.

A hipomineralização dos molares e incisivos é uma alteração que acontece no esmalte dos dentes, ela vem sendo cada vez mais estudada, diversas pesquisas estão sendo feitas, isso inclui testes em animais e pessoas, com diferentes faixas etárias, aspecto socioeconômico, fatores demográficos, durante essas pesquisas foi descoberto que a HMI é um dos grandes problemas da saúde publica, os ameoblastos são células sensíveis responsáveis pela formação do esmalte, caso essas células forem afetadas na maturação do esmalte ou na fase tardia da mineralização, que sofre influencia de processos que estão sob o domínio genético, um defeito pode ocorrer causando a hipomineralização. Os pacientes que apresentam a maior frequência de ter a HMI têm de 6 a 9 anos, essas crianças tem a maior probabilidade de irem mais vezes ao dentista do que as outras que não apresentam essa alteração. É fato que os fatores ambientais podem alterar a expressão do gene, no entanto sozinhos eles não seriam capazes de produzir um novo fenótipo dentário que é tão presente na vida das pessoas, estudos vêm mostrando que as condições do individuo, o período pré e pós-natal também estão ligados a HMI, no entanto, um dos principais responsáveis pelas alterações são os fatores genéticos. As variações de genes na formação do esmalte favorece o aumento de casos dessa doença, estudos afirmam que existe um gene principal que é o responsável pelo surgimento das cáries. O trabalho vai abordar a questão da influência dos fatores genéticos na etiologia da HMI, colocando em evidência a relação com os genes e seus fatores casuais.

 

Células tronco

As células tronco são caracterizadas como células indiferenciadas que se auto renovam, tem a capacidade de se diferenciar em diversos tipos celulares e de produzir pelo menos um tipo celular especializado, elas estão sendo muito testadas e estudadas para que possam contribuir na odontologia, como por exemplo, ajudando na restauração de tecidos bucais e órgãos, mas para que isso ocorra é necessário o uso de uma matriz extracelular, células tronco e proteínas sinalizadoras que também são conhecidas como fatores de crescimento. Sua principal fonte são as medulas ósseas, as células tronco mesenquimais e as células encontradas na polpa dental estão sendo muito exploradas, a primeira é encontrada na região periodontal e tem a função de reparar o ligamento periodontal, já a segunda esta presente nos dentes decíduos, o problema é que elas não sobrevivem por muito tempo depois que o dente cai, então seria necessário que essas células fossem armazenadas corretamente. A utilização das células tronco na odontologia tem suas vantagens como a capacidade da célula em se proliferar e se diferenciar em vários tipos celulares, no entanto tem suas desvantagens como a instabilidade genética dessas células. A expressão da telomerase celular em tecidos normais esta ligada a presença de células tronco.

 Estudos comprovaram que as células tronco podem ser utilizadas para fins terapêuticos, essas células apresentam capacidade de regenerar tecidos humanos, ajeitar defeitos ósseos, pode ser usada no tratamento de doenças degenerativas. A perda de tecidos dentários no Brasil é muito alta, e isso piora a qualidade de vida das pessoas, por isso, pesquisadores estão estudando as células tronco para que elas possibilitem a substituição de um dente por um órgão capaz de substitui-lo sem muitas alterações, no lugar das próteses e implantes dentários.  A utilização de células tronco de tecidos adultos encontradas nas polpas dos dentes decíduos e permanentes são ótimas alternativas para não utilizar embriões humanos, já que em alguns países não se pode utilizar embriões humanos para fins de pesquisas, nessas polpas existem células que se diferenciam de outras células e dão origem a tecidos parecidos com o adiposo e o nervoso.

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