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MOA GIGANTE (Dinornis maximus)

Por:   •  20/8/2015  •  Trabalho acadêmico  •  1.091 Palavras (5 Páginas)  •  601 Visualizações

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MOA GIGANTE (Dinornis maximus)

Classificação científica da moa gigante

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Dinornithiformes

Família: Dinornithidae

Gênero: Dinornis

Espécie: Dinornis maximus (R. Owen,1843)         

                                                 

A descoberta

 Elas foram descritas pela primeira vez a partir de um pequeno fragmento de osso fossilizado em 1839 por Sir Richard Owen (1804-1892), um paleontólogo Inglês, que descobriu que o fragmento do fêmur teve a estrutura de favo de mel característico de um osso de pássaro, mas esta ave era muito maior. Mais tarde recebeu uma caixa de ossos do Major J. Michael da Madras Staff Corps de Middle Island, Nova Zelândia, hoje os ossos estão no Museu Britânico, No. A 161 no Departamento Paleontológico. Dinornis foi nomeada por Owen em 1843, e em 1869 teve publicações separadas por Owen e Julius Von Haast.

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Características gerais

A moa é uma ave que não voa, já não tinha mais as asas externas que foram reduzidas a dois ossos fundidos dentro de seu corpo (pois ao longo de milhões de anos encontrou com mais facilidade alimentos no chão); ela apareceu durante o período do Pleistoceno e viveu até a maior parte do Holoceno (2 milhões de anos até o século 17), o grupo era endêmico da Nova Zelândia. Existiam 11 espécies diferentes de Moas, está era a maior delas o Dinornis maximus (que significa "enorme, terrível pássaro") tinha entre 2,5m a 4m pesando em torno de 250 kg, seu corpo era volumoso e apoiado por pernas grossas e compridas e pés consideravelmente grandes, pescoço longo acompanhado de uma cabeça pequena com bico curvo e narinas bem desenvolvidas, suas penas assemelhavam-se a pelos. Podiam levar uma vida solitária ou em pequenos grupos familiares. Sua única predadora natural foi a maior águia que já existiu, a Águia de Haast.

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Habitat e nutrição

A moa foi o herbívoro dominante na Nova Zelândia e foi generalizada na floresta, terras arbustivas e áreas de dunas costeiras. Alimentavam-se de folhas, flores, sementes, arbustos, ervas, pasto e também comiam pedras para auxiliar no processo de digestão.

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Reprodução

A moa botava de 1 a 2 ovos grandes com aproximadamente 24 cm de altura e um diâmetro de 18 cm o que representa uma capacidade de 4,5 litros (correspondente a 80 ovos de galinha), acredita-se que os machos chocavam os ovos e as fêmeas saíam em busca de alimento. Segundo os estudos de DNA, os exemplares maiores eram as fêmeas, 1,5m mais altas e 2,8 vezes mais pesadas que os machos.

[pic 11][pic 12]Moa nidificando

Ovo de moa e ema                      

                                                       [pic 13] Ovo de moa e galinha

A extinção

 Sua extinção coincide com a chegada dos polinésios entre 1250 e 1300, que formaram a cultura do povo Maori, na Nova Zelândia; a moa foi uma óbvia fonte de alimento em uma terra sem mamíferos exceto o morcego, eles acreditavam que a carne de suas coxas lhe davam forças. Em sítios arqueológicos em toda a Nova Zelândia foram escavados fósseis que consistiam em ossos quebrados por ferramentas humanas, carbonizados, em forma de colares e anzóis e com marcas de dentes humanos, demonstrando serem os mesmos os responsáveis pela extinção da moa, que ocorreu em menos de 200 anos, nos quais foram mortos mais de 170 mil espécimes, antes da chegada dos colonizadores europeus no séc. 18. 

Os cientistas acreditam que a moa foi extinta por volta de 1500, a principal causa foi à caça excessiva, também morriam de doenças trazidas por aves migratórias e erupções vulcânicas. Acredita-se também que com a chegada de novos animais trazidos pelos europeus (como cães, ratos, etc.) foram reduzidas suas fontes de alimento e habitat, o que propiciou seu desaparecimento.

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Consequências

Uma equipe de paleontólogos australianos descobriu enterrados em grutas nas rochas dejetos de Moa gigante, o que ajuda a descobrir como era a Nova Zelândia antes da chegada do homem.

Alguns dejetos tinham até 15 centímetros de comprimento e foram datados de um período entre os quatro mil anos e poucas centenas de anos atrás, explicou Alan Cooper, diretor do Centro australiano para o ADN antigo, na Universidade de Adelaide. Ele diz que a equipe encontrou plantas com menos de 30 cm nos dejetos, o que significa que elas também comiam plantas do gênero pastagem.

 Contudo, os paleontólogos encontraram muitas espécies de plantas que estão atualmente ameaçadas ou são raras, sugerindo que a extinção da moa teve um impacto na sua capacidade de reprodução ou dispersão.

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