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A Diretrizes para descarte de água produzida

Por:   •  19/11/2017  •  Artigo  •  1.903 Palavras (8 Páginas)  •  227 Visualizações

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[pic 1]

 Usuário ou Cliente:

UO-BS

 Folha:

1 de

 Programa ou Projeto:

PETROBRAS

 Área ou Unidade:

PROJETO PILOTO DE LULA – FPSO  Cidade de Angra dos Reis

UO-BS/ATP-C/OP-FPSO-CAR

DIRETRIZES PARA TRATAMENTO E DESCARTE DE ÁGUA PRODUZIDA E OLEOSA

ÍNDICE DE REVISÕES

Rev.

DESCRIÇÃO

0

ORIGINAL

REV. 0

REV. A

REV. B

REV. C

REV. D

REV. E

REV. F

REV. G

REV. H

 DATA

11/02/2015

/2010

 EXECUÇÃO

U44Z

 VERIFICAÇÃO

 APROVAÇÃO

Rafael Bassan


  1. Referências

- Licença de Operação do Piloto de Lula, emitida pelo IBAMA
- MARPOL - Convenção Internacional para Prevenção da Poluição por Navios
- Resolução CONAMA nº 393/2007
-Padrão
 PE-5ED-00147 - AMOSTRAGEM DE ÁGUA PRODUZIDA PARA ATENDIMENTO AO CONAMA 393/2007

  1. Símbolos e abreviaturas

 Oil Record Book – Em todos os navios de carga, onde Convenção MARPOL é aplicável, deve-se ter um livro de registro de óleo, onde o engenheiro-chefe irá anotar         todas as transferências e descargas de petróleo ou de descartes dentro do navio.

Skim Vessel – Primeiro vaso da planta de processamento de água produzida.

Tanque off-spec Tanque de carga para onde é direcionado água produzida fora de especificação para descarte

TOG –Teor de Óleos e Graxas, medida da quantidade de óleo presente na água oleosa e produzida em mg/L

Água Oleosa – Água proveniente do sistema de drenagem aberta do FPSO

Água Produzida – Água proveniente do reservatório, produzida juntamente com o Petróleo

RP (Razão de Pressão) – Razão entre o diferencial de pressão do lado do óleo (rejeito) e do lado da água tratada. Variável de controle dos Hidrociclones

  1. Objetivos

Tratar e descartar a água produzida, respeitando os parâmetros estabelecidos para o processo, e requisitos legais para descarte no mar.

  1. Especificações da para Descarte de Água Produzida/Oleosa

4.1 Atendendo ao disposto na Resolução CONAMA nº 393/2007, o TOG (por gravimetria) da água produzida descartada no mar não pode ultrapassar a média mensal de 29 mg/L, admitindo-se valores de picos diários de até 42 mg/L. O descarte de água produzida exclusivamente só é garantida quando feito o alinhamento Tratador de Óleo->Skim Vessel->Hidrociclone->Flotador->Overboard. Quando houver descarte de água oleosa proveniente da drenagem da embarcação, ou mistura entre água oleosa e produzida, deve-se limitar o TOG do descarte em 15 mg/L em atendimento a MARPOL e Nota Técnica IBAMA 01/11. A coleta de amostras para análise gravimetria deve ser realizada conforme descrito no item 5.3 em qualquer uma das situações.

4.2 Caso haja descontrole da planta de tratamento de água produzida, o descarte deverá ser alinhado para o tanque off-spec enquanto persistir o descontrole. Após tratada novamente na planta de água, esta poderá ser descartada para o mar, respeitando-se os limites descritos acima.

  1. Procedimento

5.1 Detalhamento das Atividades de Processo

O fluido proveniente dos poços produtores contém óleo, gás e água, que são separados na planta de processo. A água é retirada nos separadores de água livre (MBD-1015), tratador de óleo (MBK-140), separador de teste (MBD-1010) e separador de produção (MBD-1125). Esta água separada segue para o Skim Vessel (MBM-3610), vaso que funciona como acumulador e permite manter o fluxo para a planta de tratamento o mais uniforme possível. Neste vaso o óleo livre é separado por gravidade, sendo enviado para os tanques slops. A água é enviada para os hidrociclones (ZBM-3620 A/B), e em seguida para o flotador visando o enquadramento da água produzida, dentro dos limites de TOG, permitindo assim o descarte para o mar.

5.1.1 Skim Vessel

Água produzida é enviada para o vaso Skim Vessel via um dispositivo ciclônico que promove a separação de gás e óleo presentes na corrente. O óleo livre forma um filme e se acumula em um recipiente no interno do vaso, de onde é enviado para os tanques Slops da unidade. Água então é drenada pelo fundo e enviada aos hidrociclones.

5.1.2 Hidrociclones (ZBM-3620 A/B)

A água oleosa que vem sob pressão do Skim Vessel entra tangencialmente em cada um dos liners dos hidrociclones. Pelo movimento centrífugo a parte pesada da emulsão (água) desloca-se para a parede interna (periferia do fluxo) do liner e escoa pela parte cônica dos liners. O óleo, mais leve, é deslocado para o núcleo do ciclone formado e sai pelo orifício de rejeito. O rejeito é direcionado para o sistema de drenagem fechada (Slop Vessel)

Os hidrociclones foram
projetados para reduzir o TOG a menos de 100 ppm quando opera dentro dos parâmetros de projeto. Os hidrociclones do FPSO CAR são do tipo Liners em vaso de pressão, sendo composto por 2 unidades a 50%, cada uma com 2 câmaras independentes. Deve-se definir o número de hidrociclones e câmaras, de acordo com as vazões de água produzida processada. A eficiência dos hidrociclones é reduzida com vazões abaixo destes intervalos e, para vazões mais altas, ocorrerá restrição de fluxo.

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