Avaliação Da Variação Da Temperatura
Por: Rafaeltrx • 1/4/2026 • Projeto de pesquisa • 4.064 Palavras (17 Páginas) • 16 Visualizações
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ – UEM CENTRO DE TECNOLOGIA – CTC DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL – DEC
RAFAEL CORREIA ALMEIDA ANDRADE RA: 91897
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
“AVALIAÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DE COMPACTAÇÃO EM MISTURAS ASFÁLTICAS DENSAS”
RAFAEL CORREIA ALMEIDA ANDRADE RA: 91897
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
“AVALIAÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA DE COMPACTAÇÃO EM MISTURAS ASFÁLTICAS DENSAS”
Artigo apresentado como parte dos requisitos necessá- rios para aprovação no componente curricular Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Civil da Univer- sidade Estadual de Maringá.
Orientador: Prof. Dr. Jesner Sereni Ildefonso .
Sumário
Páginas
- Resumo 4
- Introdução 4
- Referencial teórico 5
- Materiais e Métodos 7
- Considerações iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
- Materiais utilizados na mistura asfáltica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
- Agregados britados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
- Ligante asfáltico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
- Compactação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
- Determinação do teor de ligante de projeto e compactação Marshall de dosagem 10
- Ensaios de caracterização mecânica 10
- Ensaio do módulo de resiliência por compressão diametral 10
- Ensaio de resistência à tração 11
- Resultados 11
- Ensaio de módulo de resiliência por compressão diametral 11
- Ensaio de tração por compressão diametral 12
- Discussão dos Resultados 12
- Módulo de Resiliência 12
- Resistência á Tração 13
7 13
8 13
[pic 3][pic 4]Resumo[pic 5]
A mistura asfáltica densa com ligante convencional é composta por ligante asfáltico e agregado britado de origem basáltica, cuja temperatura de compactação influencia diretamente sua qualidade e desempenho. O ligante asfáltico, um material termoviscoelástico, sofre vari- ações na viscosidade conforme a temperatura, impactando sua trabalhabilidade e resistência mecânica.
A compactação em temperatura inadequada pode comprometer o pavimento: tempe- raturas abaixo da ideal aumentam a viscosidade do ligante, dificultando a compactação e au- mentando o volume de vazios, reduzindo a resistência. Já temperaturas elevadas podem levar à segregação entre agregado e ligante, causando exsudação e trincas prematuras.
A pesquisa foi realizada no Laboratório de Pavimentação da UEM, utilizando agregado britado de origem basáltica e CAP 50/70. Foram moldados corpos de prova compactados em diferentes temperaturas (115°C a 155°C) para avaliar os impactos no módulo de resiliência e resistência à tração. O ensaio de módulo de resiliência seguiu a norma DNIT 135/2018-ME, enquanto o ensaio de resistência à tração foi conduzido conforme a norma DNIT-ME 136/2018. Os resultados indicaram que a temperatura de compactação influencia diretamente as propriedades mecânicas da mistura asfáltica. O módulo de resiliência apresentou tendência crescente até a temperatura ideal (139°C), estabilizando em temperaturas superiores. Dentro da faixa de temperatura analisada na pesquisa, não foi identificada perda de adesividade, uma vez que o RT apresentou um aumento contínuo. Desvios significativos na compactação podem[pic 6][pic 7][pic 8][pic 9][pic 10][pic 11][pic 12][pic 13][pic 14]
comprometer a durabilidade e funcionalidade do pavimento.
Dessa forma, a pesquisa reforça a importância do controle rigoroso da temperatura de compactação, garantindo maior durabilidade e segurança do pavimento, minimizando o surgi- mento de patologias e proporcionando uma vida útil maior.[pic 15][pic 16]
Introdução
A mistura asfáltica é composta pela combinação de ligante asfáltico e agregado mineral, é classificada como densa quando os agregados apresentam uma curva granulométrica continua, bem graduada e com poucos vazios de ar disponível.
O ligante tem a função de aglutinar os agregados formando uma massa coesa e resistir as solicitações de tração do pavimento, o cimento asfáltico de petróleo (CAP) como o ligante betuminoso também é chamado, é um material termoviscoelástico, o que significa que a tem- peratura influencia diretamente nas suas propriedades física, quanto maior a temperatura um comportamento mais liquido obteremos assim inversamente quanto menor a temperatura um comportamento mais próximo de um sólido resultara. Todos os ensaios realizados para medir suas propriedades físicas têm temperaturas especificadas.
A produção da mistura asfáltica é realizada em uma usina estacionaria onde os compo-
nentes entram em temperatura adequada para sua homogeneização. A escolha da temperatura de mistura e compactação é determinada a partir da curva viscosidade-temperatura do ligante escolhido.
Deve-se levar em consideração que haverá perda de temperatura da mistura asfáltica nos processos de carregamento na usina, transporte e descarga até o local de aplicação. A faixa de temperatura de compactação deve ser atendida pois está diretamente relacionado com a qualidade, trabalhabilidade, funcionalidade e vida útil do pavimento.
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