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Importância da coleta seletiva

Por:   •  30/3/2015  •  Trabalho acadêmico  •  4.780 Palavras (20 Páginas)  •  68 Visualizações

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IMPACTO AMBIENTAL CAUSADO PELA FALTA DE COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE CARUARU

SUMÁRIO

5.1

IMPACTO AMBIENTAL...................................................................

5.1.1 Degradação do Meio Ambiente..............................................

5.1.2 Desenvolvimento e Meio Ambiente........................................

5.1.3 Gerenciamento Ambiental......................................................

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5.2

RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS REAPROVEITÁVEIS...............

5.2.1 Caracterização dos Resíduos................................................

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5.3

CONCEITOS E DISCUSSÕES SOBRE COLETA SELETIVA E RECICLAGEM.................................................................................

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5.4

LEGISLAÇÃO..................................................................................

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1 INTRODUÇÃO

Sabe-se que a produção de resíduos sólidos, mais comumente conhecidos como lixo, no mundo se constitui atualmente em um dos maiores problemas do planeta. Não é diferente aqui no Brasil, quando são produzidos milhares de toneladas desses resíduos a cada ano que se passa, toneladas essas que em sua grande maioria são indevidamente descartadas, causando um impacto ambiental negativo de grandes e profundas proporções ao meio ambiente, especialmente quando o processo de coleta seletiva não é utilizado.

Para se ter ideia, pesquisas realizadas por Mandarino (2002), já no início dos anos 2000, apontavam que a coleta de lixo em cidades médias chegava a mais de 100 mil toneladas diárias de resíduos, devendo-se destacar que cerca de 20% do lixo doméstico não eram coletados, quando, na maioria dos casos, cerca de 50% do coletado iam para lixões a céu aberto, apenas 25% iam para aterros mais ou menos adequados, e para reciclagem iam apenas ínfimos 1%.

Por isso que Jacobi e Ferreira (2006) afirmam que o crescimento da geração de resíduos sólidos urbanos, em uma taxa bastante superior ao crescimento populacional, faz com que milhares de toneladas de lixo sejam diariamente despejadas em lixões ou em aterros sanitários, encurtando sua vida útil.

É importante destacar que grande parte dos materiais que constituem os resíduos sólidos, ou apenas lixo, demora muitos e muitos anos para se decompor, levando assim, a uma rápida saturação dos aterros sanitários, como, por exemplo, os copos de plástico, que demoram de 200 a 450 anos para se degradar; as garrafas de vidro ou de plástico, que demoram mais de 500 anos e as latas de alumínio, as tampinhas de garrafa, as pilhas e as baterias, que demoram entre 100 a 500 anos (GRIPPI, 2006).

Isso faz com que no Brasil os problemas ambientais venham se multiplicando em uma realidade inversa à sua resolução, passando seus impactos a terem grande visibilidade, por exemplo, no aumento de enchentes; na contaminação cada vez maior das águas, comprometendo, dessa forma, em termos de quantidade e qualidade, os recursos hídricos; nas dificuldades de gestão dos resíduos sólidos; na interferência crescente do despejo indevido desses resíduos em áreas potencialmente degradáveis em termos ambientais; e também no agravamento da qualidade do ar (JACOBI, 2006).

E, assim, esse excesso de resíduos sólidos no meio ambiente vem causando inúmeros problemas ambientais e também de saúde à população, necessitando de uma maior demanda por serviços de coleta pública, destacando-se que esses resíduos, quando não coletados e adequadamente tratados, provocam efeitos diretos e indiretos na degradação do meio ambiente e também na saúde da população, colocando em risco todos os meios de vida existentes e comprometendo o equilíbrio ambiental, o que faz com que seja necessário que sejam tomadas decisões importantes e urgentes e empregadas medidas positivas no sentido de se tentar solucionar essa situação através das melhores alternativas possíveis.

Dentre as várias alternativas existentes para se tentar solucionar esses problemas, ou, pelo menos, tentar minimizá-los, as melhores alternativas consistem justamente na coleta seletiva e na reciclagem desses resíduos, posto que tanto a coleta seletiva quanto a reciclagem podem contribuir bastante para minimizar os impactos ambientais gerados pelos resíduos sólidos em uma dada região, beneficiando, assim, diretamente não apenas o meio ambiente, mas também a população local.

Tem-se que com a coleta seletiva, os materiais recicláveis dentre os resíduos sólidos descartados pela população em geral são separados ainda na origem, ou seja, diretamente no local onde esses resíduos são gerados, como por exemplo, em residências, empresas, escolas, condomínios etc., sendo então transportados e conduzidos para a reciclagem, o que já aqui deixa evidente que a coleta seletiva, por sua vez, instiga, facilita e estimula a reciclagem, na medida em que os materiais coletados separadamente, por estarem mais limpos e não estarem misturados ao lixo em geral, têm maior valor comercial e maior potencial de aproveitamento no mercado, se constituindo em uma grande oportunidade de geração de renda para aquelas pessoas que sobrevivem da reciclagem, os conhecidos catadores de recicláveis, bem como também em fonte renovável de matéria-prima, tendo em vista que os materiais recicláveis apresentam pouco aproveitamento, perdendo bastante seu valor comercial, quando estão misturados ao lixo com matéria orgânica, como sobras de alimentos, bem como com rejeitos, como lixo de banheiro, pilhas, baterias, dentre outros (ABREU, 2001).

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