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Panorama da Energia Heliotermométrica no Brasil

Por:   •  9/2/2019  •  Artigo  •  6.268 Palavras (26 Páginas)  •  13 Visualizações

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panorama DA HELIOTERMIA NO BRASIL: POLÍTICAS DE energia, pesquisa e pROJETOS EM DESENVOLVIMENTO.

RESUMO

Este artigo aborda o tema da Energia Heliotérmica e o enorme potencial brasileiro de geração dessa energia pelas condições climáticas e geográficas do Brasil, que tem regiões áridas, secas e planas, com baixa presença de nuvens e altos níveis de radiação solar.  O objetivo deste artigo é apresentar a situação atual das políticas, da pesquisa e dos projetos em desenvolvimento no setor de energia heliotérmica no Brasil, focando nas comunicações apresentadas em eventos relevantes na área de Heliotermia no final de 2017. Será apresentada uma revisão bibliográfica com as quatro tecnologias conhecidas internacionalmente como CSP (Concentrated Solar Power) e um panorama das políticas de energia, da recente pesquisa e dos projetos em desenvolvimento. O panorama foi dividido em subtemas que compreendem o Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, o Projeto Energia Heliotérmica de Cooperação Internacional, a Chamada Estratégica 019/2015 da ANEEL e o Centro de Referência em Energia Solar em Petrolina - PE.

Palavras-chave: CSP. Energia Heliotérmica. Políticas de Energia. PD&I.

  1.  INTRODUÇÃO

O Ministério de Minas e Energia do Brasil, a partir de dados da EPE - Empresa de Pesquisa Energética, prevê um aumento considerável no consumo de energia elétrica no país nos próximos anos: de 470.918 GWh, medidos em 2015, para 741.000 GWh em 2026. Segundo dados do Plano Decenal de Expansão de Energia, o PDE 2026, a capacidade instalada de geração elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN[1]), que em 2016 foi de 148,4 GW, sobe para 212,5 GW. (MME/EPE, 2017, p. 247).

Ao mesmo tempo em que cresce a demanda por energia elétrica, o mundo enfrenta seus desafios em relação às questões ambientais, buscando a diminuição da geração de energia através de combustíveis fósseis, responsável pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE), cuja concentração tem causado o aumento da temperatura média global.

A substituição por fontes de geração de energia elétrica renováveis é uma tendência (e necessidade) mundial e o Brasil, como país participante do Acordo de Paris[2], tem grande potencial para cumprir os compromissos de combate às mudanças climáticas assumidos na COP-21, a 21a Conferência do Clima ocorrida em dezembro de 2015.  

O setor de energia elétrica no Brasil é considerado único no mundo: “é um sistema hidrotérmico de grande porte, com forte predominância de usinas hidrelétricas e com múltiplos proprietários.” (CGEE, 2015, p.9) Apesar da maior fonte de geração de energia ser a hidráulica, considerada renovável, limpa e segura, essa fonte produz um forte impacto ambiental devido às áreas alagadas pelos reservatórios.

Uma fonte que está se destacando no cenário energético do mundo é a energia heliotérmica, também conhecida como CSP (Concentrated Solar Power), que converte energia solar em energia elétrica de forma bastante similar à geração termoelétrica convencional.

Para a captação, é posicionada sobre o solo uma grande quantidade de espelhos que refletem a componente solar para um receptor, onde circula um fluido de trabalho, então aquecido a altas temperaturas. O calor é armazenado por este líquido, servindo para aquecer a água dentro da usina e gerar vapor. Esse vapor movimenta uma turbina produzindo energia elétrica. (LODI, 2011; ENERGIA HELIOTÉRMICA, 2017).

A grande vantagem dessa tecnologia é a possibilidade de armazenamento da energia elétrica em forma de calor, o que torna possível gerar energia em dias nublados ou durante a noite.

O Brasil é um país com enorme potencial de geração dessa energia pelas suas condições climáticas e geográficas já que tem disponíveis regiões áridas, secas e planas, com baixa presença de nuvens e altos níveis de radiação solar.  

Ainda não se tem nenhuma usina de energia heliotérmica em funcionamento, mas através do Ministério das Minas e Energia (MME) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Brasil busca fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico para o aproveitamento de energia solar no país.

Este artigo pretende apresentar um panorama das políticas energéticas, da pesquisa e dos projetos em desenvolvimento no Brasil, de forma a colaborar com novas proposições.

Para nortear a escolha dos temas que são apresentados neste artigo, tomou-se como referência no tempo a finalização do Projeto de Cooperação Internacional Energia Heliotérmica, fruto da parceria da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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