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Segurança do trabalho Ergonomia

Por:   •  17/4/2016  •  Monografia  •  14.715 Palavras (59 Páginas)  •  1.812 Visualizações

Página 1 de 59

O objeto dessa Trabalho de Conclusão de Curso demonstrar os riscos presentes na Cozinha Industrial e as formas de prevenção e proteção.
No primeiro momento apontaremos aspectos doutrinários, passando pela evolução histórica da Cozinha Industrial em nosso país, será exposta toda legislação pertinente as Normas regulamentadoras aplicáveis.
Para o desenvolvimento deste trabalho iremos demonstrar os riscos em que os trabalhadores desse ramo estão expostos todos os momentos em suas atividades laborativas em sua jornada de trabalho, para tal, foram feitas várias pesquisas de campo para uma análise criteriosa de todos os agentes que possam oferecer riscos a saúde e segurança do trabalhador que estão presentes na Cozinha.
Trazendo soluções baseadas na Legislação vigente, buscando a Segurança dos trabalhadores e auxiliando os empregadores sobre as adequações que devem serem feitas em uma Cozinha.

Palavras Chaves: Cozinha Industrial, Riscos, Proteção e Prevenção.







ABSTRACT


The Object That Work Course Conclusion demonstrate Risks THESE Industrial Kitchen and as Prevention and Protection Methods.
No First Moment will point outdoctrinal aspects, Passing By Historical evolution of industrial kitchen in our country, it will be exposed All relevant legislation as applicable regulatory standards.
Development THIS WORK ON THE we will demonstrate Risks que OS Workers Exposed station In this branch of All times laborativas ITS ACTIVITIES IN YOUR journey of Work, paragraph such SEVERAL Were Made paragraph Field research Careful Analysis of All Agents That might offer Health Risks and worker safety that are present in the kitchen.
Bringing based solutions nd current legislation, seeking the safety of workers and assisting employers OS On the adequacy que they should Be Made in One Kitchen.
Key Words: Commercial Kitchen, Rich, Protection and Prevention.











LISTA DE FIGURAS

Figura 01: Antiga Cozinha Industrial.......................................................................03
Figura 02: Nova Cozinha Industrial........................................................................05
Figura 3: Vista do setor de Recepção/Pré-preparo de Matéria Prima e Estocagem......07
Figura 4: Vista da Despensa ..................................................................................08
Figura 5: Vista das áreas de preparo......................................................................09
Figura 6: Vista da área de cocção .........................................................................10
Figura 7: Vista da área de cocção (com caldeirões)...............................................11
Figura 8: Vista do depósito de material de limpeza................................................13
Figura 9: Vista dos sanitários para os funcionários...............................................14
Figura 10: Vista da área de distribuição.......................................................15 Figura 11: Fatiador de Frios....................................................................................31
Figura 12 : Panelões/ Caldeirões............................................................................31
Figura 13: Fritadeira Elétrica...................................................................................32
Figura 14 : Fogão Industrial....................................................................................32
Figura 15: Dedos embraqueçados devido à doença..............................................40
Figura 16: Anatomia do ouvido humano.................................................................43
Figura 17: EPI’s utilizadas em locais frios..............................................................56
Figura 18 : Protetor auricular de inserção...............................................................63
Figura 19: Botas utilizadas nas cozinhas................................................................64
Figura 20: Luva para proteção das mãos dos ricos da baixa temperatura.............69
Figura 21: Vestimenta correta para o acesso a câmara fria ..................................70
Figura 22: Luva de malha de aço...........................................................................71
Figura 23: Luva térmica..........................................................................................71






LISTA DE ABREVIATURAS



ANVISA: Agencia Nacional De Vigilância Sanitária
CA: Certificado De Aprovação
CID: CódigoInternacional De Doença
CIPA: Comissão Interna De Prevenção De Acidentes
CLT: Consolidação Das Leis Trabalhistas
CNAE: Classificação Nacional De Atividades Econômicas
CVS: Centro De Vigilância Sanitária
dB: Decibéis
DDS: Dialogo Diário De Segurança
EPC: Equipamento De Proteção Individual
EPI: Equipamento De proteção Coletiva
IT: Instrução Técnica
NR: Norma Regulamentadora
RDC: Resolução Da Diretoria Colegiada
SAMU: Serviço De Atendimento Móvel De Urgência
SESMT: Serviço Especializado em Segurança e Medicina Do Trabalho






SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 2
2. HISTÓRIA DA COZINHA INDUSTRIAL 3
3. SETORES DA COZINHA INDUSTRIAL 6
3.1 Setor de Recepção/Pré-preparo de Matéria Prima e Estocagem 6
3.2 Setor de Armazenamento (Despensa) 7
3.3 Setores de Pré-Preparo 8
3.3.1 Pré-Preparo de Vegetais 9
3.3.2 Pré-Preparo de Carnes, Aves e Peixes 9
3.4 Setor de Cocção 10
3.5 Higienização de Utensílios da Cozinha/Refeitório 12
3.6 Depósito de Material de limpeza (DML) 12
3.7 Sanitários/Vestiários dos Funcionários 13
3.8 Setor de Distribuição 14
4. Segurança Do Trabalho Na Cozinha Industrial 16
4.1 Identificação Do Riscos Ambientais 16
4.1.1 Risco nas Cozinhas Industriais 18
4.2 Acidente (Mecânicos) 19
4.3 Competências do técnico em Segurança do Trabalho 19
4.3.1 Mapa De Risco 21
4.4 Equipamentos de Proteção 22
4.4.1 Equipamentos de Proteção Coletiva 22
4.4.2 Equipamentos de Proteção Individual 23
4.5 Controle de Pragas e Vetores 24
4.5.1 Formas de tratamento 26
4.5.2 Medidas preventivas 27
4.5.3 A Importância da CIPA 28
4.5.4 Equipamentos na Cozinha Industrial 30
4.6 PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 32
5. DOENÇAS OCUPACIONAISCAUSADAS NA COZINHA INDUSTRIAL 35
5.1 Calor 35
5.1.1 Vasodilatação periférica 35
5.1.2 Ativação das glândulas sudoríparas 36
5.1.3 Esgotamento por Calor 36
5.1.4 Choque térmico 37
5.1.5 Intermação 37
5.1.6 Dermatoses Ocupacionais 37
5.1.7 Afecções respiratórias 38
5.1.8 Efeitos no trabalho 38
5.2 Frio 39
5.2.1 Frostbite 39
5.2.2 Fenômeno de Raynaud 40
5.2.3 Frieiras (Perniose) 41
5.2.4 Urticária 41
5.2.5 Pé-de-imersão ou pé-de-trincheira 41
5.2.6 Efeitos no trabalho 41
5.3 Ruído 42
5.3.1 Som e Ruído 42
5.3.2 Efeitos do Ruído no organismo 44
5.3.3 PAINPSE- Perda Auditiva Induzida Por Níveis De Pressão Sonoros Elevados 44
5.3.4 Trauma acústico 44
5.3.5 Perda auditiva temporária 44
5.3.6 Perda auditiva permanente 45
5.3.7 Efeitos No Trabalho 45
5.4 Umidade 46
5.4.1 Umidade relativa do ar 46
5.4.2 Efeitos no organismo 46
5.4.3 Efeitos no trabalho 46
5.5 Risco De Acidentes 47
5.5.1 Acidentes na cozinha industrial 47
5.5.2 Recomendações 47
5.6 Procedimentos De Primeiros Socorros Na Cozinha Industrial 48
5.6.1 Ferimentos 48
5.6.2 Choque Elétrico 49
5.6.3 Envenenamento 49
5.6.4 Entorses 49
5.6.5 Luxações 50
5.6.6 Fraturas 50
5.6.7 Engasgo 50
5.6.8 Acidentes com gás de cozinha 51
5.6.9 Queimaduras 51
6. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DOS RISCOS AMBIENTAIS 53
6.1 Risco Físico- Calor 53
6.2 Risco Físico- Frio 56
6.3 Risco Físico- Ruído 59
6.4 Risco Físico- Umidade 64
7. PESQUISA EM CAMPO 65
8. LEGISLAÇÃO 74
9. CONCLUSÃO 80
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 82











1. INTRODUÇÃO
No Brasil, o mercado de refeições coletivas registra saltos de crescimento expressivos e, dada a importância do setor de alimentação coletiva na economia nacional, a estimativa é de que esse segmento tenda a crescer. Entretanto, as atividades desenvolvidas em cozinhas industriais apresentam características que podem desencadear doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.
Estudos apontam para uma preocupação com o ambiente de trabalho, bem como com as características organizacionais que interferem na saúde dos mesmos.
Apesar dos avanços que vem sendo incorporados ao setor em relação a métodos de trabalhos e equipamentos os locais destinados ao preparo e degustação apresentam em geral condições físicas inadequadas como arranjo físico, instalações precárias, riscos de queda, corte, queimaduras, higienização e curto circuito, o que prejudica não só a saúde e a qualidade de vida do trabalhador como também a qualidade dos alimentos produzidos.
Em relação às condições de trabalho, os principais problemas apontados referem-se ao desconforto térmico e a problemas ergonômicos relacionados ao trabalho em pé e tarefas repetitivas. Através do presente estudo, verificou-se que, apesar das condições de trabalho e riscos identificados, é possível adotar medidas a fim de adequar as instalações, de forma a não só melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, como também atender as exigências legais em relação às condições sanitárias das mesmas.



2. HISTÓRIA DA COZINHA INDUSTRIAL
No início da história humana, os alimentos eram vegetais ou animais caçados para esse fim e consumidos crus; com a descoberta do fogo ,os alimentos passam a ser cozinhados, o que aumentou a sua digestão, possibilitando o desenvolvimento orgânico do homem.
As descobertas da agricultura e da pecuária foram outrosfatores que melhoraram, não só a qualidade dos alimentos, mas também a sua quantidade. Finalmente, as técnicas de fertilização do solo e do controlo de pragas e, mais recentemente, a modificação genética dos animais e plantas de cultura, levaram a um maior rendimento na sua produção.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Culin%C3%A1ria
A preparação dos alimentos teve uma história paralela a esta, com os desenvolvimentos tecnológicos modificando gradualmente os utensílios e as técnicas culinárias.
A Culinária é a arte de confeccionar alimentos e foi evoluindo ao longo da história dos povos para tornar-se parte da cultura de cada um. Variam de região para região, não só os ingredientes, como também as técnicas culinárias e os próprios utensílios. Por exemplo, a cataplana é um recipiente para cozinhar alimentos típico do Agarve, equivalente à Tajine de Marrocos. A alheira de Mirandela é um dos alimentos mais exclusivos da cozinha portuguesa, enquanto que no Brasil , os pratos típicos incluem a feijoada e o churrasco.
A cozinha muitas vezes reflete outros aspetos da cultura, tais como a religião – a carne de vaca é tabu entre os hindus, enquanto que a de porco é proibida entre os muçulmanos e judeus – ou determinadas posições políticas, como o vegetarianismo em que não são consumidos alimentos provenientes de animais mortos para esse efeito.
O desenvolvimento industrial teve igualmente um grande impacto na forma como as pessoas se alimentam. Por exemplo, a maior incidência de pessoas trabalharem longe de casa ou terem mais horas de trabalho levou ao surgimento da comida rápida; por outro lado, a consciência da segurança alimentare da qualidade dos alimentos levou à criação de regras, por vezes na forma de leis, sobre a forma como os alimentos devem ser vendidos.
Uma disciplina associada à culinária é a gastronomia que se ocupa, não do modo como os alimentos são preparados, mas principalmente no refinamento da sua apresentação. Outras disciplinas relacionadas são a nutrição e a dietética, que estudam os alimentos do ponto de vista da saúde ou da medicina.

A culinária industrial
A indústria alimentar passou por várias fases até ao presente, em que é possível comprar refeições já preparadas e prontas para comer, não só nos supermercados, como nas várias cadeias de comidas rápidas.
A preparação "industrial" de ingredientes para cozinhar deve remontar aos primeiros tempos da agricultura, em que o homem decidiu conservar produtos frescos que eram produzidos em quantidades maiores do que podiam ser consumidos, numa época do ano, enquanto que noutra, os mesmos alimentos faltavam. Provavelmente a primeira técnica de conservação de alimentos foi a secagem, que ainda hoje é extremamente importante, não só nos países menos industrializados, mas principalmente naqueles em que a exportação de alimentos, como os cereais e o leite , tem grande importância na economia.
Os mosteiros deram uma grande contribuição à industrialização da comida durante a Idade Média e Moderna, não só inventando e vendendo grandes quantidades de doces e licores e conservas, mas também descobrindo a forma de preparar grandes quantidades de comida.
Mas foi a revolução industrial que permitiu o desenvolvimento de novas formas de preparar e conservar os alimentos, como também o surgimentodas cozinhas industriais para preparo de alimentos de grandes quantidades. Por outro lado, a industrialização foi igualmente o fator que levou grande número de pessoas a procurarem alimentos produzidos em série, primeiro por trabalharem muitas vezes longe de casa, depois por ter promovido o crescimento duma classe média que “inventou” o campismo como forma de entretenimento.

Fonte:http://coroadaaselecao.blogspot.com.br/2014/08/tour-pelo-palacio.html
3. SETORES DA COZINHA INDUSTRIAL
Neste capitulo, iremos demonstrar e ilustrar a divisão das cozinhas que normalmente são realizadas por setores, cujos, onde são realizadas as tarefas especificas, sendo assim cada setor tem suas particularidades, uma vez que precisa atender as necessidades de cada tarefa.

3.1 Setor de Recepção/Pré-preparo de Matéria Prima e Estocagem
É o local de recebimento dos materiais entregues pelos fornecedores. Os equipamentos e mobiliários que fazem parte desse setor são necessariamente, tanques de higienização, esguichos de pressão e bancadas de apoio.
Esse local é onde ocorrem as operações de carga e descarga de materiais e alimentos, depósito de caixas, recepção, inspeção, pré-higienização e pesagem. A preocupação com a higiene e limpeza deve ser constante, esse tipo de cuidado faz com que diminuam os riscos de acidentes e futuras contaminações dos alimentos preparados.
Não é um local em que seja necessário estar fechado por paredes, mas deve ser uma área coberta. Não é recomendável que a entrada dos alimentos seja feita pela mesa porta em que sai o lixo, mas diante da impossibilidade, ou não serem necessários existirem dois acessos os horários paraentradas e saídas devem ser diferentes.




Figura 3: Vista do setor de Recepção/Pré-preparo de Matéria Prima e Estocagem












Fonte:Adaptado de Roteiro de Implantação de Cozinhas Comunitárias.

3.2 Setor de Armazenamento (Despensa)
É o local onde são armazenamento os alimentos como o açúcar, cereais, enlatados, etc. Esses alimentos podem ser armazenados em temperatura ambiente (despensa) ou congelados e refrigerados.
Área refrigerada para armazenagem refrigerada é um local onde são estocados os alimentos de gêneros perecíveis em condições que sejam ideais tanto de umidade quanto de temperatura. As câmaras frias (ou geladeiras) destinam-se ao refrigeramento de laticínios, hortaliças, frutas, etc. Com temperatura controlada e mantida a 0ºC e 5ºC, câmara fria de congelamento (ou freezer) local destinado a conservação de carnes, aves e peixes, com temperatura controlada mantida abaixo de -18ºC.
É recomendável que tenha um único acesso, para que assim favoreça o controle eficiente da movimentação de mercadorias, que seja um ambiente bem iluminado e com temperatura de 27ºC, se no local o clima for úmido, deve-se ter ventilação de ar entre as mercadorias, o piso desse ambiente deve ser liso, lavável e de material resistente.
Os alimentos não podem ser armazenados com os produtos de limpeza e nem entrar em contato com pisos e paredes, por tanto as prateleiras devem manter uma distancia de 30 cm desses elementos.
Figura 4 : Vista da Despensa












3.3 Setores de Pré-Preparo
Estas áreas são destinadas para as atividades e procedimentos de manipulação dos alimentos. É necessário haver algum tipo de separação física entreelas, pois os gêneros de cada área não devem se misturar uns aos outros, portanto o espaço mínimo entre uma bancada e outra é de 100 cm.
Deve haver no mínimo duas áreas distintas de pré-preparo que são:
Pré-preparo de vegetais.
Pré-preparo de carnes, aves e peixes.

3.3.1 Pré-Preparo de Vegetais
É a área em que ocorre a manipulação dos gêneros, ou seja, onde ocorrem os procedimentos de higienização, tempero, corte, porcionamento, escolha, moagem e seleção. Essas atividades devem dispor de bancadas de trabalho, com cubas para higienização e com altura ente 85 cm e 90 cm.

3.3.2 Pré-Preparo de Carnes, Aves e Peixes
Esta área onde ocorre o preparo e os procedimentos necessários para a manipulação de carnes, aves e peixes, deve dispor de bancadas com altura entre 85 cm e 90 cm.
Figura 5 :Vista das áreas de preparo.









3.4 Setor de Cocção
Esta é a etapa posterior ao pré-preparo, que é destinada ao processamento térmico dos alimentos e tem como finalidade obter a preparação final do produto, ou seja, onde o alimento sai pronto para ser consumido. Essa área deve ter a localização o mais próximo possível da central de GLP e da distribuição de alimentos para o refeitório. É onde devem ser dispostos todos os equipamentos necessários para esta etapa, ou seja, o fogão, os fornos,os caldeirões, a coifa etc.
É recomendado que seja posicionado o forno multiuso compacto e o fogão a gás no centro da cozinha, junto a eles a inclusão de uma mesa, de preferência que seja em aço inox, para servir de apoio ao preparo dos alimentos, criando assim uma ilha central de cocção.
Figura 6 : Vista da área de cocção.












Figura 7 :Vista da área de cocção(com caldeirões)














Os setores de pré-preparo e de cocção, deverão ser projetados no sentido de evitar contaminação e proporcionar ao manipulador segurança e conforto em relação à temperatura, ventilação, umidade, iluminação e ruídos. A principal diretriz do projeto deve ser evitar o fluxo cruzado entre gêneros alimentícios, carros de transporte, manipuladores e lixo; Dispor de pias para higienização das mãos dos manipuladores – devem ser previstas, nas áreas de manipulação de alimentos, pias exclusivas para a higienização das mãos dos funcionários. As torneiras devem ter, preferencialmente, dispositivos de acionamento automático. Sua localização deve estar coerente com a disposição do fluxo de preparo dos alimentos; [RDC nº. 216/2004]
3.5 Higienização de Utensílios da Cozinha/Refeitório
É recomendado para essas áreas onde ocorre a lavagem de utensílios, que haja revestimento cerâmico as paredes com altura de 1,50 m ou 1,80m. Aconselha-se também que a escolha das peças de cerâmica exijam uma área menor de rejunte, para que assim se evite ou minimize, a proliferação de microorganismos . Quanto maiores forem as peças de cerâmica, menor será a quantidade de rejunte necessário.

3.6 Depósito de Material de limpeza (DML)
Deve ser uma sala separada de todas as outras referentes aos alimentos e fechada. Recomenda-se que neste ambiente haja um esguicho de pressão e um tanque de uso exclusivo para a higienização de material de limpeza. Caso na haja possibilidade de um ambiente de uso exclusivo para o armazenamento destes produtos deve-se prover no mínimo de um armário exclusivamente para talfinalidade.







Figura 8: Vista do depósito de material de limpeza.


3.7 Sanitários/Vestiários dos Funcionários
Esta deve ser uma área isolada, ou seja, ela ao deve estar em comunicação direta com os setores de preparo e armazenamento de alimentos. A localização deve estar de uma forma que permita que os funcionários passem obrigatoriamente por eles antes de ingressar na área de produção. Cada conjunto de banheiros e de vestiários deve dispor de três áreas distintas que são elas: Vestiários com armários individuais, boxes para banho e vasos sanitários (os vestiários masculinos devem existir mictórios).
As privadas devem ter o máximo possível de isolamento e a higienização das mãos deve ser feita de acordo com as normas sanitárias existentes.



Figura 9: Vista dos sanitários para funcionários.












3.8 Setor de Distribuição
É o local onde todo o serviço está ligado diretamente ao atendimento aos usuários, e estão dispostos os balcões térmicos de distribuição, com seções para pratos frios, pratos quentes, sobremesas, bebidas. É obrigatório que o usuário transite por todas as seções.
Os balcões térmicos de distribuição devem estar próximos à área de cocção. É nesta região que o usuário termina de montar o prato/bandeja e dirige-se à mesa. Neste momento, sua atenção está dividida entre equilibrar a bandeja e procurar o local para sentar, portanto, o usuário está sujeito a acidentes. Sendo assim, não devem existir fluxos cruzados, desníveis ou quaisquer obstáculos até as mesas. [SILVA FILHO, 1996] e [SILVA, 1998, apud, LAWSON, 1978]
Dados para dimensionamento:
O tempo médio de montagem do prato ou bandeja nobalcão de distribuição é de 6 (seis) a 9 (nove) pessoas/minuto; [SILVA FILHO, 1996]
O tempo médio que o usuário leva entre a distribuição e a devolução de bandejas é de 15 a 25 minutos; [SILVA FILHO, 1996]
A área ocupada por uma pessoa, em mesa, pode variar de cerca de 1.0 m² a 1,2 m². [SILVA, 1998]

Figura 10: Vista da área de distribuição















4. Segurança Do Trabalho Na Cozinha Industrial
A Segurança do Trabalho corresponde ao conjunto de ciências e tecnologias que tem por finalidade proteger o trabalhador em seu ambiente laboral, buscando minimizar e/ou evitar acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
Sendo muito importante ser empregada em cozinhas industriais, pois é direito do trabalhador desenvolver sua função em um ambiente com condições ambientais salubres, e dever do empregador informar aos trabalhadores os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho bem como as medidas de prevenção adotadas pela empresa pala controlar, minimizar ou neutralizar tais riscos. Neste capitulo definiremos o que é risco, quais são eles, bem como os que estão presente nas cozinhas industriais.
4.1 Identificação Do Riscos Ambientais
Risco: é a possibilidade, elevada ou reduzida de alguém sofrer danos provocados pelo perigo iminente ou não.
Quadro 1: Riscos Ocupacionais
Fonte: Adaptado de bombeiroswaldo.blogspot.com
Quais são eles:
Risco Físico
Enquadrado no grupo 1 verde, os riscos físicos são: diversidade das formas de energia, tais como, ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e não ionizantes, entre outros.

Risco Químico
Enquadrado no grupo 2 vermelho, osriscos químicos são substâncias que podem penetrar no organismo dos trabalhadores pela via respiratória, absorção cutânea ou ingestão, e causar danos à saúde e/ou integridade física dos mesmos, sob a forma de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores e substâncias químicas ou compostos químicos em geral.

Riscos Biológicos
Estão enquadrados no grupo 3 marrom, os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que, em contato com o homem, podem provocar inúmeras doenças. São eles: vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas e bacilos.

Riscos Ergonômicos
Estão enquadrados no grupo 4 amarelo e são eles: esforço físicos intenso, monotonia e repetitividade, levantamento e transporte manual de peso, posturas inadequadas, imposição de ritmos excessivos, situações causadoras de stress físico e psíquico.

Riscos de Acidentes
Estão enquadrados no grupo 5 azul e são eles: arranjo físico inadequado, eletricidade, iluminação inadequada, maquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas perigos ou inadequadas, incêndio e explosões.

4.1.1 Risco nas Cozinhas Industriais
Físicos
Calor e umidade: fogões, forno e panela a vapor/higienização de utensílios e ambientes.
Químicos
Produtos domisanitários, produtos utilizados na realização da limpeza, que liberem gases ou vapores, penetrando assim no trabalhador por via respiratória, absorvido pela derme ou por ingestão.
Biológicos
Microorganismos: são encontrados nos vasos sanitários, ambientes com pouca higiene, alimentos apodrecidos ou não.
Ergonômicos
A alta prevalência dos riscos ergonômicos deve-se a repetitividade de movimentos por longos períodos de tempo, corte decarnes e vegetais, processo de frituras, higienização de utensílios e panelas além dos movimentos repetitivos encontra-se posturas inadequadas, levantamento de peso, monotonia, esforço físico intenso e ritmo excessivo.

4.2 Acidente (Mecânicos)
Provém da interação do homem com máquinas, objetos escoriantes, abrasivos, perfuro-cortante, explosivos, inflamáveis, choques elétricos. Destacam-se os fatores de acidentes: Arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem a devida proteção, ferramentas defeituosas ou impróprias, instalações elétricas inadequadas, sinalização, pisos inadequados e escadas irregulares, probabilidade de incêndio, luminosidade defeituosa

4.3 Competências do técnico em Segurança do Trabalho
A Portaria N.º 3.275, de 21 de Setembro de 1989, define as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho, sendo esta: Informar ao empregador sobre os riscos existentes nos ambientes de trabalho, bem como orientá-lo em relação as medidas de eliminação e neutralização; aos trabalhadores sobre os riscos da sua atividade, como eliminar e/ou neutralizar ; examinar os métodos e os processos de trabalho; constatar os fatores de risco de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador, propondo sua eliminação ou seu controle através da execução de programas de prevenção, com a participação dos trabalhadores, acompanhando e avaliando seus resultados, sugerindo mudanças dos mesmos definindo procedimentos a serem seguidos.
Divulgar as normas de segurança e higiene do trabalho, assuntos técnicos, tendo em vista evitar acidentes do trabalho edoenças, por meio de recursos de ordem didática e pedagógica (treinamentos reuniões, debates, campanhas, palestras); realizar as normas de segurança referentes à aplicação, reforma, arranjos físicos e de fluxos, encaminhar aos setores e áreas competentes documentos de divulgação para conhecimento e autodesenvolvimento do trabalhador (normas, regulamentos) ,indicar, solicitar e inspecionar a qualidade e o desempenho dos equipamentos de proteção contra incêndio, recursos audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis, com base na legislação vigente; cooperar com as atividades do meio ambiente, instruindo quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais, incentivando e conscientizando o trabalhador , orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas (terceiros); executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho, visando preservar a integridade física e mental dos trabalhadores; observar os dados estatísticos referentes a acidentes do trabalho e doenças, calculando a frequência e a gravidade destes para ajustes das ações de prevenção, que permitam a proteção coletiva e individual; articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos, com os órgãos e entidades ligados à prevenção.

4.3.1 Mapa De Risco
É uma representação gráfica de acordo com o layout do local analisado, referente aos riscos presentes no ambiente de trabalho, através de círculos de cores diferentes, conforme o nível dos riscos e com as cores correspondentes a eles: Físico, verde; Químico, vermelho; Biológico, marrom; Ergonômico, amarelo; Acidentes, azul.
O tamanho dos círculos éequivalente ao tamanho do risco no local sendo, riscos: pequeno, médio e grande. 
Não serve apenas para demonstrar os riscos presentes no ambiente de trabalho, realizando um diagnóstico da situação da empresa ou do setor analisado, mas também para determinar medidas de prevenção ou anulação dos referidos riscos.
 Sua elaboração, de acordo com o item 5.16 da Norma Regulamentadora nº 5, é de responsabilidade da CIPA- Comissão Interna de Prevenção de Acidentes em parceria com o SESMT - Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (onde houver). Sendo assim, qualquer uma dessas partes pode elaborar e assinar o documento. O ideal é seja realizado em parceria, e mesmo quando não, o nome da CIPA deverá constar no documento para que seja cumprido o item da NR . 
Pode ser completo, ou seja, mapeando de uma só vez todos os setores da empresa ou por setor.
Empresas que não possua CIPA ou SESMT, o empregador poderá contratar o serviço de um profissional capacitado, ou de uma consultoria de Segurança do Trabalho para elaboração do documento. A falta de Mapa de Risco na empresa poderá gerar multa.Sempre que houver modificações nos riscos, estas devem serem inseridas no Mapa de Risco cujo, deverá ser fixado no local analisado e de boa visibilidade. 

4.4 Equipamentos de Proteção
Com o objetivo de proteger os trabalhadores dos risco presentes em seu local de trabalho, os equipamentos de proteção são subclassificado em dois tipos: Equipamento de Proteção Coletiva e Equipamento de Proteção Individual.
4.4.1 Equipamentos de Proteção Coletiva
Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) são dispositivos que abrangem a um maiornúmero possível de indivíduos no ambiente de trabalho, a fim de preservar a integridade física dos trabalhadores e de terceiros , minimizar as perdas, melhorar as condições de trabalho, aumentar a produtividade, minimizar ou neutralizar os riscos no processo de produção .
Geralmente são mais eficientes do que o Equipamento de Proteção individual- EPI, alem de não incomodar o trabalhador, ter custo beneficio a longo prazo , oferecer uma maior proteção , evitar os conflitos que ocorrem entre empregador e empregado pela  imposição do uso do EPI, melhorar o desempenho do trabalhador , facilitando sua concentração, aumentando sua disposição.
 São exemplos de EPC:
Corrimão de escadas, proteção para partes móveis de máquinas, exaustores de gases e fumaças tóxicas ofensivas ao ser humano, placas de sinalização.

4.4.2 Equipamentos de Proteção Individual
Conforme o item 6.1 da Norma Regulamentadora n° 06 “considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.”
Este equipamento deverá possuir um Certificado de Aprovação (CA), que tem um prazo de validade conforme a norma.
É de responsabilidade da empresa o fornecimento dos EPI’S aos empregados, mediante registro da entrega, gratuitamente, de acordo com o risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não oferecer completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; enquanto as medidas de proteção coletiva estiveremsendo implantadas; e nas situações de emergência.
Bem como, cabe ao empregador orientar e treinar quanto ao uso do equipamento, substituir quando danificado ou extraviado, higienizar e realizar a manutenção.
Cabe ao empregado usá-lo para a finalidade a que se destina guardar e conservá-lo. O Art. 166 da CLT também regulamenta este fornecimento.

4.5 Controle de Pragas e Vetores
O controle de pragas de qualquer estabelecimento, que envolva a manipulação de alimentos, é um item obrigatório a ser examinado, porque o risco de contaminação dos alimentos em decorrência da presença de pragas , é enorme. Algumas delas podem ser vetores de doenças diversas, como disenteria, difteria, salmonelose, tuberculose, entre outras.
No Brasil, entre 4,5 e 4,8% das internações do Sistema Único de Saúde no período de 1998 a 2001 tiveram diagnóstico de infecções intestinais causados por cólera, febre tifoide, shigelose, amebíase, dentre outras. Estas doenças representam um número de internações superior a 500 mil, e um custo para o SUS superior a R$ 100 milhões.
É importante observar também o prejuízo à imagem do estabelecimento, pois as pessoas associam a presença de pragas a um local com higienização deficiente. Uma reclamação de um cliente junto aos serviços de atendimento ao consumidor pode gerar um custo muito maior ao estabelecimento do que se houvesse investimento na prevenção do controle de pragas.
A Resolução da Diretoria Colegiada- RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004 rege o controle de pragas em estabelecimentos de alimentos , dispondo sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Assim cozinhasinstitucionais, restaurantes, lanchonetes, cantinas, bem como, empresa, laboratório ou indústria de qualquer segmento que contenha um restaurante, lanchonete ou similar em seu estabelecimento, deve tomar providências quanto ao controle de pragas urbanas nesses locais.

O item 4.3.1 da RDC n º 216 define: “ A edificação, as instalações, os equipamentos, os móveis e os utensílios devem ser livres de vetores e pragas urbanas. Deve existir um conjunto de ações eficazes e contínuas de controle de vetores e pragas urbanas, com o objetivo de impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou proliferação dos mesmos.’*

Quanto ao controle, o item 4.3.2 especifica: “Quando as medidas de prevenção não forem eficazes, o controle químico deve ser executado por empresa especializada, conforme legislação específica, com produtos desinfetantes regularizados pelo Ministério da Saúde.”*
Para os estabelecimentos que produzem ou industrializam alimentos, a RDC nº 275 de 21 de outubro de 2003 estabelece o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados (os POP’s). Um dos procedimentos se refere ao controle integrado de pragas.
No item 4.2.6, a Resolução especifica: “Os POPs referentes ao controle integrado de vetores e pragas urbanas devem contemplar as medidas preventivas e corretivas destinadas a impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou a proliferação de vetores e pragas urbanas. No caso da adoção de controle químico, o estabelecimento deve apresentar comprovante de execução de serviço fornecido pela empresa especializada contratada, contendo as informações estabelecidas em legislação sanitária específica”.

É necessária uma análisecriteriosa do ambiente físico e das condições de higienização, armazenagem e entrada de mercadorias no local para que ocorra o controle de pragas nesses locais. É importante resaltar que nesses locais o aporte de alimentos é elevado e muitas vezes um controle químico será bastante limitado pelo risco de contágio dos alimentos.
Outras vezes, o método para controle de ratos será restrita a alguns pontos, e o uso de determinados materiais para controle de baratas ou formigas poderá ser muito prejudicado pela competição com os alimentos disponíveis num determinado local.
Embora algumas das vezes o local apresenta-se limpo, com uma boa infraestrutura, ainda assim, pode ocorrer a invasão das pragas,de carunchos (pequenos besouros) ou baratas de cozinha, por exemplo, através das caixas de papelão, das embalagens plásticas que envolvem alguns alimentos,especialmente de grãos, massas e farelos,e nos pallets de madeira.Reformas, iniciada no ambiente, ou até mesmo na vizinhança ( em algum imóvel), aumenta os locais de acesso, disseminando as pragas para outras áreas . Um exemplo é a proliferação de ratos.
Há casos em que a importação de pragas, principalmente carunchos e ovos de barata de cozinha, foi em decorrência do armazenamento, pelos funcionários, de embalagens de biscoito ou de outro alimento dentro dos armários dos vestiários, (fator comportamental do trabalhador). Em vários locais desses estabelecimentos a higienização é diária, muita vezes realizadas duas vezes ao dia. Desse modo, a aplicação de inseticidas na forma líquida será efêmera. O controle de pragas deve ser estudado na abrangência desse contexto, sob o risco desubdimensionar o problema, exigindo mais intervenções e desgaste junto ao cliente.

4.5.1 Formas de tratamento
Identificadas às pragas presentes no estabelecimento, faz-se necessário a realização de uma análise de quais pontos são suscetíveis de abrigo e facilidade de acesso. Nesses locais, a ação mais urgente é a vedação ou impedir o acesso das pragas. Conforme o comportamento de cada praga, são definidas medidas específicas de controle, de modo a direcionar a abordagem dos tratamentos, e não realizar um controle sem distinção, abrangente demais, sem um foco nos hábitos de cada espécie.
A infestação deve ser monitorada frequentemente, a fim de acompanhar os resultados dos métodos de tratamentos realizados. Em alguns casos, é necessário trocar o princípio ativo do produto utilizado, ou as áreas em que é aplicado, para assim obter uma resposta mais satisfatória. Em outros casos, para controle de ratos de esgoto, por exemplo, a troca da iscagem ou os locais onde essas iscas são instaladas, podem contribuir com o sucesso do controle.
O processo de infestação é dinâmico, havendo a carência de um acompanhamento contínuo, pois no entorno do estabelecimento pode haver alterações no ambiente físico. As inundações podem provocar o aparecimento de ratos em locais não esperados.

4.5.2 Medidas preventivas
As medidas preventivas tem forte impacto na redução da presença e proliferação das pragas em qualquer estabelecimento, consequentemente, sendo mais importante que o controle químico. É imprescindível a efetuação de uma análise criteriosa, sempre com o cuidado de associar alguma falha estrutural com os aspectos comportamentais dapraga em questão: onde ela procura abrigo, de que maneira pode invadir o ambiente, quais recursos ela busca, quais fontes de água e alimento podem estar disponíveis.
Para evitar a entrada de insetos: verificar ralos sem proteção, portas e janelas com vedação insuficiente, sistemas de fechamento automático das portas inoperante, frestas na parede, onde o encanamento ou tubulação adentra em algum ambiente.
Em casos de ratos: verificar também se existem grelhas quebradas, ou vãos entre as telhas de fibrocimento, no caso de infestação por ratos de telhado. Nas áreas externas, evitar a presença de entulho, aparar bem o gramado, acondicionar o lixo corretamente, não acumular e deixar amontoados objetos em desuso, inspecionar os veículos de carga e os ‘pallets que podem tornar abrigo para baratas de cozinha em suas frestas, evitar a entrada de caixas de madeira ou de papelão no estabelecimento.
Nas áreas internas, cuidados extras com as frestas em azulejos e nas paredes, que podem abrigar baratas de cozinha ou ninhos de formigas.
Todas essas ações devem ser seguidas de um programa de procedimentos de boas práticas que incluirão os funcionários, para os devidos cuidados com a higienização, manutenção de equipamentos, que impeçam o aparecimento das pragas. Então, o conjunto das medidas preventivas, conscientização dos funcionários da mudança de alguns hábitos, e o controle químico terão o resultado esperado no controle de pragas nesses estabelecimentos.

4.5.3 A Importância da CIPA
A Comissão Interna de Prevenção De Acidentes (CIPA) possui papel fundamental na busca de um ambiente laboral mais seguro. Entre as suas atribuições; há arealização periódica de inspeções nos setor e equipamentos, tendo em vista a redução dos pontos de riscos e promoção de campanhas de segurança, anualmente.
Seu dimensionamento é feito conforme o quadro I da NR-05, sendo realizado a partir do CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas, e do número de funcionários. Portanto, uma cozinha com mais de 50 funcionários deve constituir uma CIPA
Quadro 2: Classificação Nacional de Atividades Econômicas- CNAE

Esta medida de segurança é importante, pois os assuntos voltados para o bem comum, são debatidos em reuniões mensais, nas quais são realizados check list de inspeção nas áreas com o objetivo de avaliar as condições da estrutura física, se esta oferece perigos e também observar as atitudes dos trabalhadores.É de responsabilidade da comissão realizar a SIPAT (Semana
Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho) , o treinamento de brigadistas multiplicar o conhecimento por meio dos seus lideres.
Em algumas cozinhas também é utilizado o DDS (Dialogo Diário de Segurança), para garantir as ações preventivas diariamente à cada posto de trabalho.

4.5.4 Equipamentos na Cozinha Industrial
A utilização de equipamentos deve obedecer à Norma Regulamentadora n º 12 (Segurança no Trabalho em Maquinas e Equipamentos), que através dos anexos esclarece referências técnicas, princípios fundamentais, e medidas protetivas para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores e define requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e equipamentos de todos os tipos.
Seu item 12.3 é claro quando dizque o empregador deve adotar medidas de proteção e medidas apropriadas sempre que houver pessoas com deficiência que estejam envolvidas direta ou indiretamente no trabalho. No item 12.4 é indicado a ordem de prioridade a serem observadas para a adoção de medidas de proteção sendo estas.:
Medidas de proteção coletiva;
Medidas administrativas ou de organização do trabalho;
Medidas de proteção individual.
Conforme o item 12.9 ”os pisos dos locais de trabalho onde são instaladas máquinas e equipamentos e das áreas de circulação devem ser mantidos limpos e livres de objetos, ferramentas e quaisquer materiais que ofereçam riscos de acidentes; possuir características de modo a prevenir riscos provenientes de graxas, óleos e outras substancias e materiais que tornem escorregadios; e ser nivelados e resistentes a cargas.’
Espera-se que o conhecimento desta norma traga mais segurança aos trabalhadores das cozinhas industriais, que haja uma melhora substancial nos itens de segurança dos equipamentos de cozinha, afirma a especialista em gestão da qualidade e controle higiênico- sanitário de alimentos da APAN (Associação Paulista de Nutrição) , Laura Alonso.
Os novos equipamentos de cozinha já estão sendo fabricados com os novos dispositivos de segurança, em detrimento da nova legislação vigente da NR 12. Por exemplo os processadores, batedeiras e máquinas de cortar frios. Aos equipamentos que não possuem dispositivos de segurança, foram adequados conforme a nova legislação, focando na prevenção de acidentes. Sendo assim as empresas através de profissionais de segurança e sua gerência, realizam treinamentos a fim de capacitar ostrabalhadores para a utilização de tais equipamentos novos.
Maquinas e Equipamentos básicos encontrados nas cozinha industriais são eles: fogão a gás; forno; caldeirão a gás; fatiador de frios; sistema de exaustão; cafeteira;frigideira; fritadeira elétrica.

Figura 11: Fatiador de Frios Figura 12 : Panelões/ Caldeirões












Figura 13: Fritadeira Elétrica Figura 14 : Fogão Industrial










4.6 PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
Regulamentado pela Norma Regulamentadora n°9, que estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, tendo em vista a preservação da saúde e da integridade física destes, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequentemente o controle dos riscos inerentes ao processo produtivo, dando suporte a prevenção de doenças, acidentes, bem como a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
O item 9.1.5 determina “Consideram riscos ambientais, os agentes físicos, químicos e biológicos, que em função de sua natureza, intensidade, concentração e tempo de exposição possam causar danos a saúde dos expostos.”
As ações do PPRA, devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da empresa, sob responsabilidade do empregador, com a participação dos trabalhadores, sendo sua abrangência e profundidade dependentes das características dos riscos das necessidades de controle.
Elaborado, normalmente pelo SESMT, e na ausência deste, por qualquer pessoa que o empregador considerar capaz, podendo também sercontratada uma empresa especializada.
Sua estrutura tem por base o planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronogramas; estratégia e metodologia de ação; forma de registro, manutenção e divulgação dos dados e periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.
O programa devera incluir, no seu desenvolvimento, as seguintes etapas:

Antecipação e reconhecimento dos riscos;
Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
Monitoramento da exposição aos riscos;
Registro e divulgação dos dados.  
O documento-base deverá estar disponível e de acesso imediato às autoridades competentes. A CIPA, quando existente na empresa, deverá ser ouvida durante a elaboração e até mesmo antes da finalização, sendo que as suas sugestões devem ser arquivadas junto a documentação, ou seja, as atas devem estar anexadas ao documento- base.
O PPRA tem validade de um ano, podendo ser alterado, caso necessário, durante este ano.
O item 9.3.8.2 diz que os dados deverão ser mantidos por um período mínimo de 20 (vinte) anos.
















5. DOENÇAS OCUPACIONAIS CAUSADAS NA COZINHA INDUSTRIAL

Riscos Físicos como já definimos são as diversas formas de energia tais como: ruídos, vibrações, radiações, frio, calor, pressões anormais, e umidade.
Na maioria dos ambientes de trabalho seja ele industrial, empresarial dentre outros, eles estão presentes seja completa ou parcialmente. Neste capítulo abordaremos especificamente as doenças causadas pelos riscos existentes na cozinha industrial, osefeitos no organismo, no ambiente de trabalho, e os primeiros socorros prestados às vítimas nos caso de acidente.
5.1 Calor
O calor é um agente presente em diversos ambientes de trabalho, como: nas siderúrgicas, indústria de vidro e também cozinha industrial, nosso caso. A cocção dos alimentos faz com que a temperatura do ambiente aumente, e os trabalhadores que estão expostos à alta temperatura sofrem efeitos no organismo, pois o calor do ambiente é maior do que o do corpo e isso traz adoecimento.
5.1.1 Vasodilatação periférica
Os mecanismos de defesa do organismo são chamados de termorreguladores.
Em um ambiente térmico são descritos quatro parâmetros: temperatura, umidade, movimentação do ar, e calor radiante. Diante das flutuações de temperatura ambiente o corpo tenta manter a homeostase, que é a capacidade do organismo de apresentar uma situação físico-química característica e constante dentro de determinados limites, (36°C e 37°C), mesmo diante de alterações impostas pelo meio ambiente. Quando há perda de água e sais minerais em ambientes quentes, se não houver reposição pode causar desequilíbrio.
Neste mecanismo de regulação os vasos sanguíneos se dilatam fazendo uma aproximação da pele e dos tecidos subcutâneos desviando o fluxo sanguíneo para essas regiões, no sentido de permitir maior troca de calor entre o organismo e o ambiente.

5.1.2 Ativação das glândulas sudoríparas
Há uma contração do baço e um aumento de sangue circulante, simultaneamente as glândulas sudoríparas são ativadas, produzindo sobre a pele o suor, eliminando o calor por evaporação.
Quando a umidade do ar está elevada o esforço físico é prolongado asudorese diminui e o calor aumenta, podendo causar: dificuldades na concentração, irritabilidade, ansiedade, fraqueza. Casos mais graves apresentam alterações físicas como desidratação, erupção (vesículas roxas na área afetada da pele) e câimbras.

5.1.3 Esgotamento por Calor
Ocorre quando há um excesso de transpiração que não é compensada com a ingestão de líquidos e sais. Há uma insuficiência de sangue do córtex cerebral, resultando na queda da pressão arterial. Nesta situação o trabalhador apresenta desidratação, câimbras de calor, fraqueza, dor de cabeça, tontura e náuseas, a temperatura do corpo pode apresentar-se normal ou ligeiramente elevada e a pele fica úmida, fria e pálida ou avermelhada.

5.1.4 Choque térmico
Ocorre quando a temperatura do núcleo do corpo atinge determinado nível colocando em risco algum tecido vital que permanece em contínuo funcionamento.

5.1.5 Intermação
É uma afecção causada por exposição excessiva ao calor natural ou artificial, calentura, termoplegia. Uma ocorrência grave na exposição ocupacional e acontece quando há falha no mecanismo de regulação interna do organismo.
A temperatura do corpo aumenta (hipertermia), a pele fica seca, quente, avermelhada ou azulada. Inclui-se também dor de cabeça, náuseas, delírio, confusão mental, falta de ar, perda da consciência, convulsões, fraqueza, desidratação, coma e, se não tratado pode levar á morte.
São constantes da Norma Regulamentadora- NR 15 (Portaria 3214/78) Anexo 3 o limite à exposição ao calor. E se faz necessária a implementação de procedimentos adequados, para prevenção e controle do agente.

5.1.6 Dermatoses Ocupacionais
Dermatose équalquer alteração da pele, mucosa e anexos, direta ou indiretamente causada, mantida ou agravada por agentes presentes na atividade ocupacional ou no ambiente de trabalho.
São vários os agentes causadores dessas lesões, mas voltados para o ambiente de trabalho da cozinha industrial, devemos citar os gases: ar aquecido e vapores. Daremos exemplo das principais dermatoses que são acometidos os trabalhadores da cozinha industrial, levando em consideração não só o agente calor mas, os diversos alimentos aos quais esses trabalhadores, entrarem em contato podem causar alterações na pele.
Dermatite irritativa de contato (DCI) - contato com farinha úmida, fermentos, açúcares, suco de frutas, sabões, temperos, produtos de limpeza.
Dermatite alérgica de contato (DAC) - aromatizantes, corantes, enzimas, ácido ascórbico, luvas de borracha, entre outros agentes.
Urticária de contato - contato com frutas (banana, kiwi, e outras frutas), antioxidantes, conservante da farinha e per sulfato de amônio.
Dermatite de contato por proteínas - vegetais, cereais, animais, enzimas.
5.1.7 Afecções respiratórias
Rinite alérgica e asma ocupacional.
Entre os causadores diretos: estão os agentes químicos, físicos e biológicos. As causas indiretas devem ser comentadas em outra situação.
Temperatura ambiente elevada e a presença de vapores acima do limite de tolerância pode ser fator predisponente.

5.1.8 Efeitos no trabalho
Num ambiente de trabalho em que os trabalhadores estão expostos ao calor como as cozinhas industriais, a frequência de erros e acidentes tende a aumentar, pois o nível de vigilância diminui principalmente á partir de 30ºC.O calortraz irritabilidade, prejudicando as relações interpessoais, e diminui a capacidade de concentração, que podem trazer prejuízos á produtividade.

5.2 Frio
Quando o corpo está exposto ao frio ocorre o oposto ao que ocorre em situação de calor. Há uma contração dos vasos sanguíneos para reduzir a perda de calor do corpo, a pele diminui a temperatura, principalmente em extremidades como dedos das mãos e dos pés, orelhas e nariz, dessa forma maior quantidade de sangue vai para os órgãos vitais como o coração e o cérebro.
As ocupações com maior risco de exposição ao frio são de trabalhos em câmaras frigoríficas (câmaras frias). Pode ocorrer congelamento de tecidos, problemas na circulação, fala enrolada, letargia (sonolência), confusão, queimaduras do frio, necrose de tecidos e alteração da estrutura celular.
O primeiro sinal de lesão por frio é a sensação aguda de pontada, adormecimento e anestesia dos tecidos atingidos. Pode causar lesão superficial que muda a cor da pele, anestesia transitória, até o congelamento de tecidos,
Outras lesões como a hipotermia que é o esfriamento do corpo até uma temperatura muito baixa potencialmente perigosa, e os sintomas são movimentos lentos e desordenados, confusão mental, alucinações, perda da consciência e morte por parada cardíaca e respiratória.

5.2.1 Frostbite
É uma lesão que ocorre principalmente nas extremidades devido exposição á temperaturas muito baixas (abaixo de 2ºC) há uma diminuição na circulação do sangue e deposição de pequenos cristais de gelo nos tecidos. Quando ocorre congelamento o fluxo sanguíneo fica cristalizado e o tecido afetado pode recuperar-se ou pode gangrenar.No congelamento parcial ( geladuras ) as lesões são superficiais e não permanentes, as áreas congeladas ficam brancas, firmes, dolorosas e inchadas.
A baixa temperatura a que se expõe a trabalhadora também afeta o sistema respiratório podendo causar gripes, resfriados, e doença inflamatórias como sinusite, bronquite, rinite, asma e amidalite e pneumonia.

5.2.2 Fenômeno de Raynaud
Doença causada pelo frio, mas que pode estar associada a outras doenças como artrite reumatoide. Ela provoca diminuição na circulação sanguínea nos dedos resultando em palidez ou cianose (cor azulada) da pele seguida por vermelhidão, pode ocorrer ainda perda de sensibilidade, latejamento e ardência.

Figura 15: Dedos embraqueçados devido à doença.


5.2.3 Frieiras (Perniose)
São sensações dolorosas de frio ou queimadura em partes do corpo que estiveram congeladas, as extremidades (pés, mãos e orelhas).

5.2.4 Urticária
É a reação alérgica ao resfriamento, causando vermelhidão e coceira na pele. Ocorre principalmente em áreas do corpo em que o suor não pode ser eliminado facilmente, podendo causar infecção e outros agravamentos, prejudicando o desempenho do trabalhador.

5.2.5 Pé-de-imersão ou pé-de-trincheira
Ocorre em trabalhador que realizam suas atividades com os pés na água fria ou em ambientes úmidos, por um longo período de tempo, sem a proteção adequada. O pé fica úmido, frio e pálido .Diminui a circulação que pode causar uma infecção.
A baixa temperatura a que se expõe o trabalhador também afeta o sistema respiratório podendo causar gripes, resfriados, e doença inflamatórias como sinusite, bronquite, rinite, asma, amidalite epneumonia.

5.2.6 Efeitos no trabalho
O frio no ambiente de trabalho estimula o corpo á manter o nível adequado de temperatura, com isso as capacidades de concentração e de análise vão diminuir, conduzindo á erros que podem causar acidentes. A fria também afeta o controle muscular, reduz a atividade motora afetando todo o corpo. O desempenho geral pode ser prejudicado devido á tremores. Claro que isso depende do tempo de exposição ao frio e condições de proteção corporal.
As mãos congeladas prejudicam tato e movimento das articulações, nestes casos o trabalho é interrompido frequentemente, para que o trabalhador venha á reaquecer-se, O corpo estranha a baixa temperatura e isto reflete em prejuízo no trabalho, pelo fato da diminuição da produtividade.

5.3 Ruído
5.3.1 Som e Ruído
O som é originado por uma vibração mecânica, que se propaga no ar e chega ao ouvido, causando um estímulo no aparelho auditivo que chamamos de vibração sonora. Sendo assim som define-se como qualquer vibração ou conjunto de vibrações ou ondas mecânicas que podem ser ouvidas.
O fenômeno físico Ruído é a interpretação subjetiva e desagradável do som. Nas cozinhas industriais existem vários aparelhos ruidosos como, processadores e liquidificadores, além do ruído provocado pela manipulação de panelas, louças ou no trabalho em bancadas que podem atingir a audição prejudicando á médio e longo prazo.
O ruído pode ser contínuo, intermitente ou de impacto, e a norma que determina limites de tolerância em relação ao tempo de exposição e intensidade do som é também a NR 15.

Figura 16: Anatomia do ouvido humano.












Quadro 3: Limite De Tolerância Para RuídoContínuo E Intermitente. Anexo I - NR 15









5.3.2 Efeitos do Ruído no organismo

Quando ultrapassados os limites de tolerância (tempo de exposição e pressões sonoras elevadas), podem ocorre problemas na audição como: perda auditiva, dificuldade de compreensão de fala, zumbido, intolerância á sons intensos, pode também apresentar cefaléia, tontura, irritabilidade, problemas digestivos, entre outros.
5.3.3 PAINPSE- Perda Auditiva Induzida Por Níveis De Pressão Sonoros Elevados
É a perda auditiva provocada por ruídos ocupacionais gerados por máquinas e equipamentos. Um distúrbio de audição é causado pela exposição prolongada ao ruído (CID 10-H83.3). Quando esta exposição é contínua e intensa, acima de 85 dB(A) por 8 horas por dia, ocorre alteração estrutural no ouvido interno.
Os sintomas comuns á doença são insônia, cefaleia, zumbido, diminuição da audição, contratura muscular,intolerância a som intenso.

5.3.4 Trauma acústico
Causado por explosões, estampidos de arma de fogo, detonações, etc. Resulta em uma perda auditiva imediata, severa e permanente (trauma acústico).

5.3.5 Perda auditiva temporária
Causada por exposição moderada, pode ocorrer perda temporária da acuidade, contudo os limiares retornam á normalidade após um período relativo de silêncio. A repetição dessa situação pode causar gradualmente a perda permanente.

5.3.6 Perda auditiva permanente
É a perda permanente da audição causada pela exposição á níveis de pressão sonora elevados.
Além disso, o ruído também pode provocar aumento da pressão arterial, taquicardia, problemas no aparelho digestivo e risco de infarto.

5.3.7 Efeitos No Trabalho
Entre osriscos associados ao ruído, mesmo não sendo excessivamente elevado, no ambiente de trabalho estão os acidentes. Podendo haver dificuldades na comunicação, baixa produtividade, nervosismo, baixa concentração, acidentes, pois na medida em que não se ouvir sons de aproximação de perigo, sinais sonoros de marcha atrás de veículos, estes poderão acontecer.
É de grande contribuição para o stress, (este também pode estar associado á outros fatores) aumentando a carga cognitiva e consequentemente a probabilidade de erros. O stress causado pelo ruído provavelmente tem efeitos prejudiciais sobre o sistema cardiovascular
A interação do ruído com a exposição á produtos químicos aumenta o risco de perda da audição.

5.4 Umidade
É definida pela quantidade de vapor de água presente na atmosfera. Dependendo da quantidade de umidade no ambiente, esta pode ser benéfica ou maléfica para o organismo. A umidade pode penetrar no organismo pela forma cutânea, quando em si não entra na pele, mas no caso de contato com algum tipo de umidade contaminada, o agente agressivo passa pelos poros.
E pela forma respiratória, quando o líquido é aquecido ele evapora tornando-se uma camada de água dispersa no ar, se este líquido carregar agente nocivo, seja químico ou biológico.

5.4.1 Umidade relativa do ar
É a quantidade de ar na forma de vapor contida na atmosfera com relação ao total máximo que poderia existir,que em quantidade ideal para os seres humanos fica entre 40% e 60%.

5.4.2 Efeitos no organismo
Atividades realizadas em locais com umidade excessiva sem a devida proteção ao trabalhador pode acarretar doenças do aparelho respiratório, doenças de pele,doenças circulatórias, reumatismo, além de quedas.

5.4.3 Efeitos no trabalho
As atividades efetuadas em ambientes quentes e úmidos, além de representar perigo para a saúde e segurança, aumentam a frequência de alteração no comportamento, humor, aumento de distração, fadiga física, desmotivação, perda de velocidade na realização das tarefas, diminuição da concentração e absenteísmo. Tudo isso influencia de maneira prejudicial na produtividade e nas relações interpessoais do ambiente de trabalho.

5.5 Risco De Acidentes
Definição: é qualquer fator que coloque o trabalhador em situação vulnerável e possa afetar sua integridade, e seu bem estar físico e psíquico.

5.5.1 Acidentes na cozinha industrial
Os acidentes são bem comuns nas cozinhas industriais, devido á diversos riscos que existem como: queimadura, corte, e risco de quedas, pode trazer consequências graves.
O potencial de acidente é enorme devido a presença de máquinas e equipamentos. Lesões e cortes nas mãos e nos dedos são frequentes devido ao uso de lâminas, facas, processadores e outros objetos pontiagudos e cortantes.
Outro ponto comum de acidentes são as quedas e tropeções devido á pisos escorregadios, resultantes de derramamento ou respingos de óleo, gordura e água de pratos e pias .
As queimaduras são muito perigosas provenientes de óleo quente, ou no contato acidental direto da pele com o fogo.

5.5.2 Recomendações
Fazer utilização correta de equipamentos, usando luvas de proteção ao manusear objetos quentes para não se queimar;
Luvas de malha de aço, para atividades de corte, que cubram pulsos e encaixem perfeitamente;
Manter o chão sempre limpo, e aspassagens livres de objetos que possam causar acidente, organizando o ambiente;
Os pisos devem ser antiderrapantes;
Participar de treinamentos e campanhas de conscientização.

5.6 Procedimentos De Primeiros Socorros Na Cozinha Industrial
Primeiros socorros é auxilio imediato e provisório realizado no local do acidente, com o objetivo de salvar vidas e evitar o agravamento de lesões.Devido ao risco de acidente presentes na cozinha, faz se necessário o conhecimento deste procedimento para que saiba como agir em uma situação de ferimento, por exemplo.

5.6.1 Ferimentos
Incisão (corte);
Laceração (esmagamento);
Escoriações/abrasões (camadas mais superficiais da pele são rasgadas);
Contusão (sangue escorre por tecidos após golpe brusco);
Ferimento por transfixão (perfuração com abertura pequena, mas com saída irregular e muito maior);
Ferimento perfurante (Pequena abertura externa que pode provocar lesões internas).
Fazer a higienização do local com água ou soro fisiológico, secar a região com uma gaze, observar se há sangramento, o sangramento desses ferimentos dependerá da ruptura, fechar o ferimento com curativo.
Se o ferimento for profundo, e causar hemorragia, a vítima deve ser encaminhada ao atendimento de emergência.
Não dê água á vítima

5.6.2 Choque Elétrico
Choque elétrico de baixa voltagem
Desligue o interruptor ou a chave elétrica; afaste a vítima do contato com a corrente usando material isolante; puxe a vítima sem tocá-la;se houver parada cardiorrespiratória, aplique a massagem cardíaca.

5.6.3 Envenenamento
Existem três tipos de envenenamentos: por venenos absorvidos pela pele, os aspirados e os injetados. Seingerido e a vítima estiver inconsciente não provoque vômito, mas só induza o vômito se o agente tóxico for medicamentos, comida estragada, veneno de rato, etc.
Não dê líquidos para a vítima beber, se for necessário apenas resfrie os lábios com água ou leite frio;
Ao conduzi-la ao hospital leve a embalagem do produto ingerido.
Se o veneno for aspirado, como por exemplo, gás de cozinha, vapores químicos ou gases industriais remova a vítima do local colocando-a ao ar livre.
Chame com urgência o serviço médico, fique atento a respiração, pois se for necessário deverá ser feita a massagem cardíaca.

5.6.4 Entorses
Tirar roupas e sapatos que estiverem comprimindo a área afetada; Aplicar compressas frias ou gelo para combater o inchaço; Fazer a imobilização do local afetado de maneira a ficar confortável.

5.6.5 Luxações
Mantenha a articulação afetada numa posição confortável. Se for no braço prenda-o com faixas largas junto ao corpo (tipoia). Se localizada no pé não mova a parte atingida, deixe-o em posição confortável.

5.6.6 Fraturas
Se for exposta cubra-a com as gazes; imobilize o membro afetado.
Mantenha a vítima tranquila e imóvel, para não provocar hemorragia interna.
Não dê nenhum liquido, e procure um médico ortopedista.

5.6.7 Engasgo
Aplique a manobra de Heimlich: fique de pé ligeiramente atrás da vítima, a cabeça deve ficar mais baixa que o peito, o tórax inclinado para frente e a cabeça mais para baixo.
Dê pancadas fortes com a mão fechada no meio das costas; com a outra mão apoie o peito da vítima.
Se ainda assim continuar asfixiada coloque os braços ao redor da cintura da pessoa ( acima do umbigo e abaixo das costelas );Segure firme o pulso com a outra mão e faça um rápido pulsão para cima, repita. A princípio é preciso o socorrista manter a calma e firmeza. Agir de forma rápida e precisa, evitando o pânico. Chamar o serviço médico (SAMU), ou se for o caso estabilizar a vítima e locomovê-la ao Pronto atendimento. Se esta estiver consciente transmita confiança e tranquilidade informando que o auxílio já está á caminho.
Aplicar conhecimentos básicos de primeiros socorros e assistir a vítima até que chegue o socorro médico.

5.6.8 Acidentes com gás de cozinha
Não acender as luzes, desligue o botijão e abra portas e janelas para ventilar o local. Se a ventilação for boa a vítima poderá ser atendida no local, para ser identificado mais rapidamente a situação em que se encontra;

5.6.9 Queimaduras
Classificação:
1º Grau - Atinge somente a epiderme, que é a camada mais superficial da pele e causa vermelhidão e dor local;
2º Grau - Atinge a epiderme e a derme (camada localizada abaixo da epiderme), causa dor, vermelhidão e bolhas no local;
3º Grau - Atinge todas as camadas da pele, tecido gorduroso, nervos e ossos.a pele fica dura, enrugada,seca,escurecida ou esbranquiçada.
Se for fogo na roupa deite-a no chão e abafe as chamas, usando cobertor ou casaco grosso;
Não tente retirar roupas coladas na pele, apenas corte as partes que estiverem soltar;
Cubra a área queimada com gases ou pano limpo para evitar infecção;
Se a queimadura foi ocasionada por água e a roupa estiver molhada ou apertada, retire rapidamente, o tecido mantém o calor do líquido.Cubra a queimadura com tecido de algodão limpo e não ponha nada sobre a queimadura;
Não tentetirar pedaços de roupa queimada ou pedaços de pele e não fure as bolhas;
Em queimaduras de 1º e 2º grau resfrie o ferimento com água corrente;
Em queimaduras químicas limpe e remova a substância, lave com bastante água corrente;
Se a queimadura for de 3º grau cubra a área afetada com gases molhadas em soro fisiológico ou água limpa, e encaminhe ao serviço médico.

Artigo 135 do Código Penal Brasileiro Decreto Lei 2848/40
Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal á criança abandonada ou extraviada, ou á pessoa inválida ou ferida ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos o socorro da autoridade pública: Pena detenção de um a seis meses ou multa. Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta em lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.







6. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DOS RISCOS AMBIENTAIS

Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional ( PCMSO ), regulamentado pela NR -07, legislação federal, emitida pelo ministério do trabalho no ano de 1994, que tem por objetivo monitorar a saúde dos trabalhadores, por anamnese e exames laborais, identificando assim precocemente qualquer desvio que possa comprometer a saúde do trabalhador. Em conjunto com o Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais ( PPRA ) potencializa a proteção á saúde dos trabalhadores.
Também se destina a proteger os empregadores, porque obriga os trabalhadores a cumprirem o acordado sob pena de demissão por justa causa. Há penalidades também para os empregadores que não cumprem esta norma, sob pena de multa e responderão judicialmente pelos danoscausados.

6.1 Risco Físico- Calor
Prevenção:
A maioria dos problemas de saúde relacionados com o calor pode ser prevenida ou seus riscos reduzidos. As seguintes precauções diminuem bastantes os riscos gerados pelo calor:
1) A instalação de mecanismo técnico de controle, entre os quais plano de ventilação do ambiente como um todo e medidas que promovam o resfriamento localizado sobre as fontes de calor, incluindo sistema de exaustão. A instalação de painéis de isolamento das fontes do calor radiante são medidas bastante positivas. O resfriamento por evaporação e a refrigeração mecânica são outras maneiras possíveis de redução do calor. Ventiladores são dispositivos que também concorrem para reduzir o calor, em ambientes quentes. A adoção de roupas de proteção para o trabalhador; a modificação, bem como a automação dos equipamentos, visando à redução do trabalho manual são outras formas de reduzir o calor.
2) Certas práticas de trabalho, como por exemplo, à de ingestão de água em abundância- até um quarto de litro por hora por trabalhador- em seu ambiente de trabalho, podem concorrer para reduzir os riscos causados pelo calor. É fundamental que os trabalhadores recebam treinamentos em procedimento em primeiros socorros para que aprendam e reconhecer e enfrentar os primeiros sinais orgânicos de reação ao calor. Os empregadores devem considerar também a condição física de cada trabalhador cuja atividade será desenvolvida em área de calor. Os trabalhadores de mais idade, os obesos e os que passam por período de treinamento com ingestão de medicamentos correm mais riscos.
3) O período de trabalho e descanso: podem ser alternados comperíodos de descanso mais prolongados e em ambientes mais ventilados. Na medida do possível deve-se planejar para que os trabalhos mais pesados sejam desenvolvidos nas horas mais frescas do dia. Os supervisores devem receber treinamento para detectar com antecedência qualquer indisposição e permitir que o trabalhador interrompa sua tarefa antes do agravamento de sua situação.


Quadro 4: Limites de Tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente de descanso no próprio local de prestação de serviço.








Quadro 5: Taxas de metabolismo por tipo de atividade.

4) A aclimação ao calor: por meio de curtos períodos de exposição para em seguida, o trabalhador ser submetidos a exposição por períodos mais longos. Os empregados recém admitidos e os que retornam após período de férias devem passar por período de adaptação de cinco (5) dias.
5) Os trabalhadores devem estar suficientemente instruídos: quanto à necessidade de ingestão de líquido e sais perdidos durante a transpiração. Devem conhecer os sintomas da desidratação, esgotamento, desmaio, câimbras e insolação. Devem ainda ser conscientizados da importância do controle diário de seu peso como forma de detectar a hidratação.
6.2 Risco Físico- Frio
Prevenção:
Proteção coletiva: isolamento das fontes geradoras de frio.
Proteção individual: EPI (avental, botas, capuz e luvas especiais).

Figura 17: EPI’s utilizadas em locais frios.









Deverão ser adotadas algumas medidas de prevenção/controle, a fim de minimizar os impactos desse agente ao trabalhador são elas:
a) Evitar o trabalho solitário em ambientes frios. O trabalhador deve estar em constanteobservação ou trabalhar em duplas;
b) Evitar sobrecarga de trabalho de forma a evitar sudorese intensa que possa causar umedecimento da vestimenta. Quando da realização de trabalho intenso, devem-se adotar períodos de descanso em abrigos aquecidos, com troca por vestimenta seca, sempre que necessário;
c) Devem ser oferecidas bebidas doces e sopas quentes no ambiente de trabalho para aumentar as calorias e o volume de líquidos. O café deve ser limitado devido ao seu efeito diurético e sobre a circulação sanguínea;
d) Quando o trabalho a ser realizado for leve e a roupa puder ficar molhada com o trabalho realizado, a parte externa desta roupa deve ser de material impermeável;
e) Quando o trabalho é intenso, a parte externa da roupa deve ser de material repelente a água, devendo ser trocada sempre que se molhe. A parte externa da roupa deve permitir evaporação de forma a diminuir a umidificação causada pela sudorese;
f) Quando o trabalho é realizado em ambientes frios, antes de adentrar ao ambiente o trabalhador deve se certificar de que sua roupa não esteja molhada. Se estiver úmida ou molhada deverá ser trocada por uma seca;
g) Os trabalhadores deverão trocar de meia ou palmilhas removíveis sempre que as mesmas estiverem umedecidas;
h) Se as roupas oferecidas aos trabalhadores não forem suficientes para prevenir a hipotermia ou enregelamento, o trabalho deve ser modificado ou interrompido até que roupas adequadas sejam providenciadas;
i) Evitar o umedecimento de partes do corpo ou vestimentas com gasolina, álcool e outros solventes devido ao risco adicional de danos pelo frio em extremidades;
j) Não exigir trabalho integral derecém contratados em ambientes frios. Isto deve ser feito aos poucos até que haja a ambientação com as condições de trabalho e das vestimentas;
k) O local de trabalho deve ser planejado de forma que o trabalhador não passe longos períodos parados. Local frio não pode ser utilizado como área de repouso. Não deve existir no ambientes assentos metálicos de cadeiras desprotegidos;
l) Antes de assumir os seus postos de trabalho, todos devem ser treinados nos procedimentos de segurança e saúde no trabalho.
m) Trabalhadores em tratamento médico ou tomando medicação que possa interferir na regulação da temperatura do centro do corpo devem ser excluídos do trabalho exposto ao frio a temperaturas abaixo de -1°C; o) trabalhos rotineiros a temperaturas inferiores a -24°C com velocidade do vento menor que 8 km/h ou temperaturas inferiores a -18°C e velocidade do vento superior a 8 km/h, devem ser realizados por trabalhadores com recomendação médica que os declare aptos para tais exposições;
n) As portas de câmaras frigoríficas ou outras dependências refrigeradas onde haja trabalhadores operando devem ser dotadas de sistema que permita a abertura das portas internamente, caso os trabalhadores ficarem involuntariamente presos;
o) Pessoas idosas, que tenham problemas circulatórios, ou alcoólatras devem ser excluídas no exame médico admissional para trabalhos em ambientes extremamente frios.

6.3 Risco Físico- Ruído
Medidas de controle do ruído- podem ser consideradas basicamente de três maneiras distintas: na fonte, na trajetória e no homem. As medidas na fonte e na trajetória deverão ser prioritárias quando viáveis tecnicamente.

6.3.1Controle na Fonte
É o método mais recomendado quando há viabilidade técnica. No entanto a fase de planejamento das instalações é o momento mais apropriado para a adoção dessas medidas, pois se podem escolher equipamentos que produzem menores níveis de ruído e organizar o layout. Na aplicação dessa medida, cada caso deverá ser cuidadosamente estudado, pois, muitas vezes, determinada a medida, se pode alterar o principio de funcionamento das máquinas e equipamentos. Deste modo, este tipo de controle é mais eficaz quando feito pelo fabricante, que deveria indicar o nível de ruído gerado pela máquina ou equipamento.
Deve se salientar, no entanto, que existem inúmeras alternativas para esse tipo de controle:
Substituir o equipamento por outro mais silencioso;
Balancear e equilibrar partes móveis;
Lubrificar eficazmente rolamentos, mancais, etc.;
Reduzir impactos na medida do possível;
Alterar o processo (substituir sistemas pneumáticos por hidráulicos);
Programar as operações de forma que permaneça o menor número de máquinas funcionando simultaneamente;
Aplicar material de modo que atenue as vibrações;
Regular os motores;
Reajustar as estruturas;
Substituir engrenagens metálicas por outras de plásticos ou celeron;
Diminuir a velocidade de escapamento dos fluidos;
Reduzir as rotações das máquinas, embora essa medida possa reduzir a capacidade produtiva;
Instalar abafador (silencioso) nos escapamentos;
Absolver os choques por meio de revestimentos de borracha nas estruturas;
Reduzir a altura de queda de materiais nos receptores, como, por exemplo, queda de minério em um silo.

6.3.2 Controle no meio ou trajetória
Não sendo possívelo controle na fonte, o segundo passo é a verificação de possíveis medidas aplicadas no meio ou trajetória.
Portanto, no controle da trajetória, o som já foi gerado e a finalidade das medidas é evitar sua transmissão para outro ambiente ou absorve-lo de maneira que evite as reflexões. Sendo assim, esse tipo de controle pode ser alcançado da seguinte forma:
A)- Pela absorção do som: a energia sonora é absorvida quando o som encontra uma superfície, sendo que os materiais porosos, como, por exemplo, a lã de vidro e cortiça, são os melhores absorventes. Os coeficientes de absorção dos materiais variam de acordo com as freqüências do som, portanto, na escolha desse tipo de material é importante analisá-las por meio de uma avaliação adequada.
As reflexões múltiplas do som dão origem ao fenômeno da reverberação ampliando o som. Assim uma determinada fonte de ruído produz maior nível de ruído em recinto fechado.Ademais, quanto mais refletoras as superfícies, maior o tempo de reverberação, isto é, o tempo necessário para o nível de ruído decair de 60 dB, a parti do instante em que cessar a fonte sonora. Portanto, o tratamento acústico das superfícies, isto é, o revestimento com material absorvente de som, constitui importante medida de controle na trajetória.
B)- Pelo isolamento: o isolamento acústico consiste em evitar a transmissão de um ambiente para o outro, devendo, para essa finalidade, utilizar materiais que possuam alto índice de redução acústica ou perda de transmissão. Os materiais densos e compactos possuam maior índice de redução. Além disso, a utilização de paredes duplas ou triplas aumenta o índice de redução, sendo quea distância entre paredes também constitui fator importante a ser observado. Assim, quanto maior a distância entre paredes, maior é a redução. No isolamento acústico, deve se evitar frestas ou qualquer descontinuidade nas superfícies que permitam a passagem de ar. Acrescente-se, ainda, que o isolamento pode ser fonte ou do receptor:
Isolar a Fonte – significa construir uma barreira que separa a causa do ruído do meio que o rodeia, para evitar que esse som se propague.
Isolar o Receptor – significa construir barreiras que separem a causa e o meio do indivíduo exposto ao ruído.
Convém salientar, ainda, que o isolamento de uma fonte é mais eficiente utilizando-se paredes isolantes (material denso e compacto) revestidas internamente com material absorvente (cortiça, lã de vidro, etc.). As figuras que se seguem ilustram o isolamento de uma fonte e a redução do ruído em relação à instalação original.
Conforme citado anteriormente, o uso de paredes duplas ou triplas revestidas internamente com material absorvente de som aumenta ainda mais a eficiência do isolamento.

6.3.3 Controle no Homem
Não sendo possível o controle do ruído na fonte e na trajetória, devem-se adotar medidas de controle no trabalhador, de forma que complemente as medidas anteriores, ou quando não forem elas suficientes para corrigir o problema.
As medidas de controle no trabalhador podem ser:
Limitação do Tempo de Exposição: Consiste em reduzir o tempo de exposição aos níveis de ruído superiores aos limites de tolerância, tomando cuidado para que o valor-limite para exposição a dois ou mais níveis de ruídos diferentes não seja superior a 1(um). A limitaçãopode ser conseguida por meio do rodízio dos empregados nas atividades ou operações ruidosas. Todavia, na prática, há dificuldade na aplicação, e, se esta não for cuidadosamente estudada, seu objetivo pode não ser alcançado. Assim, o estudo sistemático dos tempos das tarefas, método do trabalho, juntamente com o monitoramento do ruído, são procedimentos necessários para o êxito dessas medidas.
Medidas de proteção coletiva: enclausuramento da máquina produtora do ruído; isolamento do ruído.
Medida de proteção individual: fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPI) (no caso, protetor auricular e o tipo concha).

Figura 18 : Protetor auricular de inserção.








O EPI deve ser fornecido na impossibilidade de eliminar o ruído ou como medida complementar, outras medidas complementares também devem ser tomadas:
Medidas médicas: exames audiométricos, periódicos, afastamento do local do trabalho, revezamento;
Medidas educacionais: orientação para o uso correto do EPI, realização de campanha de conscientização;
Medidas administrativas: tornar obrigatório o uso do EPI, controlar o seu uso. Já possuindo o respaldo legal da NR-06.

Observação: Medidas médicas, educacionais e administrativas devem ser adotadas em todas as situações de risco.

6.4 Risco Físico- Umidade
Para controle da exposição do trabalhador a umidade pode ser tomada medidas de controle como:
Proteção Coletiva e Proteção Individual
As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores são situações insalubres e devem ter a atenção dos prevencionistas por meio deverificações realizadas nesses locais para estudar a implantação de medidas de controle.
Para a Proteção Coletiva: sistemas de drenagem, desvio do fluxo de água, ralos para escoamento total da água, a colocação de estrados de madeira, e também um estudo de modificações do processo de trabalho.
Para a Proteção Individual: EPI’s como botas, luvas de borrachas e roupas impermeáveis.

Figura 19: Bota utilizada na cozinha.








7. PESQUISA EM CAMPO
Relatórios das visitas técnicas realizadas
Local 1: Cozinha de Restaurante Popular
Atividades: Preparo de 900 refeições diariamente.
Irregularidades:
Mudança brusca de temperatura do cozinheiro;
Facas armazenadas de maneira incorreta;
Extintores sem sinalização e mal instalados;
Saída de emergência única.
Recomendações:
Designar pessoa especifica para manusear o freezer e o fogão
Armazenar as facas em local especifica,
Os extintores deverão ser colocados em locais: de fácil visualização; de fácil acesso; onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga, vermelha, com bordas amarelas. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor, a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Essa área deverá ser no mínimo de 1,00m x 1,00m (um metro x um metro).Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1,60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso.


De acordo com a NR- 23( Proteção contra Incêndios) quanto as saídas de emergência:
Itens: 23.2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente edispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência.
23.3 As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.

Local 2: Cozinha prestadora de serviço, terceirizada, localizada dentro de uma empresa.
Irregularidades:
Instalação Elétrica exposta;
Tomada enferrujada;
EPI de acesso à câmara frigorifica de uso coletivo;
Estoque de alimentos secos junto com o armazenamento de materiais para limpeza;
Caso de stress, provocado por sobrecarga de tarefas, decorrente da redução do numero de trabalhadores;
Caso de queda provocado por piso escorregadio;
Caso de LER/ DORT;
LER - Lesão por esforço repetitivo, segundo o ortopedista e traumatologista Cleber Furlan, é uma síndrome com conjunto de sinais e sintomas, gerada por movimentos repetitivos e constantes. Estes movimentos podem gerar dor e perda de movimentos dos membros superiores.Estas doenças inflamatórias atingem músculos, nervos e tendões.Quando dizemos que alguém tem LER trata-se de uma tendinite, tenossinovite ou outro tipo de doença causada por esforço repetitivo.
Além desse fator, também podem contribuir para a doença o esforço excessivo, más condições de trabalho, postura incorreta e stress.
DORT - Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, é sinônimo de LER pois estão relacionados com os distúrbios musculares.Como por exemplo disturbios muculoesqueléticos, afecções musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho,doenças que acometem o sistema nervoso periférico,busite,hérrnia de disco,cervicalgia,lombalgia,etc.
São vários os fatores que podem contribuir para o aparecimento de LER/DORT nas cozinhas, as ligações estão nos aspectos físicos e ambiente de trabalho até a organização do trabalho e tarefas organizadas.
Saber identifica-las é um ponto de partida e quando encontradas, as mudanças são fundamentais para que se alcance a solução e traga conforto e saúde ao trabalhador, levando como resultado a uma melhor produtividade. Os trabalhadores da cozinha e da limpeza entre outros, exigem em suas funções movimentos repetitivos de membros superiores e inferiores, colocando-os no grupo de risco.
As exigências no trabalho e as dificuldades em atendê-las dão origem á manifestações individuais que inicialmente não se evidenciam em um exame clínico, mas é muito importante fazer a devida proteção o quanto antes, para que se evite o agravo do problema.
Sem o fornecimento da luva de malha de aço (EPI obrigatório para corte de carnes);
Vestiários e banheiros compartilhados com funcionários de limpeza;
Cantoneiras de alumínio quebradas;
Procedimento de acendimento do fogão realizado de forma incorreta;
Há a possibilidade de ocorrer queimaduras e até mesmo explosões, quanto utilizado meios impróprios para o acendimento do fogão.
Extintores sem válvula e instalados em frente á buraco;
Higienização precária;
Ralos inadequados e sujos;
Piso inadequado, em péssimas condições de conservação, além de, em alguns locais estarem quebrados;
Luva térmica em péssimo estado de conservação;
Sem luva adequada para manusear os utensílios após a lavagem dos mesmos;
Sem a cobertura correta, por meio de forro no teto, fazendo com que haja goteiras em diaschuvosos.
Recomendações:
Adequação das instalações elétricas;
De acordo com a NR-10 item 10.2.1.1 :”Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”
Item 10.4.4:”As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente, de acordo com as regulamentações existentes e definições de projeto.
Troca das TUG’S (tomadas de uso geral);
Fornecimento do EPI adequado para o acesso à câmara frigorifica à todos os trabalhadores, caso inviável, designar uma única pessoa à realização da tarefa, sendo reservado o direito de repouso;
Como especifica o Decreto-lei 5452/43 do Art. 253 da CLT: “Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 hora e 40 minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo.”
Portaria CVS 5 , 9/13 :“É obrigatório o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), tais como blusas, capa com capuz, luvas e botas impermeáveis para trabalhos em câmaras frias, ou para trabalhos que frequentemente alternem ambientes quentes e frios, ou quando necessário. De acordo com o Norma Regulamentadora 6:
Proteção da cabeça, crânio, pescoço e do tronco: capuz de segurança contra riscos de origem térmica e vestimenta de proteção ao tronco;
 Proteção dos membros superiores: Luva desegurança para proteção contra agentes térmicos;
Figura 20: luva para proteção das mãos dos ricos da baixa temperatura.






 Proteção dos membros inferiores: calçado, meia e calça de segurança para proteção dos pés contra baixas temperaturas;
Proteção do corpo inteiro: Conjunto de segurança composto por calça e blusão ou mesmo jaqueta ou paletó, cuja função é a proteção tanto do tronco quanto dos membros inferiores e superiores contra agentes térmicos.
Figura 21 : Vestimenta correta para acesso a câmara fria.

Fonte: Adaptado tstserido.blogspot.com
Separação do estoque de alimentos, de alguma forma, dos produtos de limpeza;
Portaria CVS N° 5 da ANVISA : Art. 26. As matérias-primas, os ingredientes, as embalagens e outros produtos devem ser armazenados em local limpo, organizado, ventilado, sem receber luz solar direta, livre de entulho ou material tóxico, e de acordo com as características intrínsecas do alimento e as recomendações do produtor. Armazenar separadamente dos alimentos, os materiais de limpeza, embalagens e descartáveis.
Portaria CVS 6/99 ,da ANVISA: “Não deve existir entulho ou material tóxico no estoque, sendo o material de limpeza armazenado separadamente dos alimentos. Ventilação adequada. Os alimentos devem ser puncionados com utensílios exclusivos e após sua utilização, as embalagens devem ser fechadas adequadamente’.
Contratação de mais funcionários;
Quanto à contratação de funcionários, o número irá variar de acordo com a estrutura do estabelecimento, que deverá contar com uma equipe de cozinha, responsável pelo cardápio e fiscalização técnica do preparo dos alimentos, o administrador e o gerente.Aplicação das soluções ergonômicas (rodízio);
Fornecer as luvas adequadas às tarefas (malha de aço, térmica);
Portaria CVS N° 5 da ANVISA determina que: “Luvas de malha de aço devem ser utilizadas durante o corte e desossa de carnes. Luvas térmicas devem ser utilizadas em situações de calor intenso, como cozimento em fornos e devem estar conservadas e limpas.”
Figura 22: Luva de malha de aço. Figura 23: Luva térmica







Providenciar os vestiários e banheiros próprio ao uso dos funcionários da cozinha,somente;
O item 4.1.12 DA RDC N° 216 determina:” As instalações sanitárias e os vestiários não devem se comunicar diretamente com a área de preparação e armazenamento de alimentos ou refeitórios, devendo ser mantidos organizados e em adequado estado de conservação. As portas externas devem ser dotadas de fechamento automático.”
O item 9.8 da CVS N° 6 também determina:” Nas instalações sanitárias exclusivas para funcionários das empresas produtoras de alimentos fica proibido o descarte de papel higiênico em lixeira, devendo ser este diretamente no vaso sanitário. As instalações sanitárias devem ser bem iluminadas, paredes e piso de cores claras, de material liso, resistente e impermeável, portas com molas, ventilação adequada com janelas teladas. Não devem se comunicar diretamente com a área de manipulação de alimentos ou refeitórios.
Disponibilizar o meio correto para o acendimento do fogão;
É importante a utilização de meios corretos e seguros para o acendimento do fogão.
Instalação dos extintores corretamente conforme legislação pertinente;
A IT do Corpo de Bombeiros n ° 21/2011 determina procedimentos para instalação esinalização
Higienizar corretamente o local;
RDC N° 216 , item 4.1.12:” As instalações sanitárias e os vestiários não devem se comunicar diretamente com a área de preparação e armazenamento de alimentos ou refeitórios, devendo ser mantidos organizados e em adequado estado de conservação. As portas externas devem ser dotadas de fechamento automático.
Trocar os ralos e higienizá-los;
Trocar o piso, conforme legislação pertinente;
CVS N °6/1999 item 9.2: piso de material liso, resistente, impermeável, lavável, de cores claras e em bom estado de conservação, antiderrapante, resistente ao ataque de substâncias corrosivas e que seja de fácil higienização (lavagem e desinfecção), não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. Deve ter inclinação suficiente em direção aos ralos, não permitindo que a água fique estagnada. Em áreas que permitam existência, os ralos devem ser sifonados, e as grelhas devem possuir dispositivos que permitam o fechamento.
Alem de ser de alta resistência (PEI 5), pois devem suportar tráfego pesado e intenso. Devem permitir a fácil limpeza, , antiácidos . Pisos monolíticos (sem rejuntamento) são os mais indicados, pois a inexistência de rejuntes dificulta o acúmulo de sujeira. No caso de se utilizar o revestimento cerâmico, há no mercado opções de rejuntes não porosos, ou seja, que absorvem menos umidade, o que inibe a proliferação de microorganismos. [TEIXEIRA et al., 2003] Todas as junções entre pisos e paredes (rodapés) devem ser arredondadas para evitar a existência de cantos acumuladores de sujeira e para facilitar a limpeza (recanto sanitário).

Providenciar o forro adequado para o teto do local;CVS N° 6 item 9.4:”Forros e Tetos; Acabamento liso, impermeável, lavável, de cores claras e em bom estado de conservação. Deve ser isento de goteiras, vazamentos, umidade, trincas, rachaduras, bolor e descascamento. Se houver necessidade de aberturas para ventilação, esta deve possuir tela com espaçamento de 2 mm e removíveis para limpeza. O pé direito no mínimo de 3 m no andar térreo e 2,7m em andares superiores.”

8. LEGISLAÇÃO
Para se ter uma cozinha Industrial se faz necessário que o empresário, além de toda legislação trabalhista (CLT), o mesmo deve estar de acordo com outros regulamentos para que possa desenvolver as suas atividades no ramo da Cozinha, sendo estas:

NBR 5626/1998 – Instalações Prediais de Água Fria;
O projeto de instalações prediais de água fria deve ser composto de plantas baixas de todos os pavimentos (de um pavimento tipo no caso de sua existência), planta de cobertura, locação, detalhes isométricos, barrilete, memorial descritivo e de cálculo. Todas as pranchas devem possuir legenda e selo. O espaço acima do selo deve ser reservado para carimbos de aprovação pelos órgãos competentes.

NBR 5648/1999 – Sistemas Prediais de Água Fria – Tubos, conexões de PVC 6,3, PN 750 kPa, com Junta soldável - Requisitos;
Esta norma prescreve exigências complementares à NBR 5647-1, NBR 5648, NBR 5685, NBR 7362-1 e NBR 7665 no que se refere ao método de verificação do desempenho de juntas elásticas, tubos e conexões de PVC do tipo ponta e bolsa com anel de borracha.
CAMPO DE APLICAÇÃO
Sistemas para adução e distribuição de água:
- Tubos e conexões de PVC 6,3 com junta elástica e com diâmetro nominal até DN 100.
-Tubos de PVC 12 – DEFOFO com junta elástica.

Sistemas integrados para condução de esgoto:
- Tubo de PVC com junta elástica,
- Tubo de PVC com parede maciça,
- Tubo de PVC com dupla parede,
- Tubo de PVC com junta soldável.

NBR 8160/1999 – Instalações Prediais de Esgoto Sanitário;
Esta Norma estabelece as exigências e recomendações relativas ao projeto, execução, ensaio e manutenção dos sistemas prediais de esgoto sanitário, para atenderem às exigências mínimas quanto à higiene, segurança e conforto dos usuários, tendo em vista a qualidade destes sistemas.
Esta Norma não se aplica aos sistemas de esgoto industrial ou assemelhado, a não ser para estabelecer as precauções que devem ser observadas quando, neste tipo de construção, estiverem associadas à geração de esgoto sanitário.

NBR 5410/2004 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão;
Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.
Esta Norma aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificações, qualquer que seja seu uso (residencial, comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro, etc.), incluindo as pré-fabricadas.

NBR 5413/1982 – Iluminância de Interiores;
Esta Norma estabelece os valores de iluminâncias médias mínimas em serviço para iluminação artificial em interiores, onde se realizem atividades de comércio, indústria, ensino, esporte e outras.
NBR 7198/1993 – Projeto e execução de Instalações de Água Quente;
Esta Norma fixa as exigências técnicas mínimasquanto à higiene, à segurança, à economia e ao conforto dos usuários, pelas quais devem ser projetadas e executadas as instalações prediais de água quente.
Esta Norma se aplica às instalações prediais de água quente para uso humano, cuja temperatura seja, no máximo, de 70oC.

NBR 13.932/1997 – Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo(GLP) – Projeto e Execução;
Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para o projeto e execução das instalações internas de gás liquefeito de petróleo (GLP) na fase vapor, com pressão de trabalho máxima de 150 kPa (1,5 kgf/cm2).
Esta Norma se aplica a todas as instalações em que os aparelhos de utilização sejam abastecidos através de um sistema de tubulações.
Esta Norma não se aplica a:
a) instalações constituídas de um só aparelho de utilização, diretamente ligado, através de mangueira ou tubo flexível, a um único recipiente com capacidade volumétrica inferior a 32 L (0,032m3);
b) instalações de prédios industriais, quando o gás for utilizado exclusivamente em processos industriais.
A não ser que seja especificada de outra forma pela autoridade competente, não há intenção de que as prescrições desta Norma sejam aplicadas às instalações, equipamentos, instrumentos ou estruturas que já existiam ou tiveram sua construção e instalação aprovadas anteriormente à data de publicação desta Norma. Excluemse casos em que a situação existente envolva um claro risco à vida ou às propriedades adjacentes.

NR 24 – Condições Sanitárias e de conforto nos locais de trabalho (Dá diretrizes para dimensionamento dos ambientes, materiais a serem empregados. Diretrizes de projeto do espaço: altura depeitoril, tipo de piso, tamanho do espaço, iluminação, tamanho do espaço da cozinha e do refeitório e etc.).

NR 2 – Inspeção prévia :Todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá solicitar aprovação de suas instalações ao Órgão do Ministério do Trabalho.

NR-8 - Edificações (Segurança e saúde no trabalho): Estabelece requisitos técnicos mínimos que devam ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham

Norma Cozinhas da Anvisa – RDC nº275
Considerando a necessidade de constante aperfeiçoamento das ações de controle sanitário na área de alimentos visando a proteção à saúde da população; considerando a necessidade de harmonização da ação de inspeção sanitária em estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos em todo o território nacional;
Considerando a necessidade de complementar o Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos;
Com a necessidade de desenvolvimento de um instrumento genérico de verificação das Boas Práticas de Fabricação aplicável aos estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos;
Tendo em vista o que a Lista de Verificação restringe-se especificamente às Boas Práticas de Fabricação de Alimentos;
Pelo fato de que a atividade de inspeção sanitária deve ser complementada com a avaliação dos requisitos sanitários relativos ao processo de fabricação, bem como outros que se fizerem necessários;

NR14 – Fornos
Esta NR estabelece os procedimentos mínimos, fixando construção sólida, revestida com material refratário, deforma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância, oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores.

NR 23 – Proteção contra Incêndio
A proteção contra incêndios é uma das Normas Regulamentadoras que disciplina sobre as regras complementares de segurança e saúde no trabalho previstas no art. 200 da CLT.
 O referido artigo, especificamente no inciso IV, dispõe sobre a proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com exigências ao especial revestimento de portas e paredes, construção de paredes contra fogo, diques e outros anteparos, assim como garantia
eral de fácil circulação, corredores de acesso e saídas amplas e protegidas, com suficiente sinalização.
 
Todos os locais de trabalho deverão possuir:
a) proteção contra incêndio;
b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio;
c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início;
d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.

NBR 9077 – Saídas de Emergência ( Dimensionamento das saídas através da quantidade de pessoas em relação a metragem quadrada da cozinha).
Instrução técnica do Corpo de Bombeiro nº38/2004 – Segurança contra incêndios em cozinha profissional (Varia de acordo com as normas do órgão de cada estado).





9. Conclusão
Em virtude do reconhecimento dos riscos existentes nas cozinhas industriais, a maneira como eles influenciam no organismo do trabalhador e no desenvolvimento do seu trabalho, o fato de causarem doenças e agravamentos e em muitas vezes a morte, entendemos que o trabalhador têm direito á um ambiente de trabalho salubre.
Com visãoem todos os aspectos, desde os do ambiente de trabalho até a atividade desempenhada, devem ser desenvolvida com conforto e segurança. Deste modo devem ser adotadas medidas de controle dos riscos e das doenças que estes ocasionam, é possível minimizar as situações e até mesmo, de acordo com cada situação, eliminá-las. Seja por meio de intervenção na fonte, na trajetória ou até mesmo se necessário com o uso de equipamento de proteção individual.
Isso trará ao trabalhador a proteção da saúde e mais tranquilidade para que possa desenvolver suas tarefas de forma satisfatória, inclusive trazendo benefícios á produtividade em resultado de um posto e/ou ambiente de trabalho em equilíbrio físico e psíquico.
Sendo assim para se obter saúde e segurança dos trabalhadores no seu ambiente de trabalho é fundamental a percepção do técnico em segurança do trabalho, á todas as situações de risco. Obtendo conhecimento em legislações, observando susceptibilidade de cada trabalhador, e uma visão ampla para que possa impedir situações que futuramente possam vir a causar acidentes e doenças nos trabalhadores.
Se o empregador juntamente com o profissional em segurança do trabalho não estiverem devidamente preparados com conhecimento necessário e interesse em desempenhar seu papel diante dessas situações problema, tornando-se negligente, é de suma importância esclarecer que estes terão responsabilidades nas consequências causadas por sua desatenção ao cumprimento de seus deveres.
Desta maneira concluímos que tão importante quanto estar atento aos riscos em que estão expostos os trabalhadores, informá-los destes riscos e as maneiras possíveis parase proteger, é a implementação de programas que visam proteger a saúde dos trabalhadores e adotar as medidas de prevenção e controle dos riscos existentes.














10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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cortador de frios www.shoppingdaspadarias.com.br
caldeirao www.solostocks.com.br
fogão www.atualinox.com.br
forno combinado www.chefrudnicksolucoes.com.br
luva: www.lagrotta.com.br
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legislação epi http://www.epi-tuiuti.com.br/blog/o-trabalho-em-camaras-frias-e-a-legislacao/

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Salim Amed Ali - Dermatoses Ocupacionais 2º edição, pags. 49, 288, 289. Fundacentro, 2010.
Tuffi Messias Saliba - Manual Prático de avaliação e controle do calor PPRA 2º edição - jun/2004 Editora LTR, pág.15. E Manual Prático de avaliação e controle do ruído PPRA 3º edição -novembro/2004 Editora LTR,pág.11,16,65,66.

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