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HISTÓRIA E FILISOFIA DA QUÍMICA

Por:   •  10/9/2019  •  Dissertação  •  2.608 Palavras (11 Páginas)  •  7 Visualizações

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TIA MAFALDA E A MARAVILHOSA VIAGEM

PELA HISTÓRIA DA QUÍMICA

Capítulo 1: Um Convite A Repensar O Sentido Da História

Em uma linda tarde de um verão qualquer, estávamos tia Mafalda e eu sentados na varanda de sua casa no interior do interior do Paraná, ela uma senhora aposentada, após anos de contribuição para o Estado, e eu um jovem estudante de Química em uma instituição Federal. Tia Mafalda uma mulher muito curiosa sempre me perguntava o que eu tanto estudava;

- Mas menino, química não são aqueles cálculos loucos, onde se mistura letras com matemática?

- Também são tia, porem tem toda uma história por trás desses “cálculos”;

- Historia? Que tipo de história há por trás da química? Questionou ela com um expressão de desconfiada.

- Ora tia Mafalda, quando as pessoas escolhem o que é necessário para seu consumo diário, não param para pensar em toda historia do conhecimento humano há por trás naqueles produtos, o que precisou ser descoberto, inventadas, transformadas ou testadas para seu produto final.

Ela me olhou de cima abaixo e disse:

- Você não será professor de química? Pra que estuda a história?

- Estudar história tia é absolutamente importante para compreendermos nossa atualidade, nós buscamos as resposta naquilo que já passou, tentando estabelecer uma relação entre os níveis do tempo, passado e presente unidos, a história estuda as ações humanas através do tempo. Se eu perguntar para senhora como se estuda a história como seria sua resposta?

- eu lhe diria que através de livros, jornais e revistas da época.

- Posso lhe dizer que hoje podemos usar não somente documentos escritos, mas como também podemos usar outros tipos de fontes como: vestígios de civilizações antigas, pedaços de roupas, taquinhos de cerâmica, um monumento, e até mesmo fontes orais, colhermos depoimentos pode ser muito importante para o estudo de história, podemos cruzar tais depoimentos com as fontes escritas, conferirmos se há coerência entre elas, enfim tudo que possibilite ao homem um resgaste do passado. Mas o historiador precisa aplicar métodos para que sua análise seja imparcial.

Então eu me lembrei de uma excursão que estava sendo organizada pela faculdade, para alguns museus na Europa, e lhe propus uma viagem para lhe explicar a história da ciência. Ela imediatamente topou, disse que gosta de conhecer a verdade das coisas, fiquei um inseguro se ela iria entender, mas mesmo assim partimos.

Capitulo 2 – O Início Da Ciência

Chegando à Europa começamos nossa divertida busca pelo conhecimento da historia de ciências, tentei estabelecer uma linha do tempo para Tia Mafalda entender, o porquê da importância do estudo sobre o passado para entendermos o presente.

- Nos primórdios da historia da humanidade, muito antes de entender os elementos da natureza, os homens observavam as transformações dos materiais, como a madeira transformada em cinzas e fumaça a partir do fogo, uma forma simples de representar o que hoje entendemos como reações química. Continuando nessas observações o homem começa a desenvolver explicações para tais fenômenos, e a atribuir esses efeitos a vontades divinas, havia um deus para tempestade, um deus do mar, deus do fogo e por ai vários. Com o passar do tempo o senso pratico fazia com que tratassem de suas culturas, desenvolvesse técnicas de pesca e trabalhassem em grupos, essas experiências traziam bons resultados, e constataram que nem tudo dependia dos deuses e sim dos conceitos adquiridos dos homens.

Podemos dizer que foram os gregos que começaram a introduzir a ideia de lei natural ou seja, leis que nem os poderosos deuses podiam modificar. A partir deles muitos fenômenos começaram a ser entendidos como naturais e não divinos, pois não ocorriam pela fúria ou bondade dos deuses, e sim por meios de leis que os homens começara a entender e compartilhar. Muitos filósofos debatiam sobre a origem e natureza do homem e do mundo, somando seus modos de pensar elaboraram varias explicações para entender do que as coisas são feitas, ou melhor, tentaram compreender o que hoje chamamos de matéria.

Somando suas teorias chegamos ao resultado de que as transformações observadas na natureza envolviam os princípios primordiais, seja ela agua, ar ou terra, partindo disso que as diferentes formas de matéria são resultado de diferentes combinações entre elas. Partindo desses pensamentos Aristoteles (384 – 322 a.c) aparece para propor que havia um substrato, a matéria prima, e quatro qualidades o quente, o seco, o frio e o úmido, que a soma deles com o substrato formava cada um dos elementos químicos, fogo, agua, ar e terra, se por exemplo ele quisesse explicar a combustão da madeira, ele diria que ela se transformou em cinza quando a matéria prima perde partes das qualidades, quente e úmido, ou seja perde o elemento ar que se apresentaria como fumaça e a terra na forma de cinza. Deste modo Aristóteles lançou a base para as primeiras transformações da matéria, seu esquema oferecia boa explicação sobre essas transformações para os fenômenos observados, sendo muito aceita por anos pelos gregos de sua época, tomadas como base na idade media, mas um pouco diferente dos modelos atuais, mas muito importante para termos chegado ate aqui na historia.

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