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A LOGÍSTICA REVERSA E SUA IMPLANTAÇÃO NO SISTEMA PRODUTIVO BRASILEIRO

Por:   •  1/3/2016  •  Trabalho acadêmico  •  2.970 Palavras (12 Páginas)  •  265 Visualizações

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A LOGÍSTICA REVERSA E SUA IMPLANTAÇÃO NO SISTEMA PRODUTIVO BRASILEIRO

DELIOMAR PEREIRA CORREA

Resumo: O crescimento da fabricação em uma mesma categoria de produtos denota a necessidade da destinação pós-uso: Isso porque paulatinamente as empresas passaram a competir cada vez mais para atender aos padrões consumistas diferenciados e para manter seu posicionamento no mercado em decorrência destas ações, acabam inserindo mais produtos para atender ao crescente mercado consumidor e assim comprometendo o meio-ambiente. Surge então a necessidade de gerenciar o fluxo logístico reverso, cuja responsabilidade é compartilhada por todos os integrantes do processo de logística reversa, através do incentivo do retorno dos produtos ao ciclo produtivo, de uma infraestrutura logística adequada de processamento e do entendimento da evolução da logística das cadeias reversas. Soma-se ainda, além da preocupação com a responsabilidade ambiental, o fato de que o reaproveitamento de materiais e a economia com embalagens retornáveis têm trazido ganhos que estimulam esforços para a implantação da logística reversa, objetivada cada vez mais pela recuperação de produtos ou sua reinserção no mercado produtivo. As empresas brasileiras que já implementaram a logística reversa, notadamente desenvolveram um nível de qualificação e capacitação capaz de alavancar seus negócios consideravelmente, respeitadas as especificidades de cada setor no tocante a minimizar os diversos riscos de manuseio, contaminação, transporte e principalmente custos pois enfatiza a necessidade de melhorar a relação entre indústria e varejo dando a devida atenção ao processo com foco no controle econômico  e a absorção das vantagens oferecidas e construídas.

Palavras-chave:logística, logística reversa, implementação.

1. INTRODUÇÃO

Ao abordarmos o dinamismo da implantação da logística reversa no sistema produtivo, é necessário que avaliemos os fatores que devem ser considerados como pontos críticos de aceitação da cadeia envolvida no ciclo de vida de um produto pois os custos advindos do processo de Logística Reversa contribuem com o crescimento econômico sustentável e consequentemente podem retornar para o ciclo produtivo como investimento em médio prazo enfatizando a postura sustentável do mercado consumidor contemporâneo. 

O Brasil encontra-se num estado inicial no que diz respeito ao desenvolvimento das práticas de logística reversa: Pressionado pelo rigor de legislação ambiental, pela necessidade de reduzir custos  e pela preocupação de oferecer serviços por meio de políticas de devolução mais liberais para que possa reduzir o impacto da fabricação dos produtos sobre o meio ambiente.

O sistema de logística reversa deverá receber aportes em seu conceito de planejamento do fluxo logístico, análogos ao fluxo direto com foco na redução, movimentação, disposição e até mesmo o reaproveitamento; e interessante, inclusive, citarmos duas grandes áreas de atuação que traz a literatura, quais sejam: a Logística Reversa do pós-venda e a Logística Reversa do pós-consumo.

A visibilidade de desastres ecológicos manifesta o comportamento do consumidor que para minimizar os impactos nocivos de produtos exige cada vez mais uma reflexão empresarial por parte do fabricante optando por não aceitar a poluição ambiental como um subproduto exigindo das empresas, independentemente de seu porte, a adoção de políticas de sustentabilidade.

A implementação da logística reversa deve considerar como pontos críticos no processo de implantação, além do ambiente do chão de fábrica, a capacidade de implementação no nível  estratégico e o aproveitamento de oportunidades de crescimento sustentável a fim de responder a crescente pressão exercida sobre o setor produtivo no tocante aos cuidados com o meio-ambiente.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O homem em sua busca por melhores condições de sobrevivência percorreu um longo caminho em direção ao desenvolvimento: Com isso  perdeu a percepção inicial que tinha em relação à natureza, como algo a ser respeitado. No atual cenário, a busca constante de um desenvolvimento em harmonia com a natureza tenta encontrar meios para materialização da sustentabilidade. A humanidade enxerga finalmente que a busca por alternativas sustentáveis para minimizar os impactos causados por suas ações é a solução mais viável e economicamente correta. Pois é o único meio de permanecermos sobre a Terra e não estarmos fadados a extinção.

Segundo Ballou (1993), a logística sempre foi utilizada em guerras, ocorrendo sua implementação no Exército, com a finalidade de na retaguarda ser um setor de estratégia. No  planejamento militar foi utilizada por meio de estudo do adversário (pontos fortes e vulneráveis), para definir frentes de batalha, deslocamento das tropas, equipamentos e programação das equipes de apoio (abastecimento técnico e suprimentos).

Para Chiavenato (1991) a logística é “uma atividade que coordena a estocagem, o transporte, os armazéns, os inventários e toda a movimentação dos materiais dentro da empresa até a entrega dos produtos ao cliente”

Baseando-se nas diversas definições de logística apresentadas, é possível assim concluir que a logística é uma atividade responsável pelo fluxo de produtos e serviços no intervalo entre produção e consumo, visando ajustá-los às necessidades de seu público  consumidor.  

Ao longo dos anos, a logística tornou-se uma das principais ferramentas para uma organização conquistar e fidelizar seus clientes, propiciando disponibilidade de produtos e agilidade nas entregas. A logística antes vislumbrada como um custo adicional para as empresas, ocupa seu espaço junto as organizações e então vem a ser considerada pelo seu potencial competitivo

Colocar o Brasil em patamar de igualdade aos principais países desenvolvidos no que concerne ao marco legal e inova com a inclusão de catadoras e catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, tanto na Logística Reversa quando na Coleta Seletiva é papel da Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) sendo  bastante atual e contendo instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.

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