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RESENHA " A ARTE DA GUERRA"

Por:   •  13/12/2015  •  Resenha  •  2.021 Palavras (9 Páginas)  •  799 Visualizações

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TZU, Sun. A arte da guerra; L&PMPOCKET vol.207; [Tradução de Sueli Barros Cassal]; Porto Alegre: outono, 2006. [pic 1][pic 2]

Renomado estrategista de guerra, filósofo chinês, e vitorioso general do Rei Hu Lu, Sun Tzu (544 A.C) é mundialmente conhecido por ter escrito o livro “A Arte da Guerra”, no século IV a. C. Não há registros da data de sua morte, pois foi uma figura histórica cuja existência ainda é bastante questionada por vários historiadores. Em seu livro (um dos mais antigos e valiosos tratados militares), aborda estratégias e certas qualidades essenciais que um general deve possuir para vencer qualquer batalha. Sun Tzu possui grande influência sobre estudiosos e militares que abordam assuntos sobre estratégias de guerra, através desta obra. Até mesmo profissionais do ramo de negócios, possuem o filósofo e estrategista como grande inspirador de suas decisões.

O Livro  inicia-se a partir do momento em que faz-se uma breve apresentação da importância dos ensinamentos de Sun Tzu, que apesar de constituírem um tratado de guerra, hoje são, perfeitamente adaptáveis ao mundo das empresas e dos negócios; Posteriormente, o comentarista Se-Ma Ts`Ien apresenta uma das histórias mais contadas sobre Sun Tzu, onde descreve o modo pelo qual ele empregava as “concubinas” do palácio, para demonstrar ao rei, exemplos de manobras e estratégias de combate, com o intuito de provar a veracidade de seus ensinamentos. A essência dos ensinamentos de Sun Tzu está na proposta de se “ganhar uma guerra antes mesmo de desembainhar a espada”. Segundo o autor, para vencer uma guerra, é essencial que se conheça: a terra, isto é, o meio em que se travará a batalha, o inimigo e a si mesmo, eis a arte da guerra. A Arte da Guerra é uma obra bem estruturada, possui uma escrita simples e bastante objetiva, utiliza-se uma linguagem limpa com pequenas frases, e possui sentido oral muito claro. O livro é dividido em treze capítulos, sendo eles: da avaliação, do comando da guerra, da arte de vencer sem desembainhar a espada, da arte de manobrar as tropas, do confronto direto e indireto, do cheio e do vazio, da arte do confronto, da arte das mudanças, da importância da geografia, da topografia, dos nove tipos de terrenos, da pirotecnia, e da arte de semear a discórdia, que expressam várias estratégias e técnicas para se compreender a arte da guerra.

[pic 3]

No Primeiro capítulo, da avaliação, Sun Tzu diz que a arte da guerra é uma questão vital para o estado, o âmbito onde a vida e a morte andam lado a lado, que leva ou as ruínas ou determina a sobrevivência, e então, deve ser estudada seriamente, ser examinada com cuidado e nunca negligenciada. Enfatiza que só é possível obter glória e sucesso na jornada de uma guerra, se não perder de vista cinco fatores necessários para a arte da guerra: a doutrina, o tempo, o espaço, o comando e a disciplina. Com o conhecimento desses cinco fatores e a sabedoria em usá-los, se tornará possível uma previsão de que lado vencer. Tudo se baseia no planejamento, precisa-se avaliar previamente o próprio exército e o inimigo, calcular as possibilidades de vitória, para então, saber guiar o exército e obter êxito.

O segundo capítulo, do comando da Guerra, destaca que os custos de uma guerra são muito elevados para qualquer Estado, principalmente quando as manutenções das tropas duram longos períodos de tempo. O autor afirma que um bom general deve fazer de tudo para que a guerra seja rápida, pois dessa forma, poupará a vida dos soldados e ainda os gastos dos cofres dos príncipes. A ênfase deve ser sobre a velocidade e a eficiência, sem prolongar operações.

No terceiro capítulo, da arte de vencer sem desembainhar a espada, enfatiza que é extremamente importante saber vencer o inimigo sem travar batalhas, refere-se a importância de tomar o país inimigo intacto.  Para Sun Tzu, a excelência de um general consiste em vencer o inimigo com a inteligência, sem ser preciso lutar. Diz ainda que se você conhecer o inimigo e a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas, se você conhecer a si mesmo, mas não o inimigo, para cada vitória você sofrerá também uma derrota, mas se não conhecer nem o inimigo, nem a si mesmo, você será derrotado em todas as batalhas.

O quarto capítulo, da arte de manobrar as tropas, coloca ênfase na disposição das tropas no terreno e declara que o segredo da vitória de hábeis generais está na defesa, pois eles preveem todas as eventualidades, conhecem a situação do inimigo, sabem o que podem fazer, e até onde ir, mesmo em vantagem não descansam, continuam agindo com o mesmo entusiasmo e vontade de vencer. O Autor ressalta que um bom general é aquele que vence sem cometer erros, que domina os elementos essenciais da arte da guerra, isto é, combatem um inimigo já derrotado.

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