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Resenha Critica - Documentario Entre Rios

Por:   •  3/3/2016  •  Resenha  •  710 Palavras (3 Páginas)  •  11.084 Visualizações

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O documentário “Entre Rios” trata da urbanização de São Paulo e tem como finalidade evidenciar as questões histórico-geográficas, políticas e do meio ambiente.

        Os rios e as colinas foram ocultos devido a criação da cidade de São Paulo. Segundo o professor Nestor Goulart Reis, do Departamento de Arquitetura FAU-USP, a região que os índios e os jesuítas escolheram era privilegiada para a criação de uma vila. O local se situava entre o Rio Tamanduateí e o Ribeirão Anhangabaú que tinham acesso ao Rio Tietê e através dele tinham acesso a toda a região pela via fluvial.

        Através dos Rios Tamanduateí e Anhangabaú foi que surgiu a vida em São Paulo. A chegada do trem marcou a modernização no lugar, e com isso houveram mais mudanças. A construção do viaduto do Chá sobre o vale do Anhangabaú, que também era ponto de encontro de várias ferrovias, foi o primeiro marco da superação às barreiras que os rios estabeleciam a expansão da cidade. O mesmo ligou o cinto velho aos novos loteamentos que surgiam na parte oeste da cidade. Encurtando ainda mais as distancias.

Esses bairros eram destinados a elite gafieira que vinham do interior para a capital usufruir das comodidades da vida moderna.

        Essa modernização alterou ainda mais a relação da cidade com o rio. Com a chegada da água encanada, os rios que eram a razão da cidade se tornaram pouco a pouco, obstáculos para o seu crescimento.

        Assim, quanto mais pessoas na cidade, maior era o consumo de água e maior era o esgoto gerado por essas pessoas. O que se tornou um grande problema sanitário, pois os esgotos eram despejados nas várzeas dos rios que cruzavam a cidade.

A elite paulistana sonhava em construir a cidade de acordo com as que viam em suas viagens para a Europa, e os rios não se encaixavam nesse sonho. Então, a solução foi a alteração dos rios, canalizando-os, diminuindo suas curvas e afundando o seu leito. Através disso, conseguiriam levar os esgotos para longe da população com mais rapidez.

        Ou seja, o rio foi quem pagou a conta das reformas urbanas. Sendo posteriormente transformados em parques, exemplo do Parque do Anhangabaú e o Parque Dom Pedro II.

        O engenheiro sanitarista Francisco Saturnino de Brito, também presidente da comissão de melhoramentos do Rio Tietê, propôs o resgate da orla fluvial urbana, dos logradouros públicos e a integridade do leito do rio Tietê.

Já seus colegas de trabalho, Francisco Prestes Maia e Ulhôa Cintra, tinham um conceito contrário, falavam o que os empreendedores queriam ouvir. Proporão um plano de avenidas, que era o sistema radial concêntrico, baseado em cidades que já existiam o sistema, como em Moscou, Paris, Viena, entre outras.

O sistema deveria possuir primeiramente o anel hidroviário e o anel ferroviário, para em seguida ser implantado o anel viário. Mas, Prestes Maia omitiu tais informações e pulou essas fases importantes, apenas com o intuito das vendas de automóveis.

A implantação do automóvel na cidade de São Paulo, gerou cada vez mais a semelhança com uma cidade típica americana, tomada por arranha-céus, autopistas e automóveis.

Tudo que Prestes Maia fez foi a favor daquele que estava modernizando o país, o automóvel. Várias outras obras e avenidas tomaram conta de São Paulo. E a cada obra, mas ainda os rios eram canalizados e transformados em avenidas. Mas, isso não mudou a natureza do rio. Quando a chuva cai, a água ainda corre para o seu local de origem e se não tiver espaço, ela toma a área que for necessária, resultando em inundações e enchentes, sendo estas a consequência da urbanização da cidade.

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