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Japão e o Crescimento Econômico

Por:   •  22/8/2018  •  Artigo  •  2.295 Palavras (10 Páginas)  •  63 Visualizações

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  1. o Japão de hoje é fruto de uma longa evolução histórica e o chamado "milagre japonês", resultante do surpreendente crescimento econômico do pós-guerra. A grande transformação ocorreu, na verdade, há mais de 100 anos, com a Restauração Meije, quando o país iniciou sua transição do' feudalismo para a modernidade, criando um tipo de sociedade bastante peculiar
  2. O Japão é um países cujo formação geológica mostra uma carência em recursos mineiras. Com isso ha necessidade de importação de matéria prima que ele necessita nas suas indústrias.*
  3. Mas, ele adotou também outro modelo sua industrial. Ou seja, Produzir  produtos com um valor agregado muito maior daquilo que ele compra
  4. As áreas industriais do Japão são próximas aos portos, pois há uma necessidade enorme de importação e exportação. Importa matéria prima, produtos agropecuários, Mas exporta, tecnologia > produtos eletroeletrônicos, automóveis, produtos voltados para informática.
  5. Mas, para o Japão conseguir alcançar toda essa importância dentro do seu processo de industrialização, houve alguns processos importantes.
  6. Estes citados anteriormente>
  7. Imperador representado líder máximo > este comandava o pais e aceita a os xogunatos.(feudal ate a década de1860 )
  8. Era MEIJI, indiretamente forçada pelos EUAS > por forçar a abertura de portos>
  9. Mas a transformação econômica do japão, acontece após  a segunda guerra mundial > o Japão sai derrotado > intervenção estadunidense.  A situação era
  10. 1945 No final da Segunda Guerra Mundial, em 1954 o Japão é um país militarmente vencido, politicamente submetido à ocupação americana e economicamente arrasado pela perda do vasto império colonial, destruição da marinha mercante e ruina do sector produtivo
  11. Em 1970 O Japão é já a terceira economia mundial, em consequência de 20 anos de crescimento económico a uma taxa média anual de 15%. > 25 anos após a guerra, ocupasse o terceiro lugar no pódio da economia mundial,*
  12. A recuperação económica do Japão após a Segunda Guerra Mundial ficou conhecida como o “Milagre Japonês” dada as condições de partida acentuadamente desfavoráveis:
  13. A Setembro de 1945, quando o imperador japonês anunciou a capitulação, as populações das cidade de Horishima e Nagasaki tinham sido arrasadas pela bomba atómica e o restante território, embora em menor escala, também sofrera a destruição da guerra. A frota mercantil, que era a terceira no mundo, tinha sido afundada;
  • No seguimento desta situação, em 1948, a produção agrícola diminuiu 60%, o consumo 55% e a produção industrial 65%, em relação aos anos antecedentes à Segunda Guerra Mundial;
  1. •Tornou-se impossível controlar a inflação e verificou-se a expansão dos mercados negros
  2. Como resultado dos factos referidos anteriormente, a miséria e o desemprego aumentaram e o iene, a moeda nacional, deixou de ser cotado no mercado internacional, acrescido ainda o facto de que o Japão teve de pagar indemnizações de guerra, ficando, então, à mercê dos vencedores.
  • O Japão perdeu a soberania, ficando sob a autoridade dos EUA;
  1. Sendo um país pobre em recursos naturais, o Japão tinha de importar quase a totalidade de carvão, petróleo e gás para a indústria;
  2. Durante alguns anos após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial,      a economia da nação ficou quase totalmente paralisada em virtude      da destruição causada pela guerra, com uma séria escassez      de alimentos, uma inflação descontrolada e um agressivo mercado      negro.
  3. A nação perdeu todos os seus territórios de além-ma  e a população ultrapassou a marca dos 80 milhões de habitantes Fábricas foram destruídas pelo fogo dos ataques aéreos.  A demanda interna caíra com a cessação das encomendas militares e o comércio exterior era restrito pelas forças de      ocupação.
  4. Mas o povo japonês começou a reconstruir  a economia devastada pela guerra, auxiliado no início pela ajuda à  reabilitação dos Estados Unidos.
  5. Em 1951, o Produto Nacional Bruto foi recuperado ao nível de 1934-36
  6. *O pessoal militar desmobilizado e os civis desconvocados juntaram-se ao mercado  de trabalho proporcionando uma larga oferta de trabalhadores para a reconstrução      econômica no início do período do pós-guerra.

  1. Várias reformas sociais realizadas após a guerra ajudaram a      moldar uma estrutura básica para o subseqüente desenvolvimento econômico. A desmilitarização do pós-guerra e a      proibição de rearmamento estabelecidas pela nova Constituição eliminaram o pesado ônus provocado pelos gastos militares sobre os recursos     econômicos da nação.
  2. Com o ‘sistema de produção prioritária’, deu-se ênfase      ao aumento da produção do carvão e do aço, os  dois principais focos do esforço industrial do país. A elevação    da produção do aço estabeleceu a base para uma decolagem      global da produção, caracterizando um impulso no investimento      de capital, sustentado pela recuperação do consumo.

  1. Guerra Fria, durante a Guerra do Vietname, uma grande parcela dos produtos consumidos pelas tropas norte-americanas foi fabricada no Japão. Isto impulsionou o crescimento industrial e económico, de forma praticamente ininterrupta durante duas décadas.
  1. Na segunda metade do século XX, o Japão tornou-se fornecedor de veículos e materiais bélicos para os Estados Unidos, que passaram a financiar a economia japonesa e a transferir tecnologia para o Japão, ao mesmo tempo que abriam sua economia às exportações japonesas.
  1. Para além das ajudas financeiras e técnicas disponibilizadas pelos Estados Unidos, os japoneses souberam também criar as condições necessárias à sua prosperidade:
  2. Um sistema político excecionalmente estável (o Partido Liberal-Democrata manteve-se ininterruptamente no Governo após 1955) permitiu a atuação concertada entre o Governo e os grandes grupos económicos.
  1. •A intervenção inteligente e eficaz do Estado no incentivo das actividades económicas através de um regime fiscal favorável ao investimento e à entrada de capitais estrangeiros canalizados para a indústria moderna e para as novas tecnologias, sob iniciativa privada;
  1. Importação de tecnologias estrangeiras, que eram aperfeiçoadas e adaptadas a uma indústria de ponta em grande desenvolvimento. Desta forma investiu-se menos tempo e recursos com a pesquisa e desenvolvimento - Engenharia Reversa dos Produtos Ocidentais
  1. O Estado interveio ativamente na regulação do investimento, na concessão de créditos, na proteção das empresas e do mercado nacional. Para além disso, canalizou a maior parte dos investimentos públicos para o setor produtivo
  1. Para além da intervenção do estado, a própria filosofia orgânica da produção industrial do seu modelo capitalista era uma originalidade japonesa. O “genuíno modelo japonês”, como é denominado, é composto por quatro grandes dimensões:
  2. O sistema de emprego adotado pelas grandes empresas constituído por:
  1. O chamado emprego “vitalício”. Na realidade, não existe nenhum contrato “formal” sobre uma estabilidade permanente no emprego mas ela existe de facto, até à reforma aos 55 anos de idade.
  2. A promoção por tempo de serviço, onde o critério da antiguidade é central na remuneração dos trabalhadores.
  3. A admissão do trabalhador não é realizada para um posto de trabalho, mas para a empresa, num determinado cargo, ao qual corresponde um salário.
  1. •O sistema de organização do trabalho e produção – “Toyotismo”: ao contrário do modelo Fordista, que produzia muito e guardava em stock o excesso, só se produzia o necessário e, geralmente, por encomenda.
  1. Just-in-time”- produzir no tempo certo, na quantidade exacta, com uma quantidade de trabalho certa;
  2. b) “Kanban” – sistema de informações dos vários estágios de produção e de stocks.
  3. c) “Qualidade Total” – envolvimento dos trabalhadores para a melhoria da produção, inclusive participando com propostas de mudanças no processo de fabricação, a fim de obter melhor produtividade, redução de custos e melhor qualidade durante todos os momentos da produção.
  1. d) “Trabalho em Equipa” – a organização do trabalho está baseada em grupos de trabalhadores polivalentes que desempenham múltiplas funções, inclusive adotando como um dos critérios de avaliação para promoções e/ou aumentos salariais o rendimento da equipa a que pertence o trabalhador avaliado
  1. O “Boom” Económico
  2. O autêntico milagre económico vivido pelo Japão, a partir da segunda metade dos anos 50, ficou patente, numa primeira fase, na rápida reconstrução urbana, na fundação de grandes complexos siderúrgicos e petroquímicos, na construção da maior frota de petroleiros do mundo e, numa segunda fase, na formação de novas e poderosas empresas de indústria automóvel e eletrónica, onde a produção era levada a efeito segundo os mais modernos processos de automatização e robotização.
  3. Com a sua intensa produção, conseguida a preços altamente competitivos, conquistaram os mercados asiáticos e inundaram a Europa e os EUA com os seus sofisticados produtos de alta tecnologia.
  1. PRIMEIRA FASE
  2. O primeiro “boom” da economia japonesa decorreu entre 1955 e 1961. Neste curto período, a produção industrial praticamente triplicou. Os investimentos do setor privado aumentaram quase 600% (de 317 para 2185 milhares de milhões de ienes) e os empresários entraram num autêntico frenesim de inovação.
  3. Os setores que, neste período, adquirem maior dinamismo são os da indústria pesada (construção naval, máquinas-ferramentas, química) e dos bens de consumo duradouros (televisores, rádios, frigoríficos, etc.).
  4. O comércio externo acompanha esta expansão: as exportações duplicam, assim como as importações necessárias ao abastecimento em matérias primas dos novos setores industriais.
  1. O Plano Ikeda
  2. Em 1960, o primeiro-ministro Hayato Ikeda, descrito por historiadores como a figura mais importante do rápido crescimento do Japão, apresentou o "Plano de Ikeda." Este plano esboçou a ambiciosa meta de dobrar a riqueza do país em dez anos e de um crescimento de 7,2% da economia nipónica, igualmente numa
  3. . No entanto, a meta do Plano Ikeda foi atingido em apenas sete anos e, na segunda metade da década de 60, o crescimento da economia japonesa foi de 11,6%.
  1. SEGUNDA FASE
  2. Depois de um período de estagnação, no início dos anos 60, a economia japonesa conheceu um segundo surto de crescimento tão possante quanto o anterior.
  3. Entre 1966 e 1971, a produção industrial duplicou e criaram-se 2,3 milhões de novos postos de trabalho. Além do desenvolvimento dos setores clássicos, como a siderurgia, este surto de crescimento assenta, sobretudo, em novos setores, como a produção de automóveis, televisores a cores, aparelhos de circuito integrado, por exemplo. É nesta altura que os automóveis nipónicos invadem as estradas americanas, partindo, depois, à conquista da Europa.
  4. Em 1973, mais de 80% das câmaras de filmar, perto de 60% das máquinas de calcular e mais de 40 % das máquinas fotográficas produzidas no mundo eram de fabrico japonês
  1. A década de 70 foi marcada pelo arrefecimento da euforia que tomava conta do progresso económico japonês. A primeira crise do petróleo foi uma espécie de teste ao vigor do “milagre japonês”. Bem como o resto do mundo, o Japão teve uma queda no seu nível de crescimento e chegou a apresentar taxas de inflação de 30% durante um bom período. Essa crise serviu como uma aprendizagem às elites dirigentes do país, que conseguiram diminuir os efeitos da segunda crise do petróleo, em 1978.
  2. Com uma política de incentivo às exportações, principalmente às de alto valor agregado (tecnologia intensiva), a economia reagiu bem ao aumento dos preços.
  3. O país diversificou suas fontes energéticas, diminuindo, pois, sua dependência de petróleo e derivados: tornou-se um dos países com um dos sistemas energéticos mais eficientes do mundo.
  4. No início da década de 80, o Japão viveu uma fase de liberalização financeira acelerada, sendo facilitada a entrada de capital estrangeiro nesse setor.
  1. Além disso, as instituições japonesas expandiram-se incrivelmente, a ponto de inserir Tóquio entre as principais praças financeiras do mundo - ao lado de Nova York e Londres.
  2. Por fim, outra tendência dos anos 80 foi o estreitamento das relações do Japão com os países do Sudeste Asiático, tornando-o um líder regional. Com a valorização do iene, o processo produtivo interno japonês encareceu enormemente, de modo que a solução foi a transferência de algumas etapas da produção para países da ASEAN, como Brunei, Singapura, Filipinas, Malásia, Tailândia e Indonésia. Em menos de dez anos, de 1980 a 1989, os investimentos diretos japoneses na região tiveram um aumento de mais de 200%, saltando de 7 para 23 bilhões de dólares.
  3. Com a redução da taxa de juros básica da economia japonesa no início de 1986, iniciou-se um processo especulativo no mercado de ativos (imobiliário e acionista). Houve um desvio do capital das poupanças para esses mercados, que levaria, mais tarde, o país a atravessar a sua mais longa recessão desde a Segunda Guerra Mundial.
  4. CONCLUSAO
  1. Segunda Guerra Mundial deixou em ruínas a economia japonesa mas o auxílio norte-americano, aliado ao esforço e mentalidade dos próprios japoneses, garantiu a recuperação económica. A ocupação americana estabeleceu as condições fundamentais da democracia constitucional e estabilidade sobre a qual os japoneses puderam construir uma economia em tempos de paz bem-sucedido. Conhecida como "milagre japonês", a recuperação da economia apoiou-se principalmente no rápido desenvolvimento de setores industriais, como a construção naval e a produção de equipamentos eletrónicos e fotográficos, mas setores tradicionais, como a indústria textil e a siderúrgica, também cresceram. O Japão torna-se na terceira potência mundial nos anos 70 e os seus produtos espalham-se pelo mundo a um ritmo alucinante.
  2. A influência cultural norte-americana e o desenvolvimento da economia e das tecnologias ditou o fim da família tradicional e determinou o desenvolvimento da família ocidental. O êxodo rural provocado pela industrialização provocou uma rutura entre as gerações e a dispersão das famílias. O aparecimento de megalópoles e género de vida urbano “fabricaram” o trabalhador assalariado, a pequena família torna-se o reflexo da nova política de natalidade apoiada pelo governo e nasce a sociedade de consumo, com o boom dos eletrodomésticos na década de 50.

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