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O estudo do tempo e do movimento de Taylor

Por:   •  1/4/2014  •  Seminário  •  907 Palavras (4 Páginas)  •  213 Visualizações

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A primeiro mérito de Taylor reside no fato dele ter feito na administração “uma abordagem científica”. Esta abordagem está baseada em fatos comprovados, não em tradição, costumes, adivinhação ou opinião pessoal.

O estudo do Tempo e Movimento de Taylor, onde é feita a subdivisão do trabalho nos elementos ou movimentos que o constituem, a fim de eliminar a ineficiência e o esforço inútil, até nos dias de hoje é uma prática adotada como metodologia administrativa.

As ferramentas e procedimentos padronizados também são utilizados atualmente.

A tarefa que Taylor determinou para cada operário, baseada em estudo de tempos, atualmente é aplicada como o que chamamos de “meta” de trabalho.

Por outro lado, o Trabalho Individualizado pregado por Taylor como forma de incentivo aos trabalhadores, é um conceito que atualmente não está muito em uso, pelo contrário, a Teoria Administrativa atual enfatiza o desenvolvimento das tarefas em grupo.

Outro conceito de Taylor que atualmente é questionado é o do incentivo monetário que, apesar das críticas, ainda é muito utilizado pelas empresas.

Taylor via o treinamento dos funcionários como uma responsabilidade da gerencia, o que, atualmente é um conceito muito utilizado pelos gerentes.

A seleção científica pregoada por Taylor como a melhor forma de contratação de pessoas corretas para as funções a serem desempenhadas, foi um esboço do que se conhece atualmente na área da Psicologia Industrial e da Administração de Pessoal.

Nos anos cinqüenta, os japoneses retomaram as idéias de Taylor para renovar sua industria e criaram o conceito de kaizen e de suas técnicas (especialmente a cronometragem de tarefas) revela que se trata nada mais nada menos que de taylorismo. Os resultados alcançados com a aplicação dessa técnica, bem como a subseqüente popularidade da guerra ao desperdício, fariam os princípios da administração científica continuar a desfrutar de grande interesse na virada do milênio.

As principais críticas desenvolvidas contra as concepções de Taylor foram feitas pelos gerentes e sindicatos trabalhistas, que julgavam ameaçados seus privilégios e comodismos. Em 1915, Robert Hoxie publicou um relatório onde dizia que a administração científica lidava apenas aspectos mecânicos, desconsiderando os aspectos humanos da produção.

No entanto, Hoxie reconheceu que o taylorismo oferecia à gerência meios de alcançar eficiência na produção, tornando viável menores custos e aumento da produção, sem implicar esforço extra dos trabalhadores, ou maior carga horária ou condições inferiores de trabalho. Ele também considerou que os métodos de Taylor criavam possibilidades de benefícios reais e substanciais para o trabalho e para a sociedade, o que significa o reconhecimento dos seus aspectos positivos.

As críticas ao sistema de Taylor podem ser resumidas em dois grupos :

- mecanização – que desestimula a iniciativa pessoal do operário, tornando-o “parte da máquina”, não considerando os seus aspectos psicossociais;

- esgotamento físico – resultado freqüente da ânsia do operário em realizar mais do que o previsto, para aumentar o seu pagamento;

Como conseqüência, este sistema tende a:

1. especializar demasiadamente a produção do operário, tornando-o apêndice da máquina;

2. destruir a iniciativa própria, e de algum modo o relacionamento interpessoal;

3. atomizar o trabalho em demasia, minimizando as aptidões dos operários.

Muitas dessas restrições podem ser encontradas nos sistemas contemporâneos da realização do trabalho nas indústrias.

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