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Jorge Amado E Chico Buarque

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Por:   •  29/3/2014  •  3.635 Palavras (15 Páginas)  •  305 Visualizações

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Jorge Amado

Biografia

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida um literária, sendo dos fundadores da Academia dos Rebeldes.

Em 1931, é aprovado na faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, nesse mesmo ano publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau. Envolve-se com o comunismo, como a maioria dos escritores da época, e vê seu romance seguinte “Cacau” ser apreendido por policiais. Por este motivo, passa certo tempo exilado. Mais tarde, entre 1936 e 1937 é preso por se opor ao Estado Novo. Contudo, antes mesmo desse tempo na prisão, o livro “Cacau” é publicado e também torna-se um sucesso entre as críticas.

1934, publica os romances “Suor” e “Jubiabá” e forma-se em Direito, quando começa as perseguições que o levariam a citada detenção.

O livro “Mar morto” é publicado e recebe o prêmio Graça Aranha. E enquanto viaja para o exterior, o livro “Capitães da Areia” é publicado e de volta ao Brasil é preso novamente quando tentando escapar, vai para Manaus. Milhares de exemplares de seus livros publicados, tidos como revolucionários, são queimados em Salvador por ordem militar.

Pouco tempo na prisão, é solto em 1938, quando muda-se para São Paulo. Seus livros começam a ser traduzidos e publicados no exterior.

Após permanecer envolvido com questões de ordem política, torna-se redator das revistas “Dom Casmurro” e “Diretrizes”.

Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina e publica em Buenos Aires “A vida de Luís Carlos Prestes”, com o intuito de ajudar na anistia do comunista. . Ao voltar, em 1944, Mais uma vez é preso ao desembarcar em Porto Alegre e, então, é proibido de sair das terras de Salvador. Publica o livro “Terras do sem fim”, o qual não é censurado. Separa-se de Matilde Garcia Rosa.

Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.

Em 1947, ano do nascimento de João Jorge,primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro sua filha Lila. Por muito tempo viaja pela Europa, chegando a ir à China e Mongólia e escreve “O mundo da paz”, no qual faz referências aos países socialistas visitados.. Entre 1950 e 1952, viveu em Praga, onde nasceu sua filha Paloma.

De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Fixa residência no Rio de Janeiro e passa a produzir e viver da literatura modestamente.

Então, em 1958 escreve “Gabriela, cravo e canela”, livro que lhe rendeu várias premiações, além de ter sido adaptado para a TV. Nesta época, recebe de uma mãe-de-santo um dos mais altos títulos do candomblé. Um tempo depois, lança o “Dona Flor e seus dois maridos”, que também aparece nas telas mais tarde. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis. Jorge Amado sofre um edema pulmonar no ano de 1996 e logo depois submetido a uma angioplastia, a partir de então vive uma vida de privações e de tristeza, pois não conseguia mais enxergar direito e, por isso, tinha dificuldade em ler e escrever e por não poder comer mais o que gostava.

Em 2001, é internado com crise de hiperglicemia e tem uma fibrilação cardíaca. Volta a sua casa, mas passando mal novamente, Jorge Amado morre em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme seu desejo, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.

A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias parte do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.

A obra de Jorge Amado mereceu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se: Stalin da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989),Cino Del Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil, Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).

Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina; além de ter sido feito Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, na Itália, na França, em Portugal e em Israel. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua a Paris, quando já estava doente.

Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.

É representante da segunda fase do Modernismo no Brasil, voltada aos romances regionalistas. No entanto, a obra de Jorge Amado é dividida pelos críticos literários em: 1. romances da Bahia ou proletários que retratam a vida na cidade de Salvador, como é o caso de Suor, O país do Carnaval e Capitães da areia. 2. romances ligados ao ciclo do cacau, que correspondem aos livros Cacau e Terras do sem fim. 3. crônicas de costumes, começadas com Jubiabá e Mar Morto e estendendo-se por Gabriela, cravo e canela.

Obras: Romance: O país do carnaval(1931); Cacau(1933); Suor(1934); Jubiabá(1935);

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