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Resenha – O Alienista (Machado de Assis)

Por:   •  13/5/2020  •  Resenha  •  1.127 Palavras (5 Páginas)  •  8 Visualizações

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Amanda Cristina Simões da Cunha – RA 99446        

Resenha – O Alienista (Machado de Assis)

        O Alienista é um conto de Machado de Assis, publicado em 1882. Narra a história do dr. Simão Bacamarte, um médico formado na Europa, muito estudioso e profundamente interessado nas ciências. Ele regressa ao Brasil, mais precisamente a Itaguaí, aonde se casa com dona Evarista da Costa e Mascarenhas, uma senhora aparentemente sem atributos de beleza física - o que, para o médico, era uma vantagem, já que ela não ofereceria distrações ao seu verdadeiro interesse, o científico. Seu único objetivo, com o casamento, era gerar descendentes, o que, para infortúnio de Simão, não aconteceu.

        Agora mais uma vez totalmente voltado para a medicina, seu interesse maior se deu no âmbito psicológico. Bacamarte observara que os “loucos” da cidade ficavam trancados em suas casas. Os menos problemáticos circulavam livremente pelas ruas. O médico, então, propõe à Câmara a criação de uma casa que reuniria todos os doentes mentais para estudo e tratamento. A proposta foi aprovada posteriormente, sendo inaugurada a chamada Casa Verde.

        Após a inauguração da Casa, surpreendeu a quantidade de pessoas que passaram a habitá-la. O alienista compartilhava com Crispim Soares a sua vontade de catalogar os diversos níveis de loucura que lhe estavam sendo apresentados, e encontrar para elas uma cura universal. Esse trabalho passou a ocupar totalmente os seus dias, tendo ele feito uma classificação inicial entre mansos e furiosos, e definindo, a seguir, características mais detalhadas de cada enfermo.

        Dona Evarista passou a se considerar abandonada pelo marido, por conta do seu trabalho. O alienista sugeriu a ela uma viagem para o Rio de Janeiro, ideia que a agradara. Porém, ela não sabia de onde tiraria dinheiro para tal. Neste momento, Simão revela a fortuna que já havia acumulado por conta da Casa Verde – e a partir daí, as reclamações iniciais de Evarista, então, tornaram-se agradecimento.

        Com a questão dos pacientes se tornando verdadeira obsessão, o alienista convida Crispim Soares a conhecer sua mais nova teoria formulada, a qual afirmava que a loucura é muito mais abrangente do que se pensava, sendo poucos os que podem ser considerados sãos – em suma, apenas aqueles que não apresentarem absolutamente nenhum desvio de comportamento. Embora achasse um pouco extremista a teoria, Soares não deixou de apoiar Bacamarte.

        Seguindo essa lógica, o doutor começa a internar, pouco a pouco, a maioria dos habitantes da cidade. A internação de Costa, por exemplo, se deu por ele ter herdado uma grande fortuna e emprestado para as pessoas sem cobrar juros, terminando na miséria. O descuido com seus bens foi visto por Bacamarte como prova de seu desequilíbrio mental. Uma prima de Costa, ao tentar defende-lo, também foi encarcerada. Casos como esses levaram os habitantes da cidade a acreditar que a Casa Verde era uma prisão, e que as pessoas eram internadas arbitrariamente.

        Os boatos cresciam e uma verdadeira rebelião foi instaurada na cidade, com a liderança do barbeiro Porfírio. Após ter petição para que a Casa fosse encerrada ignorada na Câmara, o líder dirigiu a manifestação até o próprio local. O alienista tenta defender seu estabelecimento, mas não convence a multidão. Um ataque direto só foi impedido por conta da chegada dos guardas.

        Apenas parte dos manifestantes se intimidou e dispersou. Os guardas passaram a usar as armas, e a rebelião parecia contida, até que parte deles passou a defender os rebeldes. Logo, todos os guardas haviam mudado de lado, recusando-se a atacar seus semelhantes. Porfírio se aproveita dessa nova força para invadir a Câmara e tomar o poder.

Simão não ofereceu resistência para receber Porfírio. Foi surpreendido ao saber que a nova autoridade só exigia a libertação de alguns loucos, atendendo ao apelo popular. A Casa em si não precisaria deixar de existir. Enquanto isso, Bacamarte observou, neste diálogo, “dois lindos casos” de insanidade: no barbeiro, por mudar tão facilmente suas convicções. E na população de rebeldes, que levou algumas dezenas à morte. Porfírio saiu da Casa Verde afirmando que a situação se resolveria, porém, dentro da ordem.

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