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ATPS - SOCIOLOGIA

Por:   •  4/12/2012  •  4.063 Palavras (17 Páginas)  •  299 Visualizações

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O PROGRESSO E A DESUMANIZAÇÃO

A História é uma ciência social que busca relatar os fatos ocorridos no passado de uma sociedade ou mesmo da sociedade geral. Analisando os relatos antigos, pode-se evidencias as ditas evoluções humanas, que essa por sua vez, está muito ligada ao desenvolvimento de novos métodos que auxiliem na realização das atividades cotidianas do Homem.

Mesmo com um contato superficial com a História da Humanidade é fácil notar que as evoluções humanas ocorrem constantemente, algumas mudanças e evoluções são de tamanha consideração que chegam a marcar a transição de um dado momento histórico, evidenciando que a evolução humana, a mesma por sua vez, não se limitou ao Passado, mas está sim presente em todos os dias na realidade social.

Tal crescimento e desenvolvimento de novos recursos e métodos marcaram o progresso social, mas marcou também o surgimento de novos estudos sociológicos como a marginalização, a desumanização e até mesmo à perda de valores sociais.

Contudo, o trabalho desenvolvido trata de apresentar O Progresso e A Desumanização, questionar como o Progresso, que está associado ao entendimento de evolução, pode desencadear o fenômeno da Desumanização, visto que o mesmo tem atrelado ao melhor desenvolvimento da sociedade; qual a relação do Capitalismo com tais questões sociais; apresentar alguns trabalhos e estudos sociológicos e filosóficos ligado ao tema; estruturando uma linhagem de pensamento crítico que busca compreender como a Desumanização pode ocorrer diante do Progresso Social.

O PROGRESSO

Conceituando Progresso

O progresso é um movimento, que visa o avanço em busca de uma evolução, podendo ser pessoal, social, econômica. O progresso pode ocorrer através da acumulação de aquisições materiais e conhecimentos objetivos capazes de transformar a vida social e conferir-lhe maior significado.

O conceito de progresso social foi introduzido nas primeiras teorias sociais do século XIX – Revolução Industrial – especialmente aquelas dos evolucionistas sociais tais como August Comte e Herbert Spencer. Está presente nas filosofias da história do Iluminismo.

Este pode ser definido como o progresso de uma sociedade, o que a faz a sociedade melhor do ponto de vista geral daqueles que tentam induzi-lo.

Contexto-Histórico

O Iluminismo foi a Era marcada pela ascensão de pensamentos mais racionais, ou seja, era o momento em que a razão tornou-se a diretriz dos pensamentos humanos. Comte contribuiu para os estudos sociais desenvolvendo a Teoria do Positivismo, com o lema “Amor por principio, ordem e progresso”, ou seja, para que se promova o progresso, era necessária uma estabilidade, uma coesão do sistema social. Desenvolveu essa teoria em meio de Revolução Francesa, 1789, onde a sociedade encontrava em total estado de miséria, desordem e caos social. A obra de Spencer resume-se à ideia de um sistema complexo, cujas consequências de mudança podem desenvolver-se em cascata, as quais são dificilmente previsíveis.

O rompimento com o feudalismo através dos novos meios de produção vindos da burguesia gerou novas esperanças e sonhos para a população europeia, entretanto a luta de classes e o constante conflito entre opressor e oprimido, não tiveram seu fim.

Na época, a noção de progresso social era considerada extremamente radical. A ordem social era vista como imutável e inalterável divinamente ordenada. O sistema social, bem como a posição que as pessoas mantinham neste sistema, era eterno, constante e permanente (mas cíclico, como as estações do ano). Nada mudava realmente, e quanto maiores às mudanças, mais as coisas continuavam as mesmas; a ênfase estava em ver os aspectos constantes, eternos da vida humana. A sociedade era extremamente conservadora, porque mesmo se mudanças sociais ocorressem isto era meramente um aspecto superficial de uma ordem social subjacente eterna. Das pessoas, era esperado que permanecessem em sua posição na vida, sem a opção ou chance de mudar.

Os inúmeros avanços tecnológicos, logo se reverteram para a própria exploração do homem, o fluxo de novas ideias contra o bem-estar humano, o capital visto como único e precioso. O estabelecimento de contratos mostra este ideal, apesar de proporcionar uma segurança jurídica e política, mostra que cada vez mais as pessoas estão distantes umas das outras, não existe mais a confiança no próximo, a palavra que a dívida será acertada não basta, é necessário que haja punições.

Progresso

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