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Apostila De Leitura Para Sala De Aula

Por:   •  9/11/2014  •  4.674 Palavras (19 Páginas)  •  491 Visualizações

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Introdução

Ler é uma prática básica, essencial para aprender.

O ato de ler admite, hoje, várias considerações; entre elas, as que se apresentam em seguida:

1- Nada – equipamento algum – substitui a leitura. Mesmo numa época em que proliferam os recursos audiovisuais e as “máquinas” ou “mecanismos” de ensinar, mesmo numa época em que a informática se impõe com todo o seu poder econômico e processual.

2- A leitura nem sempre é um ato agradável, nem sempre é um prazer; seja pelo conteúdo, seja pela forma do texto, sejam pelas habilidades requeridas (atenção, concentração, acuidade, perseverança, etc.), seja pelo nosso momento pessoal (emocional), sejam pelos interesses que nos motivam, nem sempre atendidos pelo texto, etc.

Assim, muitas vezes, é natural que nos sintamos desanimados com algumas leituras e que custemos a iniciá-las, ou que, iniciando, queiramos interrompê-la, com a proposta de fazê-lo por “pouco tempo”.

3- Voltando à questão das habilidades – além do domínio da linguagem, além da atenção, da concentração, etc. – e considerando, também, o hábito de ler, decorrente do exercício vêmo-nos diante de nossos alunos, em várias idades: crianças, pré-adolescentes, adultos; e, diante desses alunos, um outro aspecto da realidade: nem todos, ainda, adquiriram o hábito de ler. É então, neste momento, que podemos recorrer a estímulos e, entre eles, se encontram as Dinâmicas de leitura, como as sugestões apresentadas mais à frente nesta apostila.

Contudo, agradável ou não, prazerosa ou não, confortável ou não, a leitura é necessária, é indispensável, quando se trata de aprendizagem, e aprendizagem em qualquer nível, ou seja, do 1º grau à pós-graduação, e em qualquer circunstância, ou seja, na escola ou fora dela, em grupo ou só.

A importância das histórias

Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...

O primeiro contato da criança com um texto é feito oralmente, através da voz da mãe, do pai ou dos avós, contando contos de fada, trechos da Bíblia, histórias inventadas (tendo a criança ou os pais como personagens), livros atuais e curtinhos, poemas sonoros e outros mais... contados durante o dia - numa tarde de chuva, ou estando todos soltos na grama, num feriado ou domingo – ou num momento de aconchego, à noite, antes de dormir, a criança se preparando para um sono gostoso e reparador, e para um sonho rico, embalado por uma voz amada.

Ler histórias para crianças, sempre, sempre... É poder sorrir, rir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens, com a idéia do conto ou com o jeito de escrever dum autor e, então, poder ser um pouco cúmplice desse momento de humor, de brincadeira, de divertimento...

É também suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar outras idéias para solucionar questões (como as personagens fizeram...). É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos – dum jeito ou de outro – através dos problemas que vão sendo defrontados, enfrentados (ou não), resolvidos (ou não) pelas personagens de cada história (cada uma a seu modo)... É a cada vez ir se identificando com outra personagem (cada qual no momento que corresponde aquele que está sendo vivido pela criança)... e, assim, esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para a resolução delas...

É ouvindo histórias que se pode sentir ( também ) emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranqüilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo o que as narrativas provocam em quem as ouve – com toda a amplitude, significância e verdade que cada uma delas fez (ou não) brotar... Pois é ouvir, sentir e enxergar com os olhos do imaginário.

“ Há muitos momentos para contar histórias

para as crianças.”

É através duma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outra ética, outra ótica... É ficar sabendo História, Geografia, Filosofia, Política, Sociologia, sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula... Porque, se tiver, deixa de ser literatura, deixa de ser prazer e passa a ser Didática, que é outro departamento (não preocupado em abrir as portas da compreensão do mundo).

Como contar histórias

Para contar uma história – seja qual for – é bom saber como se faz. Afinal, nela se desdobram palavras novas, se entra em contato com a música e com a sonoridade das frases, dos nomes... Se capta o ritmo, a cadência do conto, fluindo como uma canção... Ou se brinca com a melodia dos versos, com o acerto das rimas, com o jogo das palavras... Contar histórias é uma arte... e tão linda!!! É ela que equilibra o que é ouvido com o que é sentido, e por isso não é nem remotamente declamação ou teatro... Ela é o uso simples e harmônico da voz.

“ Antes de ser lido para as crianças, o livro

precisa ter sido lido pelo narrador.”

Daí que quando se vai ler uma história – seja qual for – para a criança, não se pode fazer isso de qualquer jeito, pegando o primeiro volume que se vê na estante... E aí, no decorrer da leitura, demonstrar que não está familiarizado com uma outra palavra (ou com várias), empacar ao pronunciar o nome dum determinado personagem ou lugar, mostrar que não percebeu o jeito como o autor construiu suas frases e ir dando as pausas nos lugares errados, fragmentando um parágrafo porque perdeu o fôlego ou fazendo ponto final quando aquela idéia continuava, deslizante, na página ao lado...

Pior ainda, ficar escandalizado com uma determinada fala, ou gaguejar ruborizado porque não esperava encontrar um palavrão, uma palavra desconhecida, uma gíria nova, uma expressão que o adulto-leitor não usa normalmente... Aí não há como segurar a sensação de ridículo e mal-estar, e tudo perde o sentido...

Claro que se pode contar qualquer história à criança: comprida, curta, de muito antigamente ou dos dias de hoje, contos de fadas, de fantasmas, realistas, lendas, histórias em forma de poesia ou de prosa... Qualquer uma, desde que ela seja bem conhecida do contador, escolhida porque a ache particularmente bela ou boa, porque tenha uma boa trama, porque seja divertida ou inesperada ou porque dê margem pra alguma discussão que pretende que aconteça, ou porque acalme uma aflição... O critério de seleção é do narrador... e o que acontece depois depende do quanto ele conhece suas crianças, o momento que estão vivendo, os referenciais de que necessitam e do quanto saiba aproveitar o texto.

Aproveitar o texto...

E para que isso ocorra, é bom que quem esteja contando crie todo um clima de envolvimento, de encanto... Que saiba dar as pausas, criar os intervalos, respeitar o tempo para o imaginário de cada criança construir seu cenário, visualizar seus monstros, criar seus dragões, adentrar pela casa, vestir a princesa, pensar na cara do padre, sentir o galope do cavalo, imaginar o tamanho do bandido e outras coisas mais...

“ O professor precisa curtir o ritmo

que cada narrativa pede e até exige. “

Ah, é bom saber usar as modalidades e possibilidades da voz: sussurrar quando a personagem fala baixinho ou está pensando em algo “importantérrimo”; é bom levantar a voz quando uma algazarra está acontecendo, ou falar de mansinho quando a ação é calma... Ah, é bom falar muito baixinho, de modo inaudível, nos momentos de reflexão ou de dúvida, os espantos... Ah, é fundamental dar longas pausas quando se introduz o “Então...”, para que haja tempo de cada um imaginar as muitas coisas que estão para acontecer em seguida...

Ah, não precisa ter pressa em acabar, ao contrário, ir curtindo o ritmo e o tempo que cada narrativa pede e até exige... .E é bom saber dizer que a história acabou dum jeito especial: “E assim acabou a história. Entrou por uma porta, saiu pela outra, quem quiser que conte outra...” Ou com outro refrão que faça parte do jogo cúmplice entre a criança e o narrador... Ou simplesmente respirar fundo, olhar bem nos olhos e pronunciar “Fim”. Ou...

Mostrar à criança que o que ouviu está impresso num livro (se for o caso...) e que ela poderá voltar a ele tantas vezes quanto queira. Quando a criança for manusear o livro sozinho, que o folheie bem folheado, que olhe tanto quanto queira, que explore sua forma, que se delicie em retirá-lo da estante, que vire página por página ou que pule algumas até reencontrar aquele momento especial que estava buscando... (mesmo que ainda não saiba ler, ela o encontra e... fácil).

Contar histórias... só para quem não sabe ler?

Ouvir histórias não é uma questão que se restrinja a ser alfabetizado ou não... Afinal, adultos também adoram ouvir uma boa história, passar noites contanto causos, horas contando histórias pelo telefone, por querer partilhar com outros algum momento que não tenham vivido juntos... Quantas vezes, no meio dum papo cálido e próximo, ou agitado e risonho, alguém diz: “Ei, eu já te contei essa história? Não??? Nossa... Pois é...”.

Se é importante para o bebê ouvir a voz amada e para a criança pequenina escutar uma narrativa curta, simples, repetitiva, cheia de humor e de calidez, para a criança da Educação Infantil ouvir história também é fundamental.

“Quando a criança sabe ler, é diferente sua relação com

as histórias; porém, continua sentindo

enorme prazer em ouvi-las.”

E aí, antes de começar, é bom pedir que se aproximem, que formem uma roda, para viverem algo especial. Que cada um encontre um jeito gostoso de ficar: sentado, deitado, enrodilhado, não importa como... cada um a seu gosto... E depois, quando todos estiverem acomodados, aí começar: “Era uma vez...”

O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatralizar, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra). Afinal, tudo pode nascer dum texto!

Ouvir histórias é viver um momento de gostosura, de prazer, de divertimento dos melhores...

Uma das atividades fundamentais, mais significativas, mais abrangentes e suscitadores dentre tantas outras é a que decorre do ouvir uma boa história, quando bem contada.. Como disse Louis Paswels: “Quando uma criança escuta, a história que se lhe conta penetra nela simplesmente, como história. Mas existe uma orelha detrás que conserva a significação do conto e o revela muito mais tarde”.

Histórias sem texto e suas possibilidades

Não é de hoje que editoras inglesas, japonesas, americanas, alemãs e outras colocam nas estantes de livrarias de todo o mundo belíssimas publicações totalmente sem texto. Ou melhor, com narrativa apenas visual, onde toda a história é contada através de desenhos ou fotos, sem nenhuma palavra. Também existem livros em que algo do que foi desenhado se move pela página, e outros em que há partes recortadas, permitindo que se formem figuras novas e divertidas ou cenários diversificados (patas de gato, cabeça de avestruz e corpo de elefante... ou telhado de casinhola com portão de castelo e por aí vai...) para encantamento e fascinação completa da criança.

Eva Furnari tem feito coisas incríveis no gênero. Com seu desenho divertido, coloridérrimo, suas figuras em movimento constante, suas personagens expressivas, publicou livros deleitosos. O mundo pode ser revisto, os objetos transformados, as pessoas modificadas pela página que está ao lado, que a cada momento pode ser outra, formando quantas situações se queira. E o leitor sorri, ri, se espanta , se encanta, olha assim meio bobo porque nunca pensou em nada parecido, ao mesmo tempo que dá de cara com a cara de gente que parece velha conhecida... E fica brincando horas, olhando devagarinho ou depressa, formando e imaginando mil e uma histórias.

Outros escritores que se utilizam de textos de imagens: Ângela Lago (Era uma vez), Juarez Machado (Domingo de manhã e Ida e volta), Edith Derdyk (História sem fimnnnn), Eliardo França (O baile e A festa) e a suíça Monique Felix (O ratinho que morava no livro e A nova aventura do ratinho).

A importância das histórias sem texto para a criança

Além do talento gráfico desses desenhistas, é importante perceber sua habilidade para construir toda uma narrativa seqüenciada, completa, sem precisar de palavras.

Ao prescindir do verbo, dão toda a possibilidade para que a criança o use:

* oralizando essas histórias, colocando um texto verbal, desenvolvendo algumas das situações apenas sugeridas, ampliando um detalhe proposto e daí refazendo o todo, de modo novo e pessoal;

* criando uma história a partir duma cena colocada, misturando várias, musicalizando alguma relação, sonorizando uma descoberta feita;

* inventando, enfim, as possibilidades mil que narrativas apenas visuais (quando inteligentes e bem-feitas) permitem e estimulam.

Esses livros (feitos para crianças pequenas, mas que podem encantar aos de qualquer idade) são sobretudo experiências de olhar... E é tão bom saborear e detectar tanta coisa que nos cerca usando este instrumento nosso tão primeiro, tão denotador de tudo: a visão. Talvez seja um jeito de não formar míopes mentais.

Livros: multiplicar e diversificar os encontros

O canto de leitura

A organização do canto de leitura é um dos primeiros projetos-aula do início do ano.

Em primeiro lugar, a apropriação dos livros pelas crianças

* Classificação dos livros para conhecê-los

A classificação não é, nesse caso, a meta fundamental. As crianças são postas frente aos livros amontoados e devem classificá-los da maneira que quiserem: por tema, por coleção, cor, formato... O importante é que ela os manuseiem para apropriarem-se (grosso modo) do acervo.

* Instrução de um encontro semanal

Durante o encontro semanal, o professor apresenta um ou mais livros novos: pode ler o início da história, dar um breve resumo ou apresentar os personagens. Isso para provocar nas crianças a vontade de ler o resto.

Não demora para que elas apresentem a seus colegas um livro que leram e que lhes agradou.

* Organização de jogos de adivinhação (grupo de cinco ou seis alunos)

- Procurar o livro no qual a galinha ruiva pede para os outros animais que a ajudem a fazer um bolo.

- Procurar todos os livros cujo título contém o nome de uma cor, um nome de pessoa, etc.

- Quem vai encontrar o livro que fala de um rato na página 16?

- Quem será que descobri qual livro fala de personagem que é mágico?

- Qual livro mostra um presente especial na página 31?

- Qual livro que a personagem principal é uma bola?

- Qual livro conta a história de uma estrela?

A apropriação do próprio canto de leitura

* As crianças decidem onde e como instalá-lo na sala (carpete, almofadas ou, simplesmente, mesas e cadeiras de seu tamanho). Pode-se decidir, durante o ano, mudá-lo para outro local ou modificar sua organização.

* Para isolar o canto de leitura do resto da sala, aproveitar ao máximo os recursos proporcionados pelo material escolar: o painel traseiro do armário pode servir de mostrador (bastam dois suportes de prateleiras, elásticos, alguns pregos e um martelo): ao invés de ver apenas a borda do livro, as crianças descobrem de uma só vez a capa e a sua ilustração, as cores, o título em letras grandes, o que é mais atraente, mais tentador para elas.

* Os livros do expositor são trocados a cada semana. Esse momento deve ser respeitado, um pouco como se fosse um ritual.

Os outros livros são guardados em caixas, em prateleiras simples (tijolos e tábuas) ou no armário (sem as portas).

Um painel pode permitir a apresentação dos poemas-cartazes ou das histórias inventadas.

Quais os escritos no canto de leitura?

* Escritos imaginários: contos, álbuns de literatura infantil, romances curtos, coleções de livrinhos que permitem ler histórias curtas “inteiramente”.

* Poemas e canções: organizar em forma de fichário (mesmo que seja preciso recortar as páginas dos livros e colá-las em cartão), para que várias crianças tenham acesso.

* Livros de receitas (de cozinha, de trabalhos manuais).

* Catálogos e revistas para recortar.

* Revistas de informação.

* História em quadrinhos.

* Jornais infantis: Almanaque, Folhinha.

* Jornais, diários ou semanais, trazidos pelas crianças quando falam de uma questão da atualidade que lhes interessa.

* Álbuns nos quais estão as produções de escritos das próprias crianças ou de seus vários correspondentes: histórias, contos, poemas, dossiês, etc.

Quais as atividades em torno do canto de leitura?

* Lê-se um livro para si, sem ter que relatá-lo nem para o professor nem para os colegas. Pode ser folheado em grupo.

* Tiram-se livros que podem ser levados para casa. Autogestão do fichário de retirada: cada criança tem uma ficha com seu nome sobre a qual escreve o nome do livro escolhido.

* Emprestar um belo álbum novinho, para cada criança, que se compromete a devolvê-lo no mesmo estado. Isso é feito no início do ano e permite que a criança se familiarize com o objeto-livro e tenha intercâmbio com sua família. Quando toda a turma o leu, fala-se coletivamente sobre ele.

* Mini-exposição em torno de um tema. Por exemplo: após a leitura do conto Les mésaventures de Souricette, um grupo de crianças procura por contos, canções, poesias, documentários sobre o rato. As outras crianças são convidadas a ver a exposição.

* Uma criança apresenta a alguns colegas o livro que leu em casa ou a professora lê, ou conta, uma história completa em episódios.

* Uma mãe portuguesa ou um irmão argelino vêm contar para as crianças uma história na sua língua original, a qual será comentada depois.

* Pode-se, também, convidar as crianças a darem vida ao canto de leitura através de algumas palavras, um desenho ou uma história em quadrinhos afixada num painel especial, com pelo menos o título e a assinatura da criança, o livro que serve de referência.

“O essencial, para nós, é que o canto de leitura não seja mais o canto “onde-se-vai-quando-se-terminou-a-tarefa”, mas que seja vivo, familiar, aproveitado e continuamente renovado.”

Como consultar o Dicionário?

Desde que nascemos, estamos envolvidos em um universo de palavras. A cada momento descobrimos novos termos, ampliamos nosso repertório e passamos a desenvolver a habilidade de manejo da Língua Portuguesa, nossa língua materna.

Às vezes, surpreendemo-nos ouvindo alguém pronunciar uma palavra que não conhecemos. Um bom auxiliar para contornar essa situação é o uso do dicionário, conhecendo o registro da palavra e seus vários significados.

Muitas pessoas ficam assustadas diante de um dicionário e da sua incrível quantidade de palavras, porém é preciso aprender a tirar proveito dele para não temê-lo.

Com os alunos é necessário trabalhar primeiro como se deve consultar um dicionário. É preciso que a partir deste conhecimento, eles sintam que o dicionário é um auxiliar.

Como utilizar dicionários com turmas de 1º ao 5º Ano?

“ Os dicionários ampliam o vocabulário e melhoram a interpretação da leitura , mas, para as crianças, essa experiência pode ser um tanto complicada. A principal dificuldade é que a maioria das palavras tem vários sentidos e é o leitor quem deve verificar qual deles cabe melhor no texto. Uma boa maneira de preparar o aluno para essa consulta é incentivá-lo a descobrir, por conta própria, o significado da palavra desconhecida. A próprias crianças, do jardim-de-infância em diante, podem organizar um dicionário, escrevendo cada palavra numa folha de papel, ilustrando-a e acrescentando uma frase ou um pequeno texto em que apareça o termo em questão. Depois, é só reunir as folhas em ordem alfabética e fazer uma capa. “

PCN, 1ª a 4ª série

Pode-se brincar com o dicionário organizando a turma em grupos e propondo desafios, tais como:

a) Um grupo escolhe do texto em estudo (do livro ou de outro texto selecionado pelo professor) uma palavra cujo significado desconheça, anunciando para a turma. Os demais grupos terão um prazo determinado para criar em uma tira ou cartaz a definição para a palavra.

b) O grupo que escolheu a palavra verifica se o significado registrado está adequado ao texto.

c) O professor pode marcar os pontos de cada grupo no quadro.

“É preciso ter sempre em mente que é o dicionário que precisa da língua e não o contrário, ou seja, é necessário que exista uma língua viva para o dicionarista fazer a catalogação.”

Marcos Bagno (Lingüista )

Dinâmicas de Leitura

O que se pretende com “Dinâmicas de Leitura para Sala de Aula” é:

a) estimular a prática da leitura em sala de aula;

b) auxiliar o desenvolvimento de habilidades de atenção e observação;

c) incentivar a organização e a expressão de idéias;

d) estimular o aumento e a fixação de vocabulário;

e) incentivar a criatividade; e

f) diversificar atividades de ensino e aprendizagem.

As Dinâmicas de Leitura são técnicas e, como tais, são procedimentos de trabalho, que se apresentam como recursos auxiliares a um bom desempenho docente.

É importante que, ao final de cada Dinâmica realizada com a turma, Professor e alunos possam comentar a experiência, observando contribuições à aprendizagem e manifestando percepções pessoais.

1- NÃO REPITA A INFORMAÇÃO

a) O Professor solicita que cada aluno da turma fale uma informação do texto.

b) O Professor esclarece que as informações não poderão se repetir. Assim, na seqüência da apresentação de informações pelos alunos, cada um deverá falar uma nova informação do texto, ou seja, uma informação diferente das apresentadas, anteriormente, pelos colegas.

c) O Professor poderá fazer comentários sobre as informações apresentadas, após estas estarem encerradas, ou seja, não ter mais nenhuma a ser acrescentada.

2- CONSEGUE REPETIR?

a) O Professor faz pergunta sobre o texto a um aluno. O número de perguntas poderá ser de duas a quatro, e o aluno responderá oralmente, à medida em que forem sendo formuladas.

b) O Professor solicita a outro aluno que repita as perguntas formuladas pelo Professor e as respostas do colega. Este aluno poderá, também, (a critério do Professor), fazer, ao final, um comentário, uma apreciação pessoal, seja quanto ao conteúdo, seja quanto à forma (clareza, objetividade, etc.) de expressão das respostas.

3- O QUE VOCÊ ME DIZ?

a) O Professor solicita a um aluno que complete, livremente, com suas idéias, a frase: - “ O que o texto me diz... “.

b) O Professor solicita a um segundo aluno que complete, livremente, com suas ideias, a frase: - “ O que eu digo ao texto... “.

c) O Professor solicita a um terceiro aluno que, dirigindo-se aos colegas anteriores, complete, livremente, com suas idéias, a frase: “O que eu digo aos meus colegas...”.

A etapa “c”, especialmente, estimula a criatividade do aluno.

4- COMPAREM AS RESPOSTAS

a) O Professor apresenta questões sobre o texto, a serem respondidas por escrito, após discussão pelos alunos, em dupla.

b) Após as respostas, o Professor solicita que as duplas que estejam próximas troquem os cadernos (ou folhas) em que responderam.

c) Depois da leitura feita, os alunos destrocam os cadernos (ou folhas) e retomam suas próprias respostas, completando-as e ampliando-as para que fiquem mais completas.

d) O Professor permite às duplas que apresentem suas respostas, com a leitura em voz alta para a turma.

5- ATENÇÃO À RESPOSTA E À PERGUNTA

a) O Professor indica um aluno para:

- elaborar uma pergunta sobre o texto;

- indicar um colega para responder a esta pergunta.

b) O colega indicado pelo aluno responde à pergunta.

c) O Professor solicita a um terceiro aluno que repita a pergunta e a resposta dos colegas anteriores, fazendo, ao final, um comentário, uma apreciação pessoal sobre a formulação da pergunta, quanto à clareza, ou quanto à importância, e sobre a formulação da resposta, quanto à correção ou quanto à forma de expressão.

6- SURPRESA

a) O Professor indica um aluno para:

- elaborar uma pergunta sobre o texto;

- indicar um colega para responder a esta pergunta.

b) Surpresa – O Professor diz que o próprio aluno que elaborou a pergunta deverá respondê-la.

7- PAR OU ÍMPAR?

a) O Professor prepara papeletas numeradas de 1 a 10.

b) O Professor solicita a alguns alunos que sorteiem as papeletas.

c) Caso o aluno sorteie uma papeleta com número par, deverá elaborar uma pergunta ou exercício sobre o texto e respondê-los.

d) Caso o aluno sorteie uma papeleta com número ímpar, deverá elaborar uma pergunta ou exercício sobre o texto e indicar um colega, que irá respondê-los.

8- CORRIJA A CORREÇÃO

a) O Professor faz uma pergunta sobre o texto e solicita a um aluno que a responda.

b) O Professor solicita a um segundo aluno que diga (expressando-se, apenas, com sim ou não) se a resposta do colega está ou não correta.

c) O Professor solicita a um terceiro aluno que diga se a correção da resposta feita pelo colega (o segundo aluno) está ou não certa e por quê?

9- LOCALIZE A INFORMAÇÃO NO TEXTO

a) O Professor solicita a um aluno que fale, sem consultar o texto lido, uma idéia ou informação que tenha considerado significativa.

b) O Professor solicita a outro aluno que, consultando o texto, escolha e leia o trecho que, na sua opinião, melhor expresse (de maneira mais clara e direta) a idéia ou informação apresentada pelo colega.

10- EXPLIQUE O QUE FOI LIDO

a) O Professor solicita a um aluno que, consultando o texto lido, escolha um trecho e leia em voz alta.

b) O Professor solicita a um segundo aluno que, sem recorrer à leitura do texto, explique, da maneira mais clara possível, as idéias ou informações do trecho lido pelo colega. Este aluno, se quiser, poderá, também, usar exemplos ou escrever esquemas no quadro, ou fazer desenhos de figuras ou sinais, ou ainda, usar objetos como apoio à sua explicação.

11- CONTAR A HISTÓRIA

a) Todos os alunos estão sentados em forma circular.

b) O Professor lê uma para os alunos.

c) O Professor convida um dos alunos para que comece contando a história que foi lida, dando somente a primeira frase.

c) Continuando o círculo, cada aluno deve acrescentar uma frase, observando a sequência dos acontecimentos da história.

d) O Professor deve estar atento, para que não se perca nenhum acontecimento da história e que seja contada na seqüência certa.

“Tente, experimente... Faça uma aula diferente!”

...

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