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Artigo- TRAJETÓRIA HIPOTÉTICA DE APRENDIZAGEM

Por:   •  29/11/2017  •  Artigo  •  1.614 Palavras (7 Páginas)  •  396 Visualizações

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THAGETÓRIA HIPOTÉTICA DE APRENDIZAGEM.

INTRODUÇÃO

        Para Piaget (1972) a construção de conceitos por um indivíduo parte de um processo de conflito cognitivo. Quando a pessoa encontra uma situação ou problema, para o qual sua mente não consegue indicar procedimentos ou soluções possíveis, ela entra em conflito e desequilíbrio. Nesse caso, para que se reestabeleça a organização mental, entra em jogo o processo de equilíbrio constituído de duas fases: a primeira de assimilação, na qual o ser incorpora novas ideias, conhecimentos e objetos aos seus esquemas mentais e a segunda de acomodação, no qual o organismo se modifica ao ponto de adaptar-se e a lidar com a realidade que enfrenta, ou seja, mudar sua estrutura para acomodar os novos estímulos.

        A Trajetória Hipotética de Aprendizagem (THA) nos direciona para que o aprendizado dos alunos ocorra de maneira mais efetiva, nos norteando e ajustando nossa direção, quando houver necessidade. Essa pesquisa bibliográfica mostra a origem desse sistema de aprendizagem.

DESENVOLVIMENTO

TRAJETÓRIA HIPOTÉTICA DE APRENDIZAGEM (THA)

Trajetória hipotética de aprendizagem, ou THA, como será representada ao longo desse texto, é um termo usado para se referir a um trabalho feito pelo professor para verificar por qual caminho a aprendizagem pode ocorrer. É hipotético, por que está sujeito a mudanças ao longo de sua realização, pois se caracteriza como uma tendência esperada. A aprendizagem dos estudantes, embora muitas vezes ocorra em caminhos similares é individual, e assume, em si algumas regularidades, podendo numa atividade matemática aplicada em uma turma, vários alunos se beneficiarem de seus conceitos, mas para outros seria necessário um caminho diferente. A trajetória hipotética de aprendizagem é uma ferramenta que o professor pode usar para planejar uma aula e supor quais caminhos essa aula pode tomar, e se preparar para melhorar o modo com que a aprendizagem pode acontecer.

A escolha da palavra "trajetória" se refere a um caminho, cuja natureza pode ser esclarecida pela seguinte analogia: Considere que você decidiu viajar ao redor do mundo para visitar lugares que você nunca viu. Não faz isso aleatoriamente (por exemplo, vá para a França, depois para a Suíça, depois para a Alemanha), mas não há um itinerário determinado a seguir minuciosamente. Em vez disso, você adquire o máximo de conhecimento relevante para planejar sua jornada. Então você faz um plano, e inicialmente é feito um planejamento de toda a viagem ou apenas uma parte dela. Você estabelece a rota de acordo com seu plano. No entanto, você deve se ajustar constantemente devido às condições que você encontra. Você continua a adquirir conhecimentos sobre a viajem, sobre os lugares que visitou, sobre os meios que usa, sobre as condições do tempo e as áreas que você deseja visitar. Você muda seus planos em relação à ordem de seus destinos. Você modifica os dias de permanência e a natureza de suas visitas como resultado de interações com pessoas ao longo do caminho. Você adiciona destinos que, antes da sua viagem, eram desconhecidos para você e talvez até desista de visitar alguns locais. O caminho que você viaja é a sua "trajetória". O caminho que você antecipa em qualquer momento é sua "trajetória hipotética".

A THA tem uma característica muito presente em sua concepção que é a relação da concepção matemática do professor e suas hipóteses em relação ao conhecimento do aluno, isso por que não é possível o professor acessar diretamente o conhecimento dos alunos, o professor pode comparar sua compreensão de um conhecimento em particular a partir do seu entendimento de compreensão dos alunos hipoteticamente, mas não é possível conhecer antecipadamente os reais conhecimentos dos alunos. O autor concebe a THA em três componentes: o objetivo que o professor pretende alcançar com direções claras para a aprendizagem dos alunos, as atividades de aprendizagem, e o processo hipotético de aprendizagem, que seria uma previsão de como a compreensão, os pensamentos e a participação dos estudantes evoluirão na execução das atividades de aprendizagem. Além disso, se ressalta que a criação e a modificação constante da THA é a peça central do modelo. Assim como mostra o quadro abaixo:

[pic 1]

Sobre a composição de uma THA, na perspectiva de Simon, não se impõe que o professor trace apenas um objetivo por vez, ou que somente uma trajetória deve ser considerada, mas vale evidenciar que é importante ter um objetivo, fazer uma análise detalhada para os meios de apresentação do conteúdo pelo professor, e a natureza hipotética de tal pensamento. O autor alerta com entusiasmo os benefícios da THA ao afirmar que o desenvolvimento de um processo de THA e o desenvolvimento de atividades de aprendizagem é um trabalho em conjunto complementando um ao outro, pois a geração de ideias para atividades de aprendizagem depende das hipóteses do professor sobre o desenvolvimento do pensamento e da aprendizagem dos estudantes, além disso, a geração de hipóteses do desenvolvimento dos estudantes depende das atividades antecipadas pelo professor. Ao desenvolver uma THA para uma aula é preciso seguir um processo onde o professor desenvolve um plano de atividade, neste plano o professor apresenta uma descrição detalhada de uma aula hipotética, evidenciando as possíveis dúvidas que possam aparecer, com encaminhamentos para discussões esclarecedoras para a compreensão dos alunos. Para Simon e Tzur (2004), a seleção das atividades de uma THA e as hipóteses sobre o processo de aprendizagem dos estudantes são interdependente e implícitas à elaboração da mesma, assim encontramos as seguintes estimativas:

 1.  A geração de um THA se baseia na compreensão do conhecimento atual dos estudantes envolvidos.

 2. Uma THA é um meio para o planejamento da aprendizagem de conceitos matemáticos particulares.

3. As atividades matemáticas são importantes ferramentas para promover a aprendizagem de conceitos matemáticos particulares e são, portanto, indispensáveis para o processo.

4. Levando em conta a natureza hipotética e subjetiva desse processo, o professor está frequentemente envolvido em modificar cada aspecto da THA, pois a trajetória de aprendizagem apresenta um modelo que parte de conceitos iniciais que os estudantes possuem, e considerando mudanças observáveis nesses conceitos como o resultado da atividade matemática interativa em situações de aprendizagem previstas pelo professor, além de uma descrição das interações matemáticas que estiveram envolvidas nessas mudanças que o professor não previu em suas hipóteses.

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