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DESIGUALDADE -PESSOAS COM DEFICIENCIA

Por:   •  7/5/2013  •  1.699 Palavras (7 Páginas)  •  69 Visualizações

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Introdução

A maneira de agir dos sujeitos que vivem e convivem em cada grupo social, seus valores e crenças definem determinados conceitos e preconceitos sobre o diferente. Cada sociedade possui uma forma de tratamento à pessoa com deficiência, por falta de conhecimento e por estabelecer seus próprios padrões de normalidade, em muitos destes grupos sociais a deficiência era considerada como anormal, atribuída a causas espirituais e muitas vezes marginalizada.

Muita gente sabe que, mesmo com a possibilidade de viver uma vida comum, as pessoas com deficiência possuem restrições em seu cotidiano. Geralmente, ela sempre é associada à falta de acessibilidade, mas é preciso ressaltar que a falta de acessibilidade, em termos estruturais, não é a única causadora das restrições na vida de uma pessoa com deficiência. Há outro problema também grave, esse problema tem nome. Trata-se da desigualdade social.

A deficiência é por um lado uma condição do ser humano em igualdade de direitos e dignidade com todos os outros e, pelo outro, é uma condição que acom-panha o ser humano e requer em determinadas circunstâncias medidas específicas para garantir o gozo e o exercício desses direitos, em igualdade de condições com as outras pessoas. A ausência destas medidas específicas cria situações de desigualdade no gozo e exercício dos direitos e impe¬de que as pessoas com deficiência tenham igualdade de oportunidades como as pessoas ditas normais.

Desenvolvimento

Desigualdade – Pessoa com Deficiência

Entende¬-se como desigualdades sociais as diferenças socialmente geradas e condicionadas pelo acesso a determinados recursos, nomeadamente, qualificação e emprego e a outros conjuntos de recursos materiais, relacionais, simbólicos e de participação nos sistemas sociais e políticos. A sociologia tem dedicado parte da sua existência a teorizar sobre o conceito e a analisar os fenômenos que o caracterizam. Contudo a análise da deficiência na perspectiva das desigualdades sociais não tem sido um objeto de estudo privilegiado, pelo que iremos neste pequeno artigo pontuar alguns tópicos que nos parecem ser importantes para determinar a relação entre deficiência e desigualdades sociais. Ao longo da história social da deficiência constata-¬se que as pessoas assim definidas, isto é, com deficiências e doença mental, foram objeto de perseguição, segre¬gação, exclusão, e discriminação.

Na antiguidade, as pessoas com deficiência eram abandonadas ou exterminadas, por não corresponderem aos ideais de homem para aquela sociedade, cujos referenciais de perfeição e beleza eram determinantes

A partir destas condições, podemos claramente perceber que em todas elas, a pessoa com deficiência esteve sempre numa posição de desvantagem, vulnerabilidade e desigualdade social, pois sofreu sempre um condicionamento no acesso a determinados recursos considerados como essenciais ao bem estar (educação, emprego, saúde). Convém no entanto ressalvar que só recentemente as sociedades se regem por valores que defendem os direitos humanos e a igualdade de oportunidades. Até ao virar da segunda metade do século XX era normal considerar¬ se que uma pessoa com deficiência podia não ter acesso a uma vida igual à das outras pessoas, era aliás um fatalismo a condição gerada pela deficiência, perante o qual, caberia no limite à família do indivíduo, responder às suas necessidades.

As sociedades antepassadas não aceitavam a deficiência, provocando uma exclusão quase total das pessoas portadoras desta. As famílias chegavam mesmo a escondê-las da convivência com outros, isolando-as do mundo. Felizmente, o mundo desenvolveu levando a uma maior aceitação da deficiência devido ao aparecimento de novos pensamentos e mentalidades. Estas transformações aconteceram, em grande maioria, no final do século XIX e começo do século XX na Revolução Industrial, com o aparecimento do interesse pela educação nos países desenvolvidos. Esse interesse provocou o início do atendimento aos deficientes, bem como o aparecimento da educação especial destinada a um movimento de inclusão escolar e social.

Assim a sociedade aprendeu a ser mais inclusiva, compreensiva e solidária com a deficiência, diminuindo dessa forma a desigualdade social.

Hoje, as crianças com deficiência freqüentam a escola, saem a rua, brincam, vivem como uma criança dita “normal”. No entanto, ainda temos um longo caminho a percorrer para que todas as pessoas se sintam integradas e apoiadas por todo o mundo.

¬¬ Incluir quer dizer fazer parte,

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