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Desvalorização Do Professor

Por:   •  6/5/2013  •  2.260 Palavras (10 Páginas)  •  368 Visualizações

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PROFESSORES DESVALORIZADOS JUNTO A UMA EDUCAÇÃO DESIGUAL

É do educador a responsabilidade em formar as futuras gerações, depende dele grande parte do ensino da humanidade. Desde o passado, a figura do professor já é vista como forma de sobrevivência, isto é, cabe a ele transmitir todo conhecimento acumulado em diferentes gerações para que as invenções e as transformações que fazem parte da evolução do ser humano não se percam.

O professor tem um papel fundamental na vida e no desenvolvimento do ser humano. Ele deve ser amigo dos alunos, conselheiro e também saber ouvi-los. O professor é como um pai, deve ensinar a viver em sociedade, e a se relacionar com o próximo, deve respeitar e ser respeitado pelos seus colegas. Professor também tem que ter o dom de conhecer as diferenças individuais de seus alunos e sempre saber lidar com cada um deles.

Todas as pessoas, por mais bem sucedidas que sejam, em qualquer profissão, precisam e ainda vão precisar de professores, porque aprender é algo contínuo, nunca é cedo ou tarde de mais para buscar o aprendizado. Então, é por isso que essa profissão é tão importante. Sem os professores não seríamos nada nesse mundo. É preciso ter muito conhecimento, aprendizado, para sermos um bom profissional, e também um cidadão digno.

A pesar da grande importância desses profissionais, ainda são se pensou em sua valorização, pagando-lhes melhores salários, qualificando e reciclando-os. Os professores ganham em sua extrema maioria, baixos salários, com isso, esses acabam desestimulados a realizar um bom trabalho. Isto é um desprezo muito grande pela educação.

Enquanto os governistas não olharem pelo descaso dos salários, ainda será muito difícil aos professores terem um ótimo desempenho na educação, só a partir do momento em que esses forem valorizados, teremos uma valorização da educação diante à sociedade.

A maioria das pessoas tende a definir a educação como aquilo que se aprende na escola, embora não estejam totalmente erradas estas definições podem ser consideradas limitadas e também prejudicam uma análise mais profunda do problema. A evolução das telecomunicações e do computador, a criação da Internet, o acirramento da competitividade das empresas e também a democratização dos países e a abertura dos mercados têm produzido novos desafios para todos e especialmente para a educação.

De acordo com pesquisas temos hoje mais de 98% de crianças em idade escolar freqüentando as salas de aulas. Muito se comparado aos números do Brasil de 5 a 10 anos atrás. Muito pouco ainda se analisarmos os quase 100% de alunos com segundo grau completo dos países desenvolvidos. De pouco adiantará levarmos as crianças do país à escola se não melhorarmos radicalmente a qualidade do ensino que a elas estamos oferecendo.

Se o governo Lula investe apenas 3,5% do produto interno em educação, como poderemos melhorar a educação?

Comparando com a educação de 12 anos atrás e á de hoje pode se dizer que pouca coisa mudou, mas temos de reconhecer que houve melhoria em certos aspectos, por exemplo, na ampliação da rede escolar e aumento do número de vagas. A ampliação do acesso à escola foi resultado da reivindicação e exigência do povo. É preciso, porém, analisar a qualidade desta educação ampliada. Por exemplo, a questão do analfabetismo. È verdade que os índices de analfabetismo diminuíram, no entanto o significado das estatísticas tem de ser posto em dúvida.

Os programas e campanhas de alfabetização que vêm sendo desenvolvidos neste país ao longo de décadas são programas que tem uma visão extremamente restrita do que é alfabetização. Na questão da formação do professor até acho que andamos para trás, porque os programas governamentais voltam-se para campanhas equivocadas de alfabetização, avaliação obsessiva de alunos e de escolas, informatização das escolas, e nada fazem com relação ao fundamental, que é a formação do professor e a melhoria de suas condições salariais e de trabalho.

O número de jovens pertencentes às camadas populares que chegam ao fim do ensino médio é muito pequeno, porque a maior parte já sofreu o fracasso da repetência e da evasão ao longo do percurso escolar, e aos que conseguem chegar ao final estão despreparados. A verdade é que a democratização da educação não depende só nem, sobretudo dela, educação, porque é impossível e democratização da educação numa sociedade como a nossa, com uma divisão de classe tão evidente, com diferenças tão grandes de condições sociais e econômicas. Enquanto as desigualdades as discriminações não se resolverem à educação pouco pode fazer. O problema fundamental são as condições sociais do país. Enquanto

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