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ESTRUTURA DE MERCADO DO SETOR SUPERMERCADISTA

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Por:   •  21/10/2014  •  519 Palavras (3 Páginas)  •  773 Visualizações

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Compreender as relações entre as empresas, mercados, instituições e processos é o cerne da Economia Industrial, cujo objetivo é o estudo do funcionamento real dos mercados. A Economia Industrial, assim como o tema a ela associado – mercados – vem sendo motivo de muitas observações, a partir do século XX, na medida em que a rapidez e a intensidade com que as tecnologias e as formas de organização da produção industrial têm provocado transformações relevantes no cenário econômico.

Na ótica da Economia Industrial, o mercado é visto “como um espaço abstrato, no qual se definem preços e quantidades das mercadorias transacionadas por consumidores (demanda) e empresas (oferta)”. (KUPFER; HASENCLEVER, 2002, p. xxiv)

Montella (2004b) entende mercado sob este mesmo aspecto, mas o conceitua de uma forma mais concisa – como um conjunto de compradores e vendedores que interagem entre si em um determinado contexto.

No entanto, sob todos os ângulos, o mercado é definido em função da demanda, envolvendo os consumidores e suas necessidades. Ao se fazer um paralelo entre o mercado e a indústria, a grande distinção é que esta é definida de acordo com a oferta, focalizando-se os fornecedores e seus produtos. Em face deste conceito, pode-se dizer que uma indústria consiste em um conjunto de empresas que oferecem produtos semelhantes (p.ex., indústria editorial, indústria siderúrgica, indústria têxtil etc.). Quanto à empresa, ela é definida por vários autores. Dentre eles, Chandler (1962: 483) considera que ela tem várias faces, podendo ser definida como “... uma entidade legal que estabelece contratos com fornecedores, distribuidores, empregadores e, freqüentemente, com clientes, e também um entidade administrativa, já havendo divisão do trabalho em seu interior...”

2.1 CONCORRÊNCIA PERFEITA

Para estudarmos a concorrência, primeiro devemos saber o que ela vem a ser. Podemos definir como concorrência: “(...) Disputa ou rivalidade entre produtores, negociantes, industriais, etc. pela oferta de mercadorias ou serviços iguais ou semelhantes (...)”. Nessas condições podemos avaliar que tipo de concorrência existe em um dado mercado. Essa avaliação é feita pela quantidade de empresas existentes no setor e pela quantidade de consumidores do determinado produto. Tais empresas, dependendo da estrutura de mercado em que atuam, utilizam de certos instrumentos de forma a ganhar o consumidor. Podendo ser pelo preço, diferenciação do produto ou até uma relação de preferência do consumidor a uma dada marca.

O conceito de concorrência na Ciência Econômica surgiu com Adam Smith. Ele refere a “mão invisível”, que nada mais é do que a concorrência. Para ele, os homens devem buscar seus interesses de forma egoísta, baseando-se nisto e na divisão do trabalho, a produção seria maior e os diversos interesses seriam acomodados, vivendo a sociedade em harmonia. Essa situação imaginada por Smith é denominada CONCORRÊNCIA PERFEITA. Neste modelo existe um grande numero de empresas e um grande numero de consumidores, onde suas ações individuais não são capazes de provocar interferência no funcionamento do mercado. A homogeneidade dos produtos e a facilidade de acesso ao setor para produzir, são também características importantes da concorrência perfeita. Este tipo de mercado é um caso extremo, sua concorrência

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