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FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL II

Por:   •  7/6/2013  •  1.939 Palavras (8 Páginas)  •  1.798 Visualizações

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FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL II

PROFESSOURA: MA. LAURA SANTOS

Atividade prática supervisionada para fins de avaliação parcial da Unidade Didática FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL II, do curso de SERVIÇOSOCIAL da UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP.

Boa Viagem / CE

Introdução:

O Serviço Social foi uma das profissões mais impactadas pelos fatos históricos a partir da ditadura, pois sua ação sempre foi colocada sob a tensão da relação capital versus trabalho. De um lado os dominantes, Estado e Instituições, querendo mais poder e lucro e de outro os trabalhadores, lutando contra a exploração a alienação e a mais valia deste antagonismo surgiu à questão social, resultantes das lutas no combate as desigualdades e exploração social.

É neste contexto que é impossível o profissional se manter dentro da neutralidade tão difundida no início da profissão, e assim a categoria pode identificar a ideologia política dos dominantes e dominados. Outro grande impacto foi que os profissionais se tornaram mais progressistas, vendendo a sua força de trabalho, se reconheceram como trabalhadores, e com compromisso de defender os direitos dos mesmos:

Foi se formando nesse momento da história uma nova identidade profissional baseada em uma dinâmica profissional crítica, com análise da realidade, da totalidade, reconhecendo todo cidadão como sujeito de direitos, e não de favores, promovendo ações para o favorecimento de toda a sociedade, principalmente quando passou a trabalhar com comunidades.

O movimento de reconceituação representou um marco decisivo no desencadeamento do processo de revisão crítica do Serviço Social, foi também um saldo qualitativo que foi se estruturando uma profissão que intervinha no combate das desigualdades sociais e também um marco no processo de politização e mobilização de profissionais e estudantes com participação nos sindicatos em todo o país:

O movimento de reconceituação foi e é principalmente a ruptura com o conservadorismo e o tradicionalismo do serviço social um marcohistórico dividindo o serviço social em “antes e após” a reconceituaçao. Apartir desse momento tornou-se possível formar profissionais com novos perfis, formando uma nova identidade profissional. Representou para o Serviço Social o início de uma nova práxis um novo modo de refletir pensar e agir de maneira a criar vínculos com ações transformadoras que vai muito além do capital, como a defesados direitos humanose a recusa do autoritarimo.

Desenvolvimento:

O movimento de Reconceituação conhecido também como Reconceitualização do Serviço Social surge paulatinamente em toda a América Latina em 1930 até a segunda metade de 1960, nos países com desigualdades sociais:(Chile, Argentina, Peru e Uruguai), segundo Faleiros (1981), consistiu em um movimento de crítica ao positivismo e ao funcionalismo e afundamentação da visão marxista na história e estrutura do Serviço Social.

O movimento na América Latina influenciou o Brasil, mas este movimento em nosso país foi diferente, considerando a organização da categoria que buscou a fundamentação para a sua metodologia, teoria, técnica e operacionalização, também em função da rea lidade social com produção mais alargada e mais crítica das desigualdades sociais:

Foi a partir dos anos 1960 que o conservadorismo e o tradicionalismo do Serviço Social passaram a ser questionados considerando a ocorrência das mudanças políticas econômicas e culturais configuradas no Brasil. Nos anos de 70 e 80 que este movimento realmente emergiu. Um dos fatores da eclosão desse movimento de Reconceituação foi perda de níveis salariais das camadas médias da qual pertencia o Assistente Social, tendo como reação a sua inserção nos sindicatos.

Ao fazer a articulação com uma das classes iniciou um debate coletivo o que explica a materialização e iniciação política da categoria com viés histórico. O movimento de reconceituação germinou no interior da categoria, tendo como causa o acirramento das contradições ou o aumento das desigualdades sociais, e também a inadequação do Serviço Social para atendimento destas demandas brasileiras, pois toda a sua fundamentação teórica vinha de outros países e não atendiam a sua realidade social.

Os assistentes sociais além de melhores salários lutavam também contra a carestia e defendiam os moradores das favelas que requisitavam saneamento básico dentre outros. Com a reflexão do movimento também perceberam que não eram

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