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Fusão Casas Bahia

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Por:   •  23/4/2013  •  3.292 Palavras (14 Páginas)  •  718 Visualizações

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Fusão entre Casas Bahia e Pão de Açúcar

Em São Paulo, dia 04 de dezembro de 2009 houve um acordo feito pela Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) representada por Daniela Sabbag, Diretora de Relações com Investidores, a empresa Globex Utilidades S.A., representada por Orivaldo Padilha, Diretor de Relações com Investidores e a Casa Bahia Comercial Ltda. Representada por Michael Klein, seu atual Presidente. O grupo Pão de Açúcar representado por Abílio Diniz.

Essa associação é para unir as operações da Globex (Ponto Frio), Casas Bahia e Extra Eletro sob o controle de única sociedade.

Segundo Abílio Diniz o que despertou o interesse do grupo pela fusão, foi a política de comércio que as Casas Bahia oferece para as classes mais populares. Essa associação visa à integração dos seus negócios no setor de varejo e de comércio eletrônico, onde permitirá às empresas que capturem sinergias e oferecer benefícios ao consumidor, como sortimentos de produtos, melhor atendimento e acesso facilitado ao crédito. Assegura as melhores práticas de venda de bens de consumo duráveis.

Já Michael Klein revela que a fusão foi feita para fortalecer a posição da rede varejista no mercado e que será a Casas Bahia que irá transferir toda tecnologia e conhecimento no setor que a rede atua.

Em termos oficiais foi realizada uma Associação. As empresas não assumem que se trata de uma aquisição ou compra, pois dessa forma estariam desvalorizando a empresa “comprada”, assumem que se trata de uma Associação, que na prática é o mesmo que Fusão, pois dessa forma valoriza mais ambas as partes, independente de sua situação no mercado.

Com essa associação, a valorização fica evidente quando divulgada essa nota pelo próprio grupo Diniz: A Globex e Casa Bahia contarão com um total de 1.015 lojas em 18 estados brasileiros e Distrito Federal, 68 mil colaboradores e um faturamento bruto (base 2008) de R$18,5 bilhões.

O Grupo Pão de Açúcar, a partir desta Associação, passará a contar com 1.807 lojas, incluindo lojas de super e hipermercados, postos e drogarias, com faturamento (base 2008) de aproximadamente R$40 bilhões e mais de 137 mil funcionários – o maior empregador privado do Brasil.

Vantagem para as empresas seria na compra de grandes volumes de eletrodomésticos da linha branca e de eletrônicos com condições de prolongar os prazos de pagamento e até mesmo à preços reduzidos, para os clientes essa vantagem seria na ampliação do número de lojas, barateamento de custos com logísticas, barateamento com custos em mercadorias facilidade de concessão de crédito maior que o já existente.

Para as Casas Bahia será o crescimento do faturamento. Para o Pão de Açúcar, os ganhos são muitos. Como o valor dos alimentos é muito pequeno, a margem de lucro que o varejo alimentício tem é pequena. Com a venda de bens duráveis como eletroeletrônicos e móveis dá mais retorno, pois os produtos são vendidos à prazo em parcelas que embutem juros elevados, poderá aumentar as margens de lucro. Terá acesso as práticas de tecnologia da informação, logística e conhecimento de mercado, principais diferenciais da Casas Bahia.

Para os consumidores, segundo Michael Klein os consumidores poderão contar com uma maior diversidade de produtos e serviços, excelência no atendimento, melhores condições de pagamento com ampla oferta de crédito, além de futuramente, poder expandir a atuação da rede em cidades e regiões onde não atuam.

A Desvantagem seria na conclusão da fusão para a Casas Bahia, pois pelos termos do acordo inicial, as operações das Casas Bahia seriam integradas à Globex (Ponto Frio) - adquirida pelo Pão de Açúcar em junho - e às lojas Extra-Eletro, do empresário Abílio Diniz. Após a conclusão da transação, o Pão de Açúcar teria 50% das ações ordinárias da Globex mais uma, enquanto os donos das Casas Bahia ficariam com 49% do capital votante.

Analisando o Fato Relevante da Estrutura da Associação, item III cláusula 4, os Klein ficariam impedidos de vender as ações da nova empresa pelo período de um ano. Dentro de 12 a 48 meses, eles poderão vender 29% dos papéis que possuem. Entre 49 e 72 meses, a negociação sobe para 49% e apenas a partir do 73º mês, ou seja, a partir de 2016, todos os papéis ficam desbloqueados. A questão é que eles querem se desfazer de uma parcela maior das ações num prazo mais curto.

Para o Grupo Pão de Açúcar a desvantagem ocorrerá se for cancelada a fusão, pois nos últimos meses, suas ações foram negociadas num cenário determinado pelo contrato assinado em dezembro. Ou seja, se mudar, o grupo se arrisca a ser processado por acionistas minoritários.

Após o anúncio de revisão do contrato os papéis da Companhia Brasileira de Distribuição fecharam o “pregão” em queda de 4,97% na Bovespa. Analistas afirmam que a queda é esperada, já que o preço atual dos papéis já considera uma sinergia com a casas Bahia. "Pelo menos R$ 10,00 do valor das ações da CBD são relacionadas a ganhos com a fusão". A queda também está relacionada a um receio do mercado. "Muitos investidores preferem vender suas ações e observar os desdobramentos do caso para depois voltar a investir”.

Não houve mudanças bruscas na gestão de pessoas, mas houve conflitos, de acordo com a cláusula do Fato Relevante, divulgado e acordado entre as partes, consta no item V. Transição. Condução dos Negócios que as empresas continuam com seu ritmo normal de práticas anteriores, incluindo (i) preservar a atual organização societária, administrativa, financeira e comercial das sociedades envolvidas na Associação, (ii) manter os atuais executivos e principais empregados das empresas envolvidas na Associação, (iii) preservar as relações com os principais fornecedores, distribuidores, locadores, credores e demais agentes de mercado que tenham uma relação comercial significativa com as sociedades envolvidas na Associação.

De acordo com a fusão, essa seria a nova reestruturação para compor a diretoria da Companhia: Raphael Klein como Diretor Presidente da Companhia; Jorge Herzog como Diretor Vice-Presidente da Companhia; Roberto Fulcherberguer como Diretor Vice-Presidente da Companhia. Mas não houve alterações confirmadas.

No Grupo Pão de Açúcar, em 04/03/2010 foi anunciado pelo Conselho de Administração que o novo diretor presidente do Grupo Pão de Açúcar será Enéas Pestana, este que havia tornado-se Vice-Presidente Executivo de Operações Sênior em Dezembro de 2009.

Enéas substituirá Claudio Galeazzi, que estava no cargo há dois anos. Galeazzi continuará

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