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O PAPEL DO INTÉRPRETE EM LIBRAS NA ESCOLA INCLUSIVA

Por:   •  5/5/2013  •  9.610 Palavras (39 Páginas)  •  1.295 Visualizações

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INTRODUÇÃO

É através da língua que podemos comunicar, expressar nossas opiniões e interagir com o mundo, ela é desenvolvida naturalmente pelo ser humano, um conjunto de vogais e consoantes que formam palavras, organizadas por meio da gramática.

Muitos encaram a Língua de Sinais como primitiva, ou inferior, à língua falada. No entanto, ao estudar a Língua de Sinais, impressiona a sua complexidade e riqueza de expressão.

Atualmente, o tema da inclusão está muito em voga, pois buscamos a concretização de um sonho, de um Brasil inclusivo, onde é possível uma sociedade para todos. Tendo como referência a nova concepção de pessoa com deficiência, pactuada e validada pelos próprios atores sociais, o Intérprete de LIBRAS é uma ferramenta poderosa para a inclusão dessas pessoas, visando à sua inserção na vida produtiva, cultural, educativa, social e política, ou seja, que tenha direito à participação efetiva na vida societária.

O profissional Intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), bem como qualquer outro intérprete, precisa ter o domínio dos sinais e principalmente da língua falada do seu país, no nosso caso, o Português, pois há diversas situações nas quais são necessárias as duas.

Para o profissional intérprete em LIBRAS que quer exercer sua função com qualidade e responsabilidade é fundamental estudar os critérios desta língua e compreender assim uma cultura, com seus fundamentos históricos e conceitos.

Este trabalho tem como objetivo geral mostrar a necessidade do intérprete de libras na escola inclusiva para o ensino e aprendizagem dos alunos surdos. E como objetivos específicos, apresentar a Língua de Sinais, seus conceitos e características, e identificar aspectos importantes da formação e condizentes com a função desse profissional em sala de aula.

O trabalho foi realizado em base de conceituados livros, revistas e sites. O capítulo um mostrará aspectos importantes da história, conceitos e legislação da educação dos alunos surdos. A importância da Língua de Sinais como a língua primária, para o desenvolvimento social, educacional e no mercado de trabalho para os surdos será considerada no capítulo dois. E no capitulo três será apresentado o papel do intérprete em LIBRAS na escola inclusiva que contribui o acesso dos alunos surdos para os conhecimentos acadêmicos e os desafios do intérprete em LIBRAS na sua função interpretativa e não educadores.

1 EDUCAÇÃO DOS SURDOS: HISTÓRIA, CONCEITOS E LEGISLAÇÃO

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é uma modalidade de comunicação visogesto-espacial, ou seja, expressa através das mãos, das expressões faciais e do corpo. Ela possui níveis fonológico, morfológico, sintático, semântico e pragmático, podendo ocorrer variáveis dialéticas em todo país.

Sendo uma língua, como toda língua, a língua de sinais segue sua evolução natural, sua dinâmica, é viva, circula e entrelaça-se nos diversos discursos sociais. Bakhtin (2003) faz referência à língua da seguinte forma:

A vida é dialógica por natureza. Viver significa participar do diálogo: interromper, ouvir, responder, concordar, etc. Nesse diálogo o homem com toda a vida: com os olhos, com os lábios, as mãos, a alma, o espírito, todo corpo, os atos, aplicam-se totalmente na palavra, e essa palavra entra no tecido dialógico da vida humana (BAKHTIN, 2003, p.348).

Enquanto a Língua Portuguesa é, por exemplo, uma língua falada (verbalizada e escrita), utilizando os fonemas, que são unidades mínimas do som, usados para produzir a palavra, a Língua de Sinais é expressa através da configuração das mãos com as localizações em que os sinais são produzidos, os movimentos e as direções são unidades mínimas que formam os sinais. Segundo Quadros (2004), na construção de uma palavra em língua de sinais, considera-se os parâmetros espaciais e faciais. Essa estrutura apresentada é complexa e mostra que a Língua de sinais possui características próprias.

Na Língua de Sinais, as unidades analisadas para compreensão dos sinais, são consideradas como unidades mínimas que permitem a interação e compreensão do significado. Os sinais formam-se a partir da combinação do movimento das mãos com um determinado formato em um determinado lugar, podendo ser feito em uma parte do corpo ou em um espaço neutro. A articulação das mãos e a direção são outras unidades mínimas na formação do sinal.

A morfologia e a sintaxe na Língua de sinais são formadas no espaço. Palavras e frases dependem do espaço para formular um significado. Outro parâmetro que é usado como formador de significado da palavra é a expressão

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