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Resenha A alegria de ensinar Rubem Alves

Por:   •  7/4/2014  •  Resenha  •  1.206 Palavras (5 Páginas)  •  2.124 Visualizações

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A alegria de ensinar

Rubem Alves, nascido em Boa Esperança, Minas Gerais, em 1993. Formou-se em Teologia e Psicanálise, doutorado em Filosofia.

Trata-se de um livro onde Rubem Alves aborda vários aspectos do conhecimento e formas de transferência deste conhecimento.

Possui quatorze capítulos, formados por textos que não se relacionam de maneira sequencial, porém se completam, mostrando a visão particular do autor sobre a arte de “ensinar”, onde ele aborda o tema de uma maneira apaixonada se expressando de uma forma transparente relatando algumas de suas experiências quando aluno.

No capítulo “Ensinar a Alegria”, o autor fala sobre o prazer de ensinar, a alegria de ser professor, onde ele se assemelha ao sofrimento das dores do parto, onde a mãe o aceita e logo dele se esquece, pela alegria de dar à luz a um filho.

Nesse capítulo “Escola e Sofrimento”, o autor aborda sobre o fim da tortura com palmatórias, porém trás outro tipo de tortura que permanece nas escolas, ou seja, a quantidade absurda de informações que as crianças e adolescentes não conseguem compreender por não terem nenhuma relação com suas vidas.

Aqui neste capítulo, “Lei de Charles Brown”, o autor mostra a visão equivocada, porém verdadeira, que as crianças e jovens tem da escola, a obrigação de tirar boas notas como garantia de se formar futuramente. Mostra a indignação em relação ao sistema educacional, que ao invés de formar, deforma os alunos em sua essência.

No capítulo “Boca de Forno”, o autor descreve o que acontece nas escolas, onde as crianças são ensinadas, aprendem tão bem que se tornam incapazes de pensar coisas diferentes.

Neste capítulo “O Sapo”, o autor exemplifica uma estória infantil sobre o príncipe que virou sapo e que voltou a ser príncipe, sendo assim na medida em que o príncipe vira sapo, aprende o que é ser sapo esquecendo o que é ser príncipe.

Com isso, o autor nos mostra a importância de ter que esquecer para aprender, pois a sabedoria mora no esquecimento.

Aqui neste capítulo, “Sobre Vacas e Moedores”, o autor nos mostra metaforicamente que as crianças são como as vacas, em sonhos são puras, mas inúteis para a sociedade.

E quando essas crianças passam por moedores que seriam os vestibulares, é que podem ser consideradas socialmente aproveitáveis.

Para cada formando existe uma criança morta, para cada bife existe pelo menos uma vaca morta.

No capítulo “Eu, Leonardo”, o autor fala sobre Leonardo Da Vinci, onde ficou conhecido por sua liberdade de pensamento e a IBM, que ficou conhecido por sua excelência tecnológica, sedimentada no controle de qualidade na produção de produtos, o que pressupõe controle de qualidade do pensamento. O mundo começa não na máquina, mas na inteligência.

Neste capítulo “Lagartas e Borboletas”, o autor resume o que foi abordado até o momento, discute o poder da Palavra, nas transformações dos corpos, dos seres racionais, pois para os irracionais, não seria eficiente. A partir daí, a educação entra com uma técnica que utiliza a Palavra para transformar os corpos.

O autor conclui com a mesma crítica ao ensino atual, formadores de indivíduos que a sociedade se utiliza para produzir de acordo com os desejos desses indivíduos.

No capítulo “Bolinhas de Gude”, o autor aborda em como aprender com a idade, esquecer o que se aprendeu e aprender de novo, analisar uma criança com sua simplicidade olhando para o mundo. Segundo o autor, alguns sábios e filósofos estiveram convencidos de que nas crianças moram um “Saber” que é preciso ser recuperado.

Nesta crônica “Um Corpo com Asas”, o autor descreve a transformação quando estamos em contato com a Palavra. O autor enfatiza a metamorfose da lagarta para borboleta. As crianças seriam como borboletas soltas e expostas ao perigo. O autor concluir que um dia fomos crianças, mas quando adultos preferimos deixar de ser, como a Lagarta que volta a ser borboleta, por medo dos perigos.

“Tudo que é pesado flutua no ar”. Aqui o autor descreve um avô que observando sua neta pronunciar suas primeiras Palavras percebe que sua neta não só pronuncia, mas que também brinca com as Palavras. E ao aprender a brincar com coisas que não existem, aprende a pensar.

O autor conclui que o professor é aquele que ensina seus alunos a brincar com o conhecimento, fazendo com que o pesado flutue, tornando o aprendizado mais

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